"Esse ano está riquissima!" " A Preta Gil... tudo!"" Não perco por nada desse mundo." " Já me programei toda. " Orgulho já". "Mooorta, são dez anos." " E temos conquistado muitas coisas". Ouvi essas coisas entre outras. E acabei me deprimindo. Sabe ou eu sou muito realista ou os outros saão muito iludidos. porque na realidade nao ganhamos nada, o baitolismo so piorou o preconceito. ano passado, em um programa local houve um concurso para saber qual era a bichinha que dava a melhor rabissaca. E nessas horas cadê o movimento, interrogar parece impossivel. aspiadas contra asbichinhas continuam, o preconceito é o mesmo. Só que agora ao invés de terem raiva e xingarem, as pessoas acham melhor rir, zombar, caçoar. Cada um usa o termo que melhor lhe for conveniente. Estar todo mundo só. É muito dificil o encontro de duas pessoas, os heteros estao mais juntos, estão cada vez mais construindo relaçoes. Os gays não tem essa meta socialmente. Essa vontade é apenas íntima. Dnetreo de cada um há esse sonho, mas exteriormente isso tem se complicado cada vez mais. E isso provem muito de uma falta de educação. Tenho percebido que ser gay está cada vez mais dificl, mais imoral. Estamos no século XXI, e há doze anos eudei uma entrevista para aapresentadora Ana Vila Real, e naquele dia eu disse que achava bobagem discutir o sexo dos anjos. Mas agora eu sei como eu estava errado. A gente ao longo da história de nossas vidas, podemos mudar, podemos ser transitórios, contraditorios, desde que isso tenha um saldo positivo. O que não dá é para passarmos pela vida na idiotice de nossas idéias. aqueles que ja tem 50 anos, 40 anos já sao renegados no quesito e padrão gay. Quais valores são e foram construidos na falsa base. Tambem nao há interrogação porque isso nao é. Com a cabeça no travesseiro é que devemos conversar e nos entendemos ou nos compreendemos se assim for mais fácil. Ser gay e defender-se não é olhar a bandeira do arco homo íris e achar tudo cor de rosa. a Concepção gay está mais para um cinza desbotado. parada gay! Essa parada nao pode ser anual.... tem que existir todos os dias dentro de nós. E onde estará esse orgulho ninguem sabe. Ultimamente tenho evitado o assunto, pouco tenho aparecido em redutos. A coisa cansa, e não ha descanso.
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Um comentário:
Eu não fui à parada.Ao ser interrogado interrogado por um colega de trabalho, gay assumido, no dia seguinte, eu disse que tinha ido rezar.
A Parada é um grito coletivo por aceitação, mas acho apelativa demais. Na verdade nunca fui nenhuma Parada Gay. E não creio que deja este o caminho.
A verdadeira marcha deve ser interior, em busca da cura dos traumas e complexos que carregamos em nossas almas. Feridas que não cicatrizam...que necessitam de mais do que autopiedade. É ser capaz de olhar no espelho e reconhecer a pessoa diante de si como um ser humano com muitas qualidades e defeitos, mas não que não se resume ao rótulo GAY.
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