E terminou assim! Arrancaram de minhas mãos alguma coisa que seria vital à minha infância. Era extremamente necessária a infantilidade para brincarmos e só. O tempo se encarregaria do resto, passionalmente. A separação dos meus pais veio atrapalhar o romance dos anjos. Paz.
Apertamos nossas mãos – eu jurei não mais brigar com ele. Sim, eu necessitava de sua amizade. Quantas vezes, eu me percebi a observá-lo com fascínio. Instinto. Um dia, estive sozinho com ele e... quase. Havia um segredo. Não, eu tinha varios segredos, e um deles parecia estar à vista. Com o passar dos anos, aprendi que o bom sedutor nunca revela sua arte. Eu não fui tão bom assim, se fosse não teria deixado vazar a verdade, mas o meu primeiro encontro com o Téo ficou marcado por uma razão bem simples: O instinto não se engana.
Parece que foi ontem!
Eu não tinha a menor consciência do que um homossexual significava para a luxúria da sociedade. A única coisa que eu me conscientizava era que havia um prazer em ver o menino que fazia parte - indiretamente – da minha infância e depois da minha adolescência (assim como William Shakespeare faz parte da dramaturgia inglesa), e que nesse intervalo de tempo não éramos mais colegas. Eu estive em outra cidade, e isso me fez falta. Esse reencontro aconteceu para que eu reouvesse essa interrupta passagem. As férias acabaram e eu já não era o mesmo. Havia me apegado à cidade e as pessoas. Enfim, voltei para encarar as minhas tentações. Caiu a tarde, o Téo vinha do colégio e fui ao seu encontro. Ele se distanciou dos colegas que vinham em sua companhia, e me sorriu. Eu precisava ir embora. E pela primeira vez, ainda que negue, ele ficou com os olhos lacrimosos. Eu quis ficar junto dele – é preciso reforçar essa idéia. Pedi a minha mãe para deixar que eu ficasse na cidade, mas não foi possível. Eu estava encantado. Nessa tarde, o Téo e eu... Sabe o que é o silêncio falador? Haviam pêsames em nossas almas. Ele não disse nenhuma palavra nem eu, também não precisava. Precisava, porque é sempre bom ouvir.
Apertamos nossas mãos – eu jurei não mais brigar com ele. Sim, eu necessitava de sua amizade. Quantas vezes, eu me percebi a observá-lo com fascínio. Instinto. Um dia, estive sozinho com ele e... quase. Havia um segredo. Não, eu tinha varios segredos, e um deles parecia estar à vista. Com o passar dos anos, aprendi que o bom sedutor nunca revela sua arte. Eu não fui tão bom assim, se fosse não teria deixado vazar a verdade, mas o meu primeiro encontro com o Téo ficou marcado por uma razão bem simples: O instinto não se engana.
Parece que foi ontem!
Eu não tinha a menor consciência do que um homossexual significava para a luxúria da sociedade. A única coisa que eu me conscientizava era que havia um prazer em ver o menino que fazia parte - indiretamente – da minha infância e depois da minha adolescência (assim como William Shakespeare faz parte da dramaturgia inglesa), e que nesse intervalo de tempo não éramos mais colegas. Eu estive em outra cidade, e isso me fez falta. Esse reencontro aconteceu para que eu reouvesse essa interrupta passagem. As férias acabaram e eu já não era o mesmo. Havia me apegado à cidade e as pessoas. Enfim, voltei para encarar as minhas tentações. Caiu a tarde, o Téo vinha do colégio e fui ao seu encontro. Ele se distanciou dos colegas que vinham em sua companhia, e me sorriu. Eu precisava ir embora. E pela primeira vez, ainda que negue, ele ficou com os olhos lacrimosos. Eu quis ficar junto dele – é preciso reforçar essa idéia. Pedi a minha mãe para deixar que eu ficasse na cidade, mas não foi possível. Eu estava encantado. Nessa tarde, o Téo e eu... Sabe o que é o silêncio falador? Haviam pêsames em nossas almas. Ele não disse nenhuma palavra nem eu, também não precisava. Precisava, porque é sempre bom ouvir.
Téo, eu te amo. Eu deveria ter dito. Ele sabe que em silêncio eu disse muito mais que isso. Em nossa despedida não nos tocamos nem apertamos nossas mãos. “As flores do jardim da nossa casa morreram todas de saudades de você.” Esse dia foi poético. Tive o desejo de abraça-lo e me contive. Um abraço é um gesto tão natural. Sim, muito natural para quem não tem nada a esconder.