A intenção desse livro é que você se perca e se encontre, se deteste e se conheça, no sentido da figura de linguagem, sem precisar se expor aleatoriamente. Porque a vida não é aquilo, é isto; ou a vida não é isto, é aquilo. É a síndrome do que está próximo. Pode ser que seja a alguns olhos, cruel. Mas é o contexto real. Não caia na esparrela do glamour, é falsa a maioria das intenções. SE POLICIE AQUI. Falo por experiência consumada. Alerto, contra os becos da desgraça do impróvavel já provado. Venere uma verdade, podemos intrasitar o verbo – Ser.
Está lá no Grupo de Irmandade A.A – escrito: “Não entre em controvérsia, evite o primeiro gole. E anotei em uma agenda velha, tão velha quanto o desejo: “O Grupo de Irmandade H.A alerta: - não entre em controvérsia, evite o primeiro banheiro, a primeira praça, a primeira avenida, a primeira traição e a primeira esquina. Evite o cinema, a promiscuidade, e não queira evitar a primeira paixão. Não cale na boca o primeiro amor. É tão digno dizer te amo a um homem quanto a uma mulher. Não é e nem pode ser vergonhoso. Não faça de sua sexualidade uma tortura, nem tão pouco deixe que a torre da destruição seja lançada sobre sua consciência. Não adianta o desespero, somos assim, estamos marcados. Agora é limpar a mente das pessoas para que elas possam enxergar o que somos: pessoas comuns, iguais com defeitos e qualidades.”
Fugir da força de um desejo pode ser a construção do trampolim para a morte. Esse livro é de certa forma para principiantes(?), pais e qualquer um que tenha o mínimo de sensibilidade para a questão que ainda assusta os lares e as famílias. Assusta principalmente a consciência de muitos que não sabem separar o homossexualismo de uma bomba atômica. Será que o próprio homossexual sabe? Dizer que o homossexualismo é doença; é cretino e anti-racional. Nem era mais para existir essa classificação. Somos gente que expressamos a harmonia de nossa natureza. Se o mundo está em desarmonia ou se assim foi fabricado, não devemos nós entrar em conflito para ficarmos em igualdade. Vinte anos depois, não vou tentar encontrar uma resposta, mas pensarei como foi, como é e como poderia ter sido. Há uma preocupação em relação a conduta sexual, já que eu faço parte dessa mesma história. E não dá para voltar... isso não existe. Embora muitos se enganem, eu preciso da verdade ainda que doa mais. Parece que a minha conscientização se aproxima e é preciso olhar a realidade desencontrada. E mesmo sem buscar essa resposta, ela virá. O importante é não haver enganação para ninguém. Estamos todos no mesmo barco – manuseados à discriminação. É claro que existe o opressor, porque alguém está disposto a fazer o outro papel que é o oprimido. É claro que um ou outro pode contestar a minha tese. Há quem prefira advogar em causa própria. Quando falo de um travesti, não falo de um indivíduo só, mas de todos que estão à corda bamba.
O meu irmão era querido por todos, ativo, imediato. Eu tive o sentimento de rejeição. E como fuga comecei a me isolar das pessaos e das coisas. Claro que isso começava a se intensifcar: eles me deram o papel e eu comecei a cumprir uma função que me fazia mal. Eu era um patinho feio que parecia engraçadinho para os estranhos, mas um dia o patinho cresceu e virou um belo cisne. Sempre fui apegado a minha avó materna e gostava de ir para o sertão onde ela morava. Os finais das tardes eram nostálgicos mas exerciam um fascínio sobre mim. Eu adorava ver as cabras chegando para dormir, e eu correr atrás dos cabritos, brincar com eles. A noite, olhava a escuridão sem fim e tentava alcançar o mais distante barulho dos grilos, dos sapos, e do vento. - A noite tem mistérios – e pensava que quando crescesse, enfrentar o mundo seria como atravessar aquela escuridão.
Está lá no Grupo de Irmandade A.A – escrito: “Não entre em controvérsia, evite o primeiro gole. E anotei em uma agenda velha, tão velha quanto o desejo: “O Grupo de Irmandade H.A alerta: - não entre em controvérsia, evite o primeiro banheiro, a primeira praça, a primeira avenida, a primeira traição e a primeira esquina. Evite o cinema, a promiscuidade, e não queira evitar a primeira paixão. Não cale na boca o primeiro amor. É tão digno dizer te amo a um homem quanto a uma mulher. Não é e nem pode ser vergonhoso. Não faça de sua sexualidade uma tortura, nem tão pouco deixe que a torre da destruição seja lançada sobre sua consciência. Não adianta o desespero, somos assim, estamos marcados. Agora é limpar a mente das pessoas para que elas possam enxergar o que somos: pessoas comuns, iguais com defeitos e qualidades.”
Fugir da força de um desejo pode ser a construção do trampolim para a morte. Esse livro é de certa forma para principiantes(?), pais e qualquer um que tenha o mínimo de sensibilidade para a questão que ainda assusta os lares e as famílias. Assusta principalmente a consciência de muitos que não sabem separar o homossexualismo de uma bomba atômica. Será que o próprio homossexual sabe? Dizer que o homossexualismo é doença; é cretino e anti-racional. Nem era mais para existir essa classificação. Somos gente que expressamos a harmonia de nossa natureza. Se o mundo está em desarmonia ou se assim foi fabricado, não devemos nós entrar em conflito para ficarmos em igualdade. Vinte anos depois, não vou tentar encontrar uma resposta, mas pensarei como foi, como é e como poderia ter sido. Há uma preocupação em relação a conduta sexual, já que eu faço parte dessa mesma história. E não dá para voltar... isso não existe. Embora muitos se enganem, eu preciso da verdade ainda que doa mais. Parece que a minha conscientização se aproxima e é preciso olhar a realidade desencontrada. E mesmo sem buscar essa resposta, ela virá. O importante é não haver enganação para ninguém. Estamos todos no mesmo barco – manuseados à discriminação. É claro que existe o opressor, porque alguém está disposto a fazer o outro papel que é o oprimido. É claro que um ou outro pode contestar a minha tese. Há quem prefira advogar em causa própria. Quando falo de um travesti, não falo de um indivíduo só, mas de todos que estão à corda bamba.
O meu irmão era querido por todos, ativo, imediato. Eu tive o sentimento de rejeição. E como fuga comecei a me isolar das pessaos e das coisas. Claro que isso começava a se intensifcar: eles me deram o papel e eu comecei a cumprir uma função que me fazia mal. Eu era um patinho feio que parecia engraçadinho para os estranhos, mas um dia o patinho cresceu e virou um belo cisne. Sempre fui apegado a minha avó materna e gostava de ir para o sertão onde ela morava. Os finais das tardes eram nostálgicos mas exerciam um fascínio sobre mim. Eu adorava ver as cabras chegando para dormir, e eu correr atrás dos cabritos, brincar com eles. A noite, olhava a escuridão sem fim e tentava alcançar o mais distante barulho dos grilos, dos sapos, e do vento. - A noite tem mistérios – e pensava que quando crescesse, enfrentar o mundo seria como atravessar aquela escuridão.