Quando o Encarei Frente a Frente

Verdades de damas

Ninguém transa por dinheiro. Pensar o contrário é contribuir com o machismo. Um homem deita com outro porque quer, porque deseja. E algumas vezes se esconde por trás do dinheiro. Como se isso de uma certa forma escondesse a homossexualidade. A mulher até pode fingir o tesão; o homem, não. E só temos tesão por pele, um toque, por alguma coisa viva. Transar por dinheiro é a desculpa mais ralé que pode existir. Não há dinheiro que faça um homem subir o pau, se ele não tiver atração. Antes do metal, vem o instinto. Já passa da hora de desmitificar o homem objeto, como também dos homossexuais tomarem vergonha na cara e não pagarem para ter alguém. Agora, um cara encontra alguém com vontade de gozar e com a carteira na mão, é claro que ele vai se fazer de difícil, vai botar banca para se valorizar e tirar vantagens em cima disso.


Quando o encarei frente a frente

Voltei a Vila das Flores. As luzes da cidade tinham o seu efeito dramático, assim como os refletores postos sobre a ribalta. O cenário uma boate. Luz neon. Ele finalmente surge diante de mim. Eu havia passado anos, mais de uma década esperando esse momento. Eu não tinha mais seis anos de idade, e não estava entrando na escola pela primeira vez. Passaram-se quatorze , quase quinze anos.

Veio a sensação que a cidade grande havia sido uma ilusão. Quantas pessoas se matam torturadas na dor dos lençóis? E assim como Tiêta do Agreste; eu me perguntei: Será que valeu a pena ter ido embora? Será que valeu a pena ter voltado? Ninguém escolhe o caminho mais difícil.



fim