Clodovil Hernandes por Antonio Marcelo

O que dizer? Meus dedos repousam sobre o teclado, assim como as mãos de um pianista repousam sobre os acordes de alguma melodia. Meus dedos repousam antes de falar sobre Clodovil. E se eles repousam é porque tentam adquirir responsabilidade que é falar Sobre esse ser tão Exuberante, tão Alto de Tantas Coisas que podem escapar ante a tentativa de escrever. É lamentável Clodovil morrer, mas poeticamente ele vive, ele sobreviverá sempre que um artigo de luxo se fizer presente na vida de milhares de fãs que ele adquiriu com seu compromisso com o bom gosto respaldado ao longo de sua vida. Agradáveis dialogos ele nos presenteou, na tv ele deu sua parcela inegavel de classe, cultura e sabedoria. Impossivel sair ileso diante a tv ao vê-lo dando uma entrevista, ao vê-lo falando. Clodovil Hernandes teve uma vida apaixonante porque ele tambem era um apaixonado nascido pela conservaçao do coerentemente correto. Clodovil, agora nao vou escrever.... sao poucas as palavras, e, de repente percebo que o melhor é te sentir em tuas fotografias, em tua leitura, em tua irreverência, em teu glamour essencialmente necessario, e nunca superfluo. Clodovil o Brasil perde o colaborador da elegãncia, que és tu, meu bem. Mas a grandeza da vida pode fincar aqui: Clodovil nao viveu impunemente.

Um comentário:

ponto de vista disse...

Concordo plenamente, ninguém poderia representar melhor a beleza que Clodovil. às vezes me deparo pensando como alguém conseguiu superar crises e preconsceito em plena época da ditadur e ainda se transformar em um personagem tão admirado, sem falar que para encerrar a vida escolhe a vida politica e ao morrer é enterrado com honras de estado e conduzido por meia duzia de deputados que pouco fazem pela realidade gay nesse pais. Isso é o que chamo de ironia.