“Os amores são tão mal cuidados”, os relacionamentos cada vez mais escassos. Ninguém é de ninguém. Toda mundo aplaude esta frase de Zíbia Gasparetto. Mesmo sabendo do que se trata, eu não aplaudo, o ideal seria que alguém fosse de alguém, e soubesse cuidar da melhor forma possível, cuidar da forma mais tênue até. Bom, hoje, ninguém assume ou aceita o relacionamento. Esta opção de vida compartilhada está cada vez mais ignorada. Zombada. O compromisso parece ser o último dos ideais pensados: - “Pra que querer está preso a alguém? Se em uma boate se pode ter um, dois, dez sem nenhum envolvimento maior? A minha vida é muito corrida, não tem espaço para ninguém”. Na boate o desejo é carnal, é o divertimento disfarçado no apetite sexual. E quando se tenta assumir um compromisso, ele é esquecido na presença do novo que tem circunstancialmente um corpo mais interessante, e as vezes nem isso. Nesse desfreio é observado que as qualidades de alguém e a ética estão cada vez menos absorvidas. Vivemos o mundo do prazer, da cama sem lençol. Ser bom, legal, leal não tem mais nenhum aperitivo para a afetividade. Que pena! Quem perde com isso? Eu? O outro? Todo mundo. O corpo descartável é cada vez mais prático assim como o copo, a garrafa, etc. Se o ato sexual for bom, pergunta-se o nome de quem deitou com a gente, se não for, não precisa dar-se ao trabalho da pergunta. E o parceiro, sabe disso e obedece a regra sem questionar. Meu Deus, como a composição de Roberto e Erasmo Carlos cairia bem aqui: "Eu pensei que pudesse esquecer certos velhos costumes. Eu pensei que já não me lembrasse de coisas passadas. Eu pensei que pudesse enganar a mim mesmo dizendo, que essas coisas da vida em comum não ficavam marcadas. Não pensei que me fizessem falta umas poucas palavras. Dessas coisas simples que dizemos antes de dormir. De manhã o bom-dia na cama, a conversa informal, o beijo, depois o café, o cigarro e o jornal. Os costumes me falam de coisas, de fatos antigos. Não me esqueço das tardes alegres com nossos amigos. Um final de programa, fim de madrugada, o aconchego da cama, a luz apagada. Essas coisas só mesmo com o tempo se pode esquecer. Então eu me vejo sozinho como estou agora, e respiro toda a liberdade que alguém pode ter. De repente ser livre até me assusta. Me aceitar sem você certas vezes me custa. Como posso esquecer dos costumes, se nem mesmo esqueci de você."
Quando se pergunta a alguém como foi o seu ultimo encontro, esse alguém vai dá uma resposta. Sim, uma resposta com artigo indefinido. E se perguntarmos a essa mesma pessoa como foi o seu penúltimo encontro, ela irá dar a mesma resposta. Talvez mude apenas o cenário e o personagem. Mas o que o personagem personifica é o mesmo ideal do anterior. Mas o essencial aqui é vago. Agora compreendo uma frase que um namorado que tive colocou no MSN. A frase é do livro o pequeno príncipe: -“ o essencial é invisível aos olhos.” Algumas pessoas se direcionam para as diversas boates da cidade em que moram, beijam dezenas de bocas, mas um relacionamento não aconteceu. Apenas o gozo como primeiro e ultimo representante do ultimo final de semana. Um rapaz, uma vez disse que dentro de uma boate ficava louco, não sabia com quem ficar. Só tinha a certeza que queria todos. Nisto se perde a solidez, nada é edificado, e a alma escala a corrupção sexual. Esse rapaz tinha namorado, nem pensar em levar o namorado consigo para a boate. Queria estar livre lá dentro. O impulso sexual é absoluto. Como? Está sozinho porque quer? Isto é mentira para enganar a você mesmo. Não aos outros. Porque os outros possuem a sua substancia e sabem a dor dos lençóis. Galinhar também é uma incompetência do não saber.
Outro dia eu acordei pela madrugada, e meu amor estava dormindo, e me pus a observar a sonolência. Cuidadosamente estendi o lençol sobre seu corpo, e o beijei na face. Isto é relacionamento. Dor de cabeça? Cobranças? Estar preso? Isto é melhor que a liberdade passiva de prisão. Relacionar-se é antes de tudo o aconchego de um abraço dado com afeto e com referência. Quem terá alma e sentimento para cantar “Noite do meu bem” de Dolores Duran? Somente quem tem relacionamento ou a força de uma saudade. Somente quem conhece o gosto doce com pequenas camadas de algo azedo, as vezes, mas isto é relacionamento. Na era da praticidade se tornou insuportável dividir a cama, é inaceitável o dividir do shampoo, da escova. E quando alguém se predispõe a isto, ele espanta qualquer pretendente. Então parece que as relações precisam ser moldadas, tudo muito roborizado. Ninguém perde sozinho. Essa perca é coletiva. Relacionar-se é pré-disposição para entrar no outro, e para que esse outro entre no nosso mundo. Na nossa intimidade que começa a ser invadida a todo instante. Quando um relacionamento não se propõe a essa abertura, algo está errado. E não se pode também esquecer de levar muitas coisas para a balança, na sapiência que um caminhar juntos não é construído impunemente. Antes de tudo ter alguém é doar-se, é cuidar, é planejar uma festa juntos, uma viagem. E em nome da galinhagem não se tem dado importância a isso, que mais tarde a vida vem a cobrar. Ter do que sentir saudade é fabuloso e não saudosismo como pregam os destemidos e conseqüentemente arruinados. Sentir saudade é divino e humano. E quem mais tarde haverá de sentir saudade de um cinema? De uma boate? De uma sauna? De uma trepada no escurinho do cinema? Sentir saudade é ainda querer ir de encontro a uma referência que é só sua. Mas para que haja compreensão do isto, é necessária a sensibilidade que é outra coisa escassa no aplaudir do concreto. E nisto é conscientizado que a escolha é de cada um. Pessoas inteligentes optam pela dor de cabeça, pessoas inteligentes não fazem do sexo o centro, elas aprendem a gostar e a valorizar o outro. E dão a cada uma das pessoas a importância que elas tem em um dado tempo. É preferível anoitecer e pensar no boa noite, é gratificante amanhecer e dizer e ouvir um bom dia, amor. Estar no meio da tarde, telefonar e saber como está sendo o dia do outro é viver. Não é visto muito sentido, se não houver amor. Amar causa sofrimento, o desejo causa sofrimento. O maior sofrimento que o ser humano pode atingir é o vazio que é a ausência de tudo, ausência do não ter tido, do não ter buscado. Shopenhauer fala sobre isso, fala sobre essa dor na busca do desejo.
As pessoas constroem suas coisas e causas que são esmiuçadas, e nesse esmiuçar cada um se mostra inteiro. Ninguém engana uma vida inteira, aqui posso com todo o peso da derrota dizer que meu namorado, aquele cara que no começo eu chamo de meu amor não tem diferença nenhuma dos que galinham e gozam no obscuro. Escrever esse livro para ele, pode ter sido um manual do encontro e do desencanto. Isto é com ele e não comigo. Por isso que deve ser portada muita responsabilidade em tudo. E tem gente que tem um relacionamento estável, um companheiro; e a todo o momento parece esquecer, está a desvalorizar o ético, o politicamente correto. Mas isto, não é pertencente aos dois: o domínio precisa ser individual. É na saúde, na doença, na alegria, na tristeza que devemos estar próximo. É fazer um chá quando necessário, cobrar um exame médico, é sorrir e abraçar na hora que um problema parece trazer confusão mental e cansaço. Há muito prazer numa relação a dois. Ir a uma padaria comprar pão, enquanto o outro prepara um café é magnífico e doce. Uma vez fui à praia com o meu namorado, e quando eu já estava chegando em casa, o telefone tocou. Era ele, me chamando para almoçar: “Venha, enquanto você chega eu preparo.” Esses gestos pequenos são os que constroem os grandes. Isto é o esmiuçar do amor. É a situação se dando e se transcendendo em detalhes significativos. Por que não se pode estar atento a essas coisas? São essenciais no ramificar. Como é bom escolher o caminho do laço, do compromisso, isto é sadio. Não importa se o parceiro é pobre, rico. O importante é a importância em dar importância. Não vai ser o carro do outro, o apartamento que poderá dar tempero ao amor, e sim, a atitude precisa, e quando necessário o olhar de reprovação sem palavras a mais. Uma atriz de teatro, uma vez disse no camarim, enquanto o elenco se preparava para entrar em cena: - “Eu tentei ser senhora, mas nasci para ser puta”. Naquele momento a frase parecia engraçada e provocou risos. E ao lembrar disso agora, eu gostaria de refazê-la pelo menos dentro de mim: - “Eu nasci para ser puto, mas optei por ser um senhor”. Será que ninguém lembra que vai envelhecer? O tempo de construir relações é agora. Depois é o quadro sofrer grandes agravantes.
Vamos ser realistas? Eu olho para traz e vejo um afeto de alguém que amei, uma lembrança legal de outro alguém, sinto o cheiro de um perfume e sou remetido a outro alguém. Isto são detalhes que ficaram em mim, ou seja, em nós. Portanto é evasivo o discurso falho porque ele não é aceito, não tem uma validade. A caça sem mero propósito é abominável. Os homossexuais precisam acabar com esse vislumbramento tolo, que é essa mordaça sem lei. Uma nova comunidade é convidada a se erguer, a ser construída no politicamente correto, no politicamente favorável às circunstâncias que hão de ser melhores. Quem tem medo do escuro? Quem tem medo do amor? Tem gente que quer se punir e descarta qualquer possibilidade de ser amado e de amar. Isto é a incapacidade do permitir-se relacionado. Fugir do amor? Nunca. Para a reconstrução de uma sociedade seria necessário rever a “Guerra dos meninos” de Roberto Carlos. Aqui pode se ramificar respostas desinteressantes e justificativas vencidas.
Houve uma pausa.
E foi pedido a um rapaz para ler isto. E em seguida ele respondeu:
- O problema é que todo mundo machucado não consegue mais se dar.
- Machucado? Por que?
- Por causa dos relacionamentos anteriores, onde a base foi mentirosa. Então depois de quebrar a cara fica difícil.
Isto pareceu coerente. Só que é uma resposta intragável perante o apontamento de uma nova estatística. Meninos de dezesseis anos estão nesse mesmo panorama. Acham a mesma coisa. Será que o fracasso já nasceu com a pré-disposição dele mesmo? É falho achar isso. E o que vem a estar por trás dessa busca do encontro? O romantismo? Deveria. Mas nem isso é mais necessário. O necessário agora é dignidade. O homossexual se tornou um vulcão sexual. Chega desse rebatimento açucarado que os héteros também fazem a mesma coisa. Sabe-se disto, aqui não há ocultação dos fatos, mas não estamos a rebuscar mais justificativas para o assim deve ser. E até porque os héteros são resguardados pela hipocrisia social, enquanto os homossexuais são agredidos pela hipocrisia sexual. Há nisso dois paralelos que na vergadura irão se cruzar. Você alguma vez tentou se relacionar? E como foi isto? Em que deu? Quem se mostrou bonito? Feio? Quem foi desonesto? Lembre-se que as pessoas só dão o que elas podem dar. Elas também são incapacitadas. Já vivemos a era das senhoras, agora vivemos a era das cachorras. A luta das mulheres onde será silenciada? Na comédia dos bichos. Isto vai do grito das cachorras até o sacolejar da eguinha pocotó. Estamos abrigados nos escombros da ironia. Enquanto no passado tivemos heroínas, hoje temos grandes vilãs que são vitimadas no sexo. É preciso uma orientação visível sobre aquilo que é o bem e o que é o mal. As grandes campanhas dos governos contra a dependência química não tem sido absorvida. Não por causa do governo, e sim por causa de uma população preguiçosa mentalmente. E a sexual nem falar então. É preguiça de pensar quando se escolhe o caminho mais difícil. Já foi vivida uma sociedade religiosa, e ela falhou. Já vivemos uma sociedade civil, e ela também falhou. O casamento se tornou para a sociedade uma instituição e fracassou. E agora vivemos uma sociedade prostituída. Ou será que sempre foi? Tudo isso é fruto do mal relacionar-se.
Ainda sobre relacionamentos. Conheci dois médicos que são namorados e dividem o mesmo teto. Eles começaram a descuidar da relação e deles mesmos. O que eles fazem hoje, após dez anos de convivência? Eles fazem agenda, cada um programa sua diversão. Um vai ao cinema pornô; e o outro vai também a outro cinema pornô. Eles tem todo o cuidado para não irem ao mesmo lugar. O que é isso? Em nome de que? Será que a filosofia explica? A sociologia? Normal? O sexo é absoluto! E ele depois de dominador castra o único inventivo do respeito. Sem moralismo, mas isto não é coerente. Eles podem ter todos os homens do mundo, e segundo eles, dizerem para o outro é uma forma de fidelidade, ou melhor, lealdade. Entre eles só não é permitido a troca de telefone, nem a repetição de corpos. E como é que se joga os dados nesse quesito? Será que eles já não conseguem misturar sexo e amor? Tem muita gente que diz que não consegue misturar as duas coisas? Tem gente que acha que a um se deve amar, e a outro deve ser dedicado a predominância sexual. Em que instância da liberdade esses dois médicos recorrem? São dois homens agradáveis, gentis, e pra que essa deficiência adquirida? Sim, adquirida porque ninguém nasce traindo ou mesmo mentindo. Isto é uma deficiência de conduta. E nos relacionamentos existem também aqueles que são traidores e sacanas, porque além de trair o outro, ainda ameaça o relacionamento com troca de telefone e contatos posteriores. Dói saber, mas o mesmo cara que eu chamei de meu amor, fez isso. E tentou encontrar em mim alguma desculpa para que nos separássemos. Em um sábado de carnaval à noite, ele inventou uma briga qualquer, me provocou a isso. Pela madrugada, me pediu desculpas porque eu o joguei na cama. Pela manhã na praia, eu o vi enviando mensagens para alguém no celular. Depois, me chamou para uma conversa, tentando me convencer que nossa relação não estava boa. Foi quando eu joguei isso na cara dele... na noite, sexta, anterior, ele havia me traído. Depois, ele tentou me convencer que não. Mas nessa hora eu lembro que tenho histórico para discernir uma verdade de uma mentira. Eu o desculpei, mas não o perdoei. O que é mesmo que cada um estar querendo? Quem de bom coração resiste ao olhar não tentador, mas oferecido do outro? Nessa hora é preciso recorrer a Sigmund Freud, Nietzsche, ao Albert Einstein, Alan Kardec. Ainda não foi explicado porque o fascínio da quantidade, da diversidade se torna a todo instante o último recurso entrelaçado no primeiro. Somos mutantes, mutáveis assim como as virtudes. E chega um momento em que o outro deixa de ser vidro, e passa a ser por nós mesmos, o qualquer e tanto faz.
Estar todo mundo a reclamar que ninguém quer nada com ninguém. E nisso não há o compasso da reflexão, mas há pressa em alcançar essa mesma visão, na aptidão própria em querer ver a fila andar. Como é que queremos uma afloração saudável na reconstrução de nossa sexualidade, de nossos vícios, se não somos capazes de fugir de redutos e estigmas? A boate tem sido a coisa mais encantadora, mais falada, mais poderosa para o gay. Ele não vive sem ela. Ele é perfeitamente capaz de renunciar um compromisso com o cara mais decente do mundo, mas a sua união com a boate é solidificada. As boates são destruidoras até na essência. Elas funcionam como elementos incitadores. A boate é estranha e, portanto hostil. Mas há quem goste porque ela deixa todo mundo desejando e sendo desejado. O desafio da conquista é forte, e o apelo maior é o dark room onde todos podem gozar na desatenção do aviso. Lá dentro é fonte de AIDS, sífilis e gonorréia, mas isso não é tão preocupante quanto a perca do carinha que pode cair em outros braços. Mas se ele cair em outros braços, não importa, porque uma hora ou outra, ele vai estar sozinho e o mocinho pode recuperar o seu objeto de cobiça. Após a balada alguns casais pegam seus carros e saem caçando pela cidade afora alguma presa facilmente atacável. Um gosta de ver um estranho possuir o namorado, ou vice versa. A boate agora após os anos noventa encontrou uma grande concorrente: as casas de forró estão invadidas pelos homens águias. Foi numa dessas casas de forró em Itapebussu que meu namorado também se virou como pode, segundo o seu ficante Wanderson.
Eudes, ainda não havia se rendido a nada disso. A boate era o único lugar do mundo que ele não gostaria de ir. Mas o seu namorado ia escondido e as vezes orgulhosamente dizia que ia. Até que um dia um rapaz chamado Saulo se interpôs entre eles. E que impasse foi criado? Eudes resolveu aceitar a verdade de todo mundo: -“Ninguém é fiel, todo mundo se trai mesmo.” E desistiu de ser o último dos românticos, aliás, não desistiu, foi obrigado a desistir. Dentro dele houvera estardalhaço de verdades. Os mitos caem por terra. E Eudes viu seu sonho a mergulhar em um buraco escuro, onde mais difícil era ser realista com ele mesmo. Mas nenhuma mudança está livre do horror! A consciência é agredida em nome da semente do mal. Eudes começou a exercer a mesma função que o namorado, e isso na cabeça dele se bifurcava entre a vitória amarga e o sonho falido. Eudes não se corrompeu. Eudes foi corrompido. Nas boates Eudes observava os olhos de seu namorado, inquietos, a procurar, a arquitetar na inconsciência. No outro dia, Eudes saia sozinho para exercer sua vingança boba... E ninguém pode culpá-lo por isso. Ele vivenciava uma armadilha que tinha como função aprisionar todos os homens. Boate não é o paraíso, é purgatório. Só pessoas desprovidas de inteligência, impuras, estão lá aprendendo como se deve apodrecer, estão lá perdendo seus valores porque perdem mesmo. A ausência da inteligência joga o homossexual no reduto para que ele perca o encanto e seja degenerado. Isto não é falsa profecia, as histórias foram escritas assim... e assim é porque assim também será.
Eudes começou a sorrir e ao sorrir aprendeu a zombar dos homens. Eudes também se desencontrava. Ele soube através de amigos que seu namorado realmente ficara com Saulo. E ele jurou a si mesmo que haveria de despir Saulo, e conseguiu. Eudes ao despir Saulo concretizava sua estúpida vingança, e pensava: - “Ele teve você. Eu também tenho.” Que palavra para amenizar a ferida ele haveria de achar? Nenhuma. Eudes estava ferido, e não acreditava nem mais nele mesmo. Ele só tinha a certeza que não necessitava ser um sedutor para possuir alguém. Todo mundo se oferece para uma única vez. As pessoas se oferecem em bandejas categoricamente expostas. O perfume vencido do outro funciona quase como atrativo. Isto é o universo gay. Seria legal se isto fosse contestado dentro de uma tese real e não fantasiosa. O triângulo para Eudes se completara: o namorado, Saulo e Eudes. A vingança foi exercida na plenitude. Será que as pessoas querem mesmo dividir a boca de seus namorados? O corpo? O sexo? Em nome de que? Em nome da modernidade, em nome do progresso progressado e processado em estado de miséria. O topo gay é um lixo, um mijo, um misto de esperma e água sanitária. Ninguém é obrigado a perdoar isto, mas isto precisava ser dito e necessariamente ouvido.
Um amor não deve ser enganado nem mesmo em nome do amor. Para que procurar um outro, quando se tem o mérito e a qualidade? Estou a defender sim o relacionamento, estou a defender a qualquer homem apaixonado e honesto com ele mesmo. Estou ainda a afirmar categoricamente que a boate e o reduto são os períneos de todos os gays. Também ninguém é obrigado a concordar. Mas dentro de uma boate é possível saber quantos saem sem gozar? O desejo é potente. Gay é potente por excelência, tão potente que consegue destruir a si mesmo. Todos ficaram estrábicos em nome da potência. Mas isto é imperceptível porque cai a noite, e a luminosidade apresenta “noite de orgia.” Apresenta no pior estilo, mas é o melhor, o pisar firme, o olhar direcionado e nunca seguro, a caça e a presa. Tudo era para ser escrito sem perturbação, mas a perturbação chega porque a verdade deve apelar para a emoção. O assunto preferido da “ala” é horrendo, mas passa a ser também a sétima maravilha. É preciso salientar que isto não tem ligação nenhuma com o caráter, fala se aqui da conseqüência do desejo mal projetado. Serão isto ainda ruídos e ruínas na ausência do relacionamento? Há mentira até aqui? (Risos). A causa é própria e isto é isto em resposta ao que foi pensado por você. Porque no fundo há vazão para o imaginário. Estamos castrados não pela força e ira do visivelmente consumível, mas pela interinidade da consciência prostituída e corrompida ou corruptível. Sabe-se que lá é assim, mas a insistência para que se vá, para que se conheça e se divirta é interminável. Quem entre nós, humanos, admitirá o próprio vicio enquanto ele nos alucina?
Outro dia eu acordei pela madrugada, e meu amor estava dormindo, e me pus a observar a sonolência. Cuidadosamente estendi o lençol sobre seu corpo, e o beijei na face. Isto é relacionamento. Dor de cabeça? Cobranças? Estar preso? Isto é melhor que a liberdade passiva de prisão. Relacionar-se é antes de tudo o aconchego de um abraço dado com afeto e com referência. Quem terá alma e sentimento para cantar “Noite do meu bem” de Dolores Duran? Somente quem tem relacionamento ou a força de uma saudade. Somente quem conhece o gosto doce com pequenas camadas de algo azedo, as vezes, mas isto é relacionamento. Na era da praticidade se tornou insuportável dividir a cama, é inaceitável o dividir do shampoo, da escova. E quando alguém se predispõe a isto, ele espanta qualquer pretendente. Então parece que as relações precisam ser moldadas, tudo muito roborizado. Ninguém perde sozinho. Essa perca é coletiva. Relacionar-se é pré-disposição para entrar no outro, e para que esse outro entre no nosso mundo. Na nossa intimidade que começa a ser invadida a todo instante. Quando um relacionamento não se propõe a essa abertura, algo está errado. E não se pode também esquecer de levar muitas coisas para a balança, na sapiência que um caminhar juntos não é construído impunemente. Antes de tudo ter alguém é doar-se, é cuidar, é planejar uma festa juntos, uma viagem. E em nome da galinhagem não se tem dado importância a isso, que mais tarde a vida vem a cobrar. Ter do que sentir saudade é fabuloso e não saudosismo como pregam os destemidos e conseqüentemente arruinados. Sentir saudade é divino e humano. E quem mais tarde haverá de sentir saudade de um cinema? De uma boate? De uma sauna? De uma trepada no escurinho do cinema? Sentir saudade é ainda querer ir de encontro a uma referência que é só sua. Mas para que haja compreensão do isto, é necessária a sensibilidade que é outra coisa escassa no aplaudir do concreto. E nisto é conscientizado que a escolha é de cada um. Pessoas inteligentes optam pela dor de cabeça, pessoas inteligentes não fazem do sexo o centro, elas aprendem a gostar e a valorizar o outro. E dão a cada uma das pessoas a importância que elas tem em um dado tempo. É preferível anoitecer e pensar no boa noite, é gratificante amanhecer e dizer e ouvir um bom dia, amor. Estar no meio da tarde, telefonar e saber como está sendo o dia do outro é viver. Não é visto muito sentido, se não houver amor. Amar causa sofrimento, o desejo causa sofrimento. O maior sofrimento que o ser humano pode atingir é o vazio que é a ausência de tudo, ausência do não ter tido, do não ter buscado. Shopenhauer fala sobre isso, fala sobre essa dor na busca do desejo.
As pessoas constroem suas coisas e causas que são esmiuçadas, e nesse esmiuçar cada um se mostra inteiro. Ninguém engana uma vida inteira, aqui posso com todo o peso da derrota dizer que meu namorado, aquele cara que no começo eu chamo de meu amor não tem diferença nenhuma dos que galinham e gozam no obscuro. Escrever esse livro para ele, pode ter sido um manual do encontro e do desencanto. Isto é com ele e não comigo. Por isso que deve ser portada muita responsabilidade em tudo. E tem gente que tem um relacionamento estável, um companheiro; e a todo o momento parece esquecer, está a desvalorizar o ético, o politicamente correto. Mas isto, não é pertencente aos dois: o domínio precisa ser individual. É na saúde, na doença, na alegria, na tristeza que devemos estar próximo. É fazer um chá quando necessário, cobrar um exame médico, é sorrir e abraçar na hora que um problema parece trazer confusão mental e cansaço. Há muito prazer numa relação a dois. Ir a uma padaria comprar pão, enquanto o outro prepara um café é magnífico e doce. Uma vez fui à praia com o meu namorado, e quando eu já estava chegando em casa, o telefone tocou. Era ele, me chamando para almoçar: “Venha, enquanto você chega eu preparo.” Esses gestos pequenos são os que constroem os grandes. Isto é o esmiuçar do amor. É a situação se dando e se transcendendo em detalhes significativos. Por que não se pode estar atento a essas coisas? São essenciais no ramificar. Como é bom escolher o caminho do laço, do compromisso, isto é sadio. Não importa se o parceiro é pobre, rico. O importante é a importância em dar importância. Não vai ser o carro do outro, o apartamento que poderá dar tempero ao amor, e sim, a atitude precisa, e quando necessário o olhar de reprovação sem palavras a mais. Uma atriz de teatro, uma vez disse no camarim, enquanto o elenco se preparava para entrar em cena: - “Eu tentei ser senhora, mas nasci para ser puta”. Naquele momento a frase parecia engraçada e provocou risos. E ao lembrar disso agora, eu gostaria de refazê-la pelo menos dentro de mim: - “Eu nasci para ser puto, mas optei por ser um senhor”. Será que ninguém lembra que vai envelhecer? O tempo de construir relações é agora. Depois é o quadro sofrer grandes agravantes.
Vamos ser realistas? Eu olho para traz e vejo um afeto de alguém que amei, uma lembrança legal de outro alguém, sinto o cheiro de um perfume e sou remetido a outro alguém. Isto são detalhes que ficaram em mim, ou seja, em nós. Portanto é evasivo o discurso falho porque ele não é aceito, não tem uma validade. A caça sem mero propósito é abominável. Os homossexuais precisam acabar com esse vislumbramento tolo, que é essa mordaça sem lei. Uma nova comunidade é convidada a se erguer, a ser construída no politicamente correto, no politicamente favorável às circunstâncias que hão de ser melhores. Quem tem medo do escuro? Quem tem medo do amor? Tem gente que quer se punir e descarta qualquer possibilidade de ser amado e de amar. Isto é a incapacidade do permitir-se relacionado. Fugir do amor? Nunca. Para a reconstrução de uma sociedade seria necessário rever a “Guerra dos meninos” de Roberto Carlos. Aqui pode se ramificar respostas desinteressantes e justificativas vencidas.
Houve uma pausa.
E foi pedido a um rapaz para ler isto. E em seguida ele respondeu:
- O problema é que todo mundo machucado não consegue mais se dar.
- Machucado? Por que?
- Por causa dos relacionamentos anteriores, onde a base foi mentirosa. Então depois de quebrar a cara fica difícil.
Isto pareceu coerente. Só que é uma resposta intragável perante o apontamento de uma nova estatística. Meninos de dezesseis anos estão nesse mesmo panorama. Acham a mesma coisa. Será que o fracasso já nasceu com a pré-disposição dele mesmo? É falho achar isso. E o que vem a estar por trás dessa busca do encontro? O romantismo? Deveria. Mas nem isso é mais necessário. O necessário agora é dignidade. O homossexual se tornou um vulcão sexual. Chega desse rebatimento açucarado que os héteros também fazem a mesma coisa. Sabe-se disto, aqui não há ocultação dos fatos, mas não estamos a rebuscar mais justificativas para o assim deve ser. E até porque os héteros são resguardados pela hipocrisia social, enquanto os homossexuais são agredidos pela hipocrisia sexual. Há nisso dois paralelos que na vergadura irão se cruzar. Você alguma vez tentou se relacionar? E como foi isto? Em que deu? Quem se mostrou bonito? Feio? Quem foi desonesto? Lembre-se que as pessoas só dão o que elas podem dar. Elas também são incapacitadas. Já vivemos a era das senhoras, agora vivemos a era das cachorras. A luta das mulheres onde será silenciada? Na comédia dos bichos. Isto vai do grito das cachorras até o sacolejar da eguinha pocotó. Estamos abrigados nos escombros da ironia. Enquanto no passado tivemos heroínas, hoje temos grandes vilãs que são vitimadas no sexo. É preciso uma orientação visível sobre aquilo que é o bem e o que é o mal. As grandes campanhas dos governos contra a dependência química não tem sido absorvida. Não por causa do governo, e sim por causa de uma população preguiçosa mentalmente. E a sexual nem falar então. É preguiça de pensar quando se escolhe o caminho mais difícil. Já foi vivida uma sociedade religiosa, e ela falhou. Já vivemos uma sociedade civil, e ela também falhou. O casamento se tornou para a sociedade uma instituição e fracassou. E agora vivemos uma sociedade prostituída. Ou será que sempre foi? Tudo isso é fruto do mal relacionar-se.
Ainda sobre relacionamentos. Conheci dois médicos que são namorados e dividem o mesmo teto. Eles começaram a descuidar da relação e deles mesmos. O que eles fazem hoje, após dez anos de convivência? Eles fazem agenda, cada um programa sua diversão. Um vai ao cinema pornô; e o outro vai também a outro cinema pornô. Eles tem todo o cuidado para não irem ao mesmo lugar. O que é isso? Em nome de que? Será que a filosofia explica? A sociologia? Normal? O sexo é absoluto! E ele depois de dominador castra o único inventivo do respeito. Sem moralismo, mas isto não é coerente. Eles podem ter todos os homens do mundo, e segundo eles, dizerem para o outro é uma forma de fidelidade, ou melhor, lealdade. Entre eles só não é permitido a troca de telefone, nem a repetição de corpos. E como é que se joga os dados nesse quesito? Será que eles já não conseguem misturar sexo e amor? Tem muita gente que diz que não consegue misturar as duas coisas? Tem gente que acha que a um se deve amar, e a outro deve ser dedicado a predominância sexual. Em que instância da liberdade esses dois médicos recorrem? São dois homens agradáveis, gentis, e pra que essa deficiência adquirida? Sim, adquirida porque ninguém nasce traindo ou mesmo mentindo. Isto é uma deficiência de conduta. E nos relacionamentos existem também aqueles que são traidores e sacanas, porque além de trair o outro, ainda ameaça o relacionamento com troca de telefone e contatos posteriores. Dói saber, mas o mesmo cara que eu chamei de meu amor, fez isso. E tentou encontrar em mim alguma desculpa para que nos separássemos. Em um sábado de carnaval à noite, ele inventou uma briga qualquer, me provocou a isso. Pela madrugada, me pediu desculpas porque eu o joguei na cama. Pela manhã na praia, eu o vi enviando mensagens para alguém no celular. Depois, me chamou para uma conversa, tentando me convencer que nossa relação não estava boa. Foi quando eu joguei isso na cara dele... na noite, sexta, anterior, ele havia me traído. Depois, ele tentou me convencer que não. Mas nessa hora eu lembro que tenho histórico para discernir uma verdade de uma mentira. Eu o desculpei, mas não o perdoei. O que é mesmo que cada um estar querendo? Quem de bom coração resiste ao olhar não tentador, mas oferecido do outro? Nessa hora é preciso recorrer a Sigmund Freud, Nietzsche, ao Albert Einstein, Alan Kardec. Ainda não foi explicado porque o fascínio da quantidade, da diversidade se torna a todo instante o último recurso entrelaçado no primeiro. Somos mutantes, mutáveis assim como as virtudes. E chega um momento em que o outro deixa de ser vidro, e passa a ser por nós mesmos, o qualquer e tanto faz.
Estar todo mundo a reclamar que ninguém quer nada com ninguém. E nisso não há o compasso da reflexão, mas há pressa em alcançar essa mesma visão, na aptidão própria em querer ver a fila andar. Como é que queremos uma afloração saudável na reconstrução de nossa sexualidade, de nossos vícios, se não somos capazes de fugir de redutos e estigmas? A boate tem sido a coisa mais encantadora, mais falada, mais poderosa para o gay. Ele não vive sem ela. Ele é perfeitamente capaz de renunciar um compromisso com o cara mais decente do mundo, mas a sua união com a boate é solidificada. As boates são destruidoras até na essência. Elas funcionam como elementos incitadores. A boate é estranha e, portanto hostil. Mas há quem goste porque ela deixa todo mundo desejando e sendo desejado. O desafio da conquista é forte, e o apelo maior é o dark room onde todos podem gozar na desatenção do aviso. Lá dentro é fonte de AIDS, sífilis e gonorréia, mas isso não é tão preocupante quanto a perca do carinha que pode cair em outros braços. Mas se ele cair em outros braços, não importa, porque uma hora ou outra, ele vai estar sozinho e o mocinho pode recuperar o seu objeto de cobiça. Após a balada alguns casais pegam seus carros e saem caçando pela cidade afora alguma presa facilmente atacável. Um gosta de ver um estranho possuir o namorado, ou vice versa. A boate agora após os anos noventa encontrou uma grande concorrente: as casas de forró estão invadidas pelos homens águias. Foi numa dessas casas de forró em Itapebussu que meu namorado também se virou como pode, segundo o seu ficante Wanderson.
Eudes, ainda não havia se rendido a nada disso. A boate era o único lugar do mundo que ele não gostaria de ir. Mas o seu namorado ia escondido e as vezes orgulhosamente dizia que ia. Até que um dia um rapaz chamado Saulo se interpôs entre eles. E que impasse foi criado? Eudes resolveu aceitar a verdade de todo mundo: -“Ninguém é fiel, todo mundo se trai mesmo.” E desistiu de ser o último dos românticos, aliás, não desistiu, foi obrigado a desistir. Dentro dele houvera estardalhaço de verdades. Os mitos caem por terra. E Eudes viu seu sonho a mergulhar em um buraco escuro, onde mais difícil era ser realista com ele mesmo. Mas nenhuma mudança está livre do horror! A consciência é agredida em nome da semente do mal. Eudes começou a exercer a mesma função que o namorado, e isso na cabeça dele se bifurcava entre a vitória amarga e o sonho falido. Eudes não se corrompeu. Eudes foi corrompido. Nas boates Eudes observava os olhos de seu namorado, inquietos, a procurar, a arquitetar na inconsciência. No outro dia, Eudes saia sozinho para exercer sua vingança boba... E ninguém pode culpá-lo por isso. Ele vivenciava uma armadilha que tinha como função aprisionar todos os homens. Boate não é o paraíso, é purgatório. Só pessoas desprovidas de inteligência, impuras, estão lá aprendendo como se deve apodrecer, estão lá perdendo seus valores porque perdem mesmo. A ausência da inteligência joga o homossexual no reduto para que ele perca o encanto e seja degenerado. Isto não é falsa profecia, as histórias foram escritas assim... e assim é porque assim também será.
Eudes começou a sorrir e ao sorrir aprendeu a zombar dos homens. Eudes também se desencontrava. Ele soube através de amigos que seu namorado realmente ficara com Saulo. E ele jurou a si mesmo que haveria de despir Saulo, e conseguiu. Eudes ao despir Saulo concretizava sua estúpida vingança, e pensava: - “Ele teve você. Eu também tenho.” Que palavra para amenizar a ferida ele haveria de achar? Nenhuma. Eudes estava ferido, e não acreditava nem mais nele mesmo. Ele só tinha a certeza que não necessitava ser um sedutor para possuir alguém. Todo mundo se oferece para uma única vez. As pessoas se oferecem em bandejas categoricamente expostas. O perfume vencido do outro funciona quase como atrativo. Isto é o universo gay. Seria legal se isto fosse contestado dentro de uma tese real e não fantasiosa. O triângulo para Eudes se completara: o namorado, Saulo e Eudes. A vingança foi exercida na plenitude. Será que as pessoas querem mesmo dividir a boca de seus namorados? O corpo? O sexo? Em nome de que? Em nome da modernidade, em nome do progresso progressado e processado em estado de miséria. O topo gay é um lixo, um mijo, um misto de esperma e água sanitária. Ninguém é obrigado a perdoar isto, mas isto precisava ser dito e necessariamente ouvido.
Um amor não deve ser enganado nem mesmo em nome do amor. Para que procurar um outro, quando se tem o mérito e a qualidade? Estou a defender sim o relacionamento, estou a defender a qualquer homem apaixonado e honesto com ele mesmo. Estou ainda a afirmar categoricamente que a boate e o reduto são os períneos de todos os gays. Também ninguém é obrigado a concordar. Mas dentro de uma boate é possível saber quantos saem sem gozar? O desejo é potente. Gay é potente por excelência, tão potente que consegue destruir a si mesmo. Todos ficaram estrábicos em nome da potência. Mas isto é imperceptível porque cai a noite, e a luminosidade apresenta “noite de orgia.” Apresenta no pior estilo, mas é o melhor, o pisar firme, o olhar direcionado e nunca seguro, a caça e a presa. Tudo era para ser escrito sem perturbação, mas a perturbação chega porque a verdade deve apelar para a emoção. O assunto preferido da “ala” é horrendo, mas passa a ser também a sétima maravilha. É preciso salientar que isto não tem ligação nenhuma com o caráter, fala se aqui da conseqüência do desejo mal projetado. Serão isto ainda ruídos e ruínas na ausência do relacionamento? Há mentira até aqui? (Risos). A causa é própria e isto é isto em resposta ao que foi pensado por você. Porque no fundo há vazão para o imaginário. Estamos castrados não pela força e ira do visivelmente consumível, mas pela interinidade da consciência prostituída e corrompida ou corruptível. Sabe-se que lá é assim, mas a insistência para que se vá, para que se conheça e se divirta é interminável. Quem entre nós, humanos, admitirá o próprio vicio enquanto ele nos alucina?
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