<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768</id><updated>2012-02-16T09:28:55.220-08:00</updated><title type='text'>Meus Personagens Sem Espelho</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-7350718328408922208</id><published>2010-11-07T11:04:00.001-08:00</published><updated>2010-11-07T11:30:25.066-08:00</updated><title type='text'>SE FOSSE PARA ESCOLHER? EU NÃO QUERIA SER GAY</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se fosse possivel recomeçar, eu gostaria de nao ser gay. Não que eu venha agora querer esconder isso. Mas se fosse possivel recapitular a minha vida, eu gostaria de nascer hétero. Sim, hétero em quase todos os sentidos. A realidade que nos assiste chega a ser cruel, chega a ser vergonhosa. Sim, porque as regras são ditadas pelos vencidos e não pelo vencedores.  Vencedores foram aqueles que passaram pela vida nos calcanhares da decência. Meu Deus! Como fomos indecentes. Como fomos violentos e ao mesmo tempo violentados. Nós nos perdemos, e não sabemos como sair desse  labirinto. E como sair? Quem ousa? Quem  se atreve e quem será o primeiro a se levantar e não olhar para trás? A gente faz essa promessa, a promessa de cair fora, mas não somos capazes disso, nos falta a tesoura que nos corte esse cordão. Estamos acertivos em nossos objetos, em nossos desejos, mas nossas emoções e apostas já nasceram frágies e nós não temos em mãos a fórmula  mágica para nos comprometermos  a usá-la sempre que o alarme se mostrasse atento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os héteros tem construidos seus lares, suas relações.... E nós? nos perdemos a deriva do discurso. Ainda se discute a União Civil. Mas isso é tão brochante e fracassada quanto aqueles que deixamos para trás, sem coragem de deixarmos, mas a vida nos obrigou a isso. A União Civil entre nós deveria ser pensada daqui a cem anos, quando surgisse uma outra sociedade. Mas eu não tenho essa ilusão.  Então o ideal era que a união tivesse surgido nas esquinas do romantismo, quando pessoas sonhavam com a pessoa amada. Quando gays sabiam se dar ao mãos. E sonhavam em ser felizes. É possível sonhar hoje com isso? Gays não sonham mais, eles estão mais vazios, mais libertos, e sem laços. Hoje estou apaixonado,  e tento me esconder do meu passado. Não que ele me envergonhe dele, eu naõ tenho vergonha de nada, mas é bem verdade que eu poderia ter construido mais a vida, construido mais a minha trajetória  sentimental se eu não tivesse encontrado no meio aqueles que foram intitulados "os amores da minha vida."    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que eu hétero e não gay, eu teria a percepção que eu tenho, será que eu teria essa sensibilidade apurada e no entanto diversificada? Será que eu amaria teatro com a mesma intensidade, seria que eu teria escrito as coisas que escrevi com a mesma sensibilidade? São questões que deixam esse meu olhar esverdeado lançado ao infinito em busca da purificação. Estou quase purificado. Aqui não tem nenhuma ligação como fator religioso. Mas purificado no sentido de valores reencontrados, de coisas que eu a tempo redescubro como fundamentais.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-7350718328408922208?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/7350718328408922208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=7350718328408922208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7350718328408922208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7350718328408922208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2010/11/se-fosse-para-escolher-eu-nao-queria.html' title='SE FOSSE PARA ESCOLHER? EU NÃO QUERIA SER GAY'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-5164686358859460125</id><published>2010-04-29T10:19:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T10:27:49.734-07:00</updated><title type='text'>Uganda tem projeto que pode condenar gays à pena de morte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos gays já foram xingados e até atacados e são obrigados a viver  quase que clandestinamente num país que não reconhece o homossexualismo  como direito humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto em diversos lugares do mundo os homossexuais vêm conquistando  direitos como casar e adotar crianças, na África mais de 30 países  consideram crime ser gay. Um desses países é Uganda. Por lá, a lei está  prestes a ficar ainda mais severa. Um projeto que será votado agora em  maio quer incluir pena de morte entre as punições aos homossexuais.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Em Uganda, no leste da África, um homem é considerado um fora da  lei. O crime dele? Ser homossexual assumido. “Eu acordo todo dia sem  saber o que vai acontecer comigo”, diz Frank Mugisha, de 28 anos, um dos  líderes do movimento gay no país.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Entrevistá-lo não foi nada fácil. Mugisha tinha medo do local do  encontro. A equipe de produção do Fantástico teve de convencê-lo de que  a reportagem não era uma armadilha. Tanto medo tem motivo: um projeto  de lei polêmico, que deve ser votado até o fim de maio, está provocando  uma forte perseguição aos gays em Uganda.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       “Se você declarar que é gay, se fizer isso em público, deve ser  retirado das ruas e ser preso, porque a homossexualidade é crime”, diz  David Bahati, deputado de 36 anos e autor do projeto.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       O simples fato de se declarar gay poderá levar à prisão  perpétua. O projeto também defende que parentes e vizinhos denunciem  quem for homossexual, sob pena de também serem presos. E há até pena de  morte prevista, no caso de um adulto tentar seduzir um menor do mesmo  sexo.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Para Bahati, distribuir panfletos próximo a escolas alertando  sobre a Aids já deve ser considerado uma tentativa de aliciamento. “Aqui  homem dormir com homem é um tabu. É pecado. É tão horrível quanto  roubar”, afirma o deputado.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Hoje o homossexualismo já é crime em Uganda, mas só há prisão em  caso de flagrante. Pelo novo projeto, basta alguém acusar uma pessoa de  ser gay. O ministro da Ética e Integridade, James Obuturo, que cuida da  tramitação da lei no Parlamento, apoia o projeto.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       “Do ponto de vista da nossa cultura e da nossa espiritualidade, o  homossexualismo é algo abominável”, acredita o ministro.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       A maioria da população de Uganda concorda com o governo. Em  fevereiro, cerca de 25 mil pessoas foram às ruas manifestar aprovação à  lei anti-gay. Para um homossexual andar pelas ruas em Uganda se tornou  perigoso. Muitos gays já foram xingados e até atacados. Eles são  obrigados a viver quase que clandestinamente.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Frank Mugisha conta que é obrigado a mudar de casa  constantemente e que evita certos lugares para não sofrer ataques  verbais ou até físicos. Warry Sssenfuka, outra ativista, também tem medo  de andar pelas ruas. Mesmo assim, ela carrega o símbolo do movimento  gay no pulso e faz questão de usar calças compridas.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       “Aqui mulher tem que andar de vestido, mas eu não quero usar  vestido. Gosto de me vestir assim. Por isso, é fácil as pessoas me  apontarem na rua e dizerem: ‘Ah, ela é gay’”, diz Warry Sssenfuka, de 28  anos.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Warry se formou em telecomunicações, mas jamais conseguiu  emprego no setor por preconceito. Ela trabalha em uma organização  não-governamental que faz campanha de prevenção a Aids e luta pelos  direitos dos homossexuais. Se a lei for aprovada, o local passará a ser  ilegal e terá de fechar as portas. O escritório fica em um bairro  residencial. Por segurança, não há nada do lado de fora que indique que  se trata de uma ONG.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Um milhão de pessoas tem o vírus HIV em Uganda. A estatística  mais recente é de 2008, ano em que 91 mil pessoas morreram no país em  consequência da Aids. ONGs como a de Warry trabalham para tentar evitar  que a epidemia aumente, mas são vistas pelo governo como promotoras do  homossexualismo.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       “Gays têm três vezes mais chance de pegar o HIV. Por isso,  combater o homossexualismo é combater a Aids”, defende o deputado David  Bahati.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Nos últimos meses, a pressão internacional para que o projeto  não seja votado aumentou. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,  declarou que a lei é abominável.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       “Aqui nós não reconhecemos o homossexualismo como um direito  humano. Pode ser assim no Brasil ou na América. Mas o que é bom para  esses países pode não ser bom para Uganda”, afirmou o deputado.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Não há lugar mais perigoso e pior para um homossexual viver do  que o continente africano.&lt;br /&gt;       Em mais de 30 países da África, o homossexualismo é crime, com  penas que variam desde multa equivalente a R$ 300 até a prisão perpétua.  A exceção é a África do Sul, país da Copa. Desde 2006, lá é permitido o  casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já no Sudão, na Mauritânia e em  algumas partes da Somália e da Nigéria, a punição para gays é a pena de  morte.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Christopher Senyonjo, ex-bispo da Igreja Anglicana em Kampala,  luta para que Uganda não seja o quinto país a entrar na lista . “Não  podemos condenar o amor, porque esse amor é diferente. Não podemos  compará-lo a crimes. É difícil aceitar e entender o que eles propõem”,  defende o ex-bispo.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;       Por defender os gays, Christopher Senyonjo foi afastado da  Igreja Anglicana e não pode mais pregar. Se a lei for aprovada, a caçada  aos gays será ainda mais implacável em Uganda. “Eu serei uma das  últimas a permanecer de pé. Vou até o fim”, diz Warry Sssenfuka. “Eu vou  ficar até não dar mais”, afirma Frank Mugisha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1578920-15605,00-UGANDA+TEM+PROJETO+QUE+PODE+CONDENAR+GAYS+A+PENA+DE+MORTE.html&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-5164686358859460125?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='text/html' href='http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1578920-15605,00-UGANDA+TEM+PROJETO+QUE+PODE+CONDENAR+GAYS+A+PENA+DE+MORTE.html' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/5164686358859460125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=5164686358859460125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5164686358859460125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5164686358859460125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2010/04/uganda-tem-projeto-que-pode-condenar.html' title='Uganda tem projeto que pode condenar gays à pena de morte'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-4166530114914165471</id><published>2010-04-16T09:40:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T10:15:59.056-07:00</updated><title type='text'>Será que  a Inveja está em mim?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/S8nj_Vvt9zI/AAAAAAAAAD4/UAWmmE4fD_Q/s1600/vidra%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/S8nj_Vvt9zI/AAAAAAAAAD4/UAWmmE4fD_Q/s320/vidra%C3%A7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461146700471990066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava me perguntando, hoje, será que eu sou um bruxo? Seria eu, a cópia autêntica e a personificação da Rainha má, aquela que é a madrasta da Branca de Neve? Será que tenho inveja dessa gente que vai lá, que faz o que dá  na telha, e depois não está nem ai para as consequências? Será que eu teria sido mais feliz se eu tivesse investido todo o meu tempo dedicado a outras coisas, se eu tivesse sido a figurinha mais conhecida de todas as boates? Será que eu não fui severo demais em minhas criticas? Será que o mundo não teria me aceitado melhor se eu tivesse aprendido que só o sexo era minha causa? Será que eu teria sido amado, se eu tivesse me preocupado menos com o meu cheiro, com a forma como eu gostaria de ser visto? Será que meus namorados teriam me amado mais se eu não tivesse enviado a eles, nenhuma carta? Será que eu teria sido mais livre, se  tivesse bebido todas as cervejas e outros coisas alcóolicas que estavam ao meu alcance? Será que o amor teria acontecido de uma forma mágica e enibriante se eu tivesse me mandado com as malas prontas para Uberlândia, como me propôs aquele empresário mineiro? Será que eu teria conseguido tudo o que ainda me falta se eu tivesse aceitado aquele convite paulista de lá ficar, e recomeçar a vida após os 30? Será que eu teria sido fiel ao Carlos de Uberaba assim como eu parecia disposto naquela noite que ele parecia ser meu? E toda aquela paz e ternura que ele me dedicava ainda teria vida? As vezes, eu sou verdadeiro ao extremo. As vezes isso desagrada. Mas tudo o que foi falado foi por percepção  e impercepção minha e dos outros, portanto alguma coisa composta, um misto de verdades e disparidades entre eu e os outros, entre eu e meus espelhos. É perceptivel que o personagem aqui permanece o mesmo,  não foram tantos assim os personagens. Agora me parece e é bem certo que os espelhos, esses sim, foram muitos. E cada um dele apresenta a imagem que lhe é cabível. meus pés vagavam  ou seguiam em direçao a que mesmo? cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é? lembra de quem disse isso? A frase do Caetano é generosa e socialmente humana, mas eu devo ter feito o papel não do bruxo, não da bruxa má, não do senhor meia verdade, mas fiz a contra regragem da ética do cuidado. E se falei demais foi por compreender que você merece bem mais do que tem feito por você, do que você poderia ter feito em sua vida por um prazer saudável, limpo, sem a ilusão do rir á toa. Sem a bobagem aliciadora da corrupção sexual. Espero que você compreenda isso. É final de Capítulo, é final de estrada e de papo, o diálogo diz adeus, e se cuidem, eu tambem vou tentar me cuidar. Estou na meia idade. E claro, a chatice é por conta de minha crença em pensar que muito pouco fizemos por nós mesmos. E que sempre é tempo de reconstruir o uquem saber desconstruir para uma nova mentalidade. rsrrsrs.          Será que voce me olhar agora como se olhasse para o seu próprio carrasco? Será que o sentimento que voce tem em relação a mim, é decepção. Eu não prometi  lenvantar as suas bandeiras, e talvez haja prometido ter compromisso com o que eu estava dizendo. "A vida tem muitos giros, e as vezes nesses giros vem o desequilibrio". Essa frase nao é de toda minha, é em parte, acho que foi Maitê Proença que falou sobre isso em Uma vida Inventada. Ha muitas coisas para serem ditas, talvez nem serão, e quem sabe nesse desequilibrio possam se perder ou mesmo serem banalizadas em nome de um vale nigth(divulgado no carnaval de 2010). De todas as coisas propagadas essa pode ser a mais imunda.  E os assassinos de coisas essencias e belas acham o modismo - Tuuuuuuuuudooooooo de bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes, creio que tenho escrito isso para as pessoas de terceiro mundo. Que são representadas   por aquelas que estão a margem, que estão a mercê do intolerável, que acham encanto onde só há tristeza, que veem brilho onde só resta poeira e ferrugem, onde conseguem cantam quando a solidão grita dentro delas. Acredito que essa insistência e persistência não venha acrescentar muito na vida daquelas pessoas que tem uma opinão discreta sobre o assunto, essas pessoas podem até esnobar o que escrevi, e se for por estar fora desse universo..é um alivio que sentirei por saber que há gente distante de tudo isso, por saber que pessoas não estão cmo determinante do que aqui foi escrito.   e como disse Maria Bethânia, a promiscuidade precisa ser banida da fase da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa fotografia da vidraça foi extraida, fonte:&lt;br /&gt;http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;newsID=a2442666.htm&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-4166530114914165471?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/4166530114914165471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=4166530114914165471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4166530114914165471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4166530114914165471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2010/04/sera-que-inveja-esta-em-mim.html' title='Será que  a Inveja está em mim?'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/S8nj_Vvt9zI/AAAAAAAAAD4/UAWmmE4fD_Q/s72-c/vidra%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-8248081971743177235</id><published>2010-04-12T10:07:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T10:15:03.000-07:00</updated><title type='text'>NÃO ME PROPAGUEM.... QUERO ESQUECER TUDO</title><content type='html'>Tenho pensado muito ultimamente. estou mais velho, estou mais impaciente. E estou mais feliz. Pode parecer contraditório, mas é assim mesmo que estou. Estou mais impaciente com aquilo que sempre me incomodou, com aquilo que sempre me desagradou. Como gay é chato, como gay é incoveniente. Não sei se devo pedir desculpas poralguma coisa. Eu sei que op que está dentro de mim, vai me acompanhar sempre. O que eu tenho na essência é meu atributo espiritual, mas o fato é que eu tenho me escondido de gays. a gente nunca percebe um hetero falar sobre alguém dizendo: Ele é hetero. Ele gosta de mulher. Mas gay se refere aos outros com desdem. Eles dizem: Ela é mulher, é é mona. Aquela ali é uma franga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que? Meu Deus! Pra que? Tenho me perguntando dentro de uma inquietaçao. Dentro de uma verdade que grita e eu nao quero ou não preciso aceitar. Então peço, aqueles que me conhecem, me deixem em paz. Nao me propaguem. não me divulguem. Deixem que a vida cobre de cada um aquilo que ela acha que deve cobrar. Ser gay nao é se anular na anti ética. A gente sofre com isso e vai sofrer sempre.  Vamos pensar nisso. Cada um    so pode ser como ele pode ser. eu quero o anonimato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-8248081971743177235?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/8248081971743177235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=8248081971743177235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/8248081971743177235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/8248081971743177235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2010/04/nao-me-propaguem-quero-esquecer-tudo.html' title='NÃO ME PROPAGUEM.... QUERO ESQUECER TUDO'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-5455920259076133949</id><published>2010-02-17T10:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-17T11:04:17.516-08:00</updated><title type='text'>para eu refletir ou ser refletido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há alguns dias, meses talvez que penso sobre a vida de um rapaz.  É possivel que ele tenha tido como degraus todas os redutos, todas as baladas, mas depois ele viveu desencantos. E encontrou um carinha legal para se relacionar. E hoje ele nega seu passado, para ele é mais fácil aceitar a tortura do que adimitir que um dia, viu nos redutos um brilho ofuscante. Será que ele está sendo hipócrita? Ou será que se resguarda de algo que nao precisa se revelar? Eu quero tomar partido, eu quero e vou concordar com ele. Tantas pessoas passaram por nossas vidas, tanta gente a gente conheceu e assim foram tantos carnavais!  Mas para que relembrar isso agora? Se um parte ou mesmo um todo desse carnaval a gente gostaria de dar por esquecido? Há momentos em nossas vidas que a gente encontra alguem legal para convivermos, para dividirmos nossos medos, anseios, nossas carencias e principalmente nossa intimidade alegre e contagiante. Estou falando de alguém que encontramos para amar, de alguém que sabe que la fora as coisas são tão especificas o quanto se propaga. Esse carinha que encontrou alguem, ontem eu o vi. E ele estava com o seu namorado, mas ele sofre quando o namorado recebe amigos que falam bobagens, quando o namorado cumprimenta os amigos que so falam em sexo, que so falam em aventuras sexuais e nunca amorosas. e ao perceber isto, vi o quanto esse rapaz se parece comigo, e por isso aqui estou a defende-lo, estou a dizer que o passado de todos nós, de sexo ou de solidão deve mesmo ser soterrado. E ai vem uma legiao de gays me dizer: Ai, como você é chato! E eu digo e reafirmo: adoro minha chatice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, acho que era isso que eu gostaria de dizer hoje. Em nome de um amor, de algume que voce encontra e recapitula o amor, vale sim, soterrar nosso lixo que nada vem somar agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria sim apagar tambem, cada bicha que conheci, meus amores não, meus amores devem permanecer na memória. mas eu gostaria que aquelas bichas doidivanas e plantonistas, me esquecessem quando passassem por mim, na rua. Que elas esquecessem a boate quando conversassem comigo, que elas nao me falassem coisas que nao quero saber. mas elas se acham up date, e só sabem falar em rola, rola, eu fiz, eu fiz, é tudo, adoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cansei de ouvir papo de baitola. se voce é meu amigo, seja até o fim. Mas se o baitolismo for mais forte em voce, eu infelizmente, vou esxlui-lo do meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-5455920259076133949?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/5455920259076133949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=5455920259076133949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5455920259076133949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5455920259076133949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2010/02/para-eu-refletir-ou-ser-refletido.html' title='para eu refletir ou ser refletido'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-1815770046207587471</id><published>2009-12-07T08:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T08:34:35.069-08:00</updated><title type='text'>Não maltratem a Rosa do povo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/Sx0ud9gT3XI/AAAAAAAAADo/AAeJysK4G_k/s1600-h/rosa+da+fonseca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/Sx0ud9gT3XI/AAAAAAAAADo/AAeJysK4G_k/s320/rosa+da+fonseca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412533419430370674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://donasdesi.blogspot.com/2009/11/solidariedade-rosa-da-fonseca.html"&gt;Solidariedade à Rosa da Fonseca&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A seguir, publico a nota de solidariedade divulgada pelo jornalista Messias Ponte, vice-presidente da Associação 64/68 Anistia Ceará, sobre o episódio lamentável envolvendo a companheira Rosa da Fonseca, professora, militante do Movimento Crítica Radical em Fortaleza, mulher de grande vitalidade na luta pela emancipação feminina e os direitos humanos. &lt;/div&gt;Conheço Rosa pessoalmente e respeito-a muito, pela sua coerência e coragem de assumir suas posições.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nosso blog repudia veementemente a agressão sofrida por Rosa, principalmente, nas barbas do STF , lugar onde deveriam ser preservadas a integridade e a dignidade dos cidadãos brasileiros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Companheiros(as)&lt;br /&gt;Já dizia Che Guevara que aquele que não tem a capacidadede se indignar com a injustiça, em qualquer parte do mundo, este não merece ser chamado comnpanheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu na última quarta-feira em Brasília, durante o julgamento do italiano Cesare Battisti, merece o repúdio de todas as pessoas comprometidas com a democracia e justiça. O grande jurista Dalmo Dallari já chamava a atenção do Senado Federal e da sociedade brasileira para o perigo que a democracia correria caso o então advogado-Geral da União fosse integrar os quadros do Supremo Tribunal Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como a companheira Rosa da Fonseca foi tratada na ocasião merece o repúdio de todos nós, independente de concordarmos ou não com as posições dela. Ela foi jogada ao chão, na calçada do STF, como se joga uma coisa imprestável.&lt;br /&gt;Por isto, estamos conclamando a todos(as) para comparecer ao Comitê de Imprensa da Assembléia Legislativa, nesta quinta-feira 26 de novembro, às 10 hs da manha, para prestar solidariedade a ela durante a coletiva de imprensa que acontecerá ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fraternal abraço,&lt;br /&gt;Messias Pontes&lt;br /&gt;Vice-presidente da Associação 64/68 Anistia Ceará &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-1815770046207587471?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/1815770046207587471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=1815770046207587471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/1815770046207587471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/1815770046207587471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2009/12/nao-maltratem-rosa-do-povo.html' title='Não maltratem a Rosa do povo.'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/Sx0ud9gT3XI/AAAAAAAAADo/AAeJysK4G_k/s72-c/rosa+da+fonseca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-8570566958821385543</id><published>2009-10-09T06:28:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:51:12.280-07:00</updated><title type='text'>LENA OXA, ÍCONE? NUNCA!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/Ss9KmzuVgVI/AAAAAAAAADg/wZe6I9MjjNU/s1600-h/lena.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/Ss9KmzuVgVI/AAAAAAAAADg/wZe6I9MjjNU/s320/lena.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390609309565813074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Os valores, onde estão? São mutáveis? Qualquer pessoa sabe que sim.  E meus colegas gays? Meus companheiros de condição, será que tiraram algum proveito no decorrer do entendimento que por si não foi suficientemente claro? Digo companheiros, mas sei que muitas coisas nos diferenciam. Há um leque de conceitos que nos tornam distantes. Eu lamento profundamente quando vejo que aqueles que se iniciam já vem predestinados a serem depósito de esperma.... que os adolescentes com forte acentuaçao gay tragam em suas carnes a prostituição latente e já sem brilho. Por que gay tem que ter o peito lisinho? por que o gay nao pode ter pelos? por que gay após os 25 anos perde a beleza para os doidivanos de plantão? Por que gay não sabe construir relações? E depois preconceituosa é a sociedade? O discurso inflamado contra a moral, contra aquilo que é outorgado  arcaico  é sem sentido. Os gays ao longo da história não tem subido no conceito da evoluçao humana, não  tem encontrado um equilibrio.... e é bem certo que a sociedade, hoje, não é mais agente do desequilibrio. São os próprios gays os causadores dessa insônia coletiva entre nós mesmos. Pra que mentir? gay mente, gay se acha inteligente, mas será que são? Será que tem sido? Será que isso tudo ainda não é reflexo de uma anistia fora de hora e sem prumo? Os dialetos, de que nos servem os dialetos? São pobres, desenchavidos. E não tem contribuido em nada. Continuo a dizer: Duvido da seriedade dos movimentos. O de Fortaleza então, até me calo. Conheço, um garotinho, 18 anos de idade, e ele me disse outro dia que o nosso ícone era lindo. Quem? Perguntei. A Lena Oxa. Meu Deus, o que é que essa Lena tem feito em beneficio da causa? Nada. É somente um travesti analfabeto( e que me desculpe a Lena) que apresenta shous de tranformista em algum boate gay, falando meio dúzia de bobagens e é aplaudida. Oh, gays, onde estão  o senso crítico e apurado de nós? Será que se perdeu no corredor estreito da DIVINE, onde muitos recebem suas senhas para mais tarde terem um leito no Hospital São José?  Lena não é mito, Lena não é ícone. E para não ser cruel, eu quero me responder quem é Lena Oxa. É isso mesmo nao quero ser cruel com a Lena, então digo que Lena em outra versão é um rapaz esforçado, embora sem talento que ganha a vida como apresentador de shous. Mas não tem talento, embora seja aplaudida. Então a errada não é a  LENA OXA, e sim os transloucados que não tem cultura, que não buscam informações, e que por cima ainda renegam o bom gosto que é a essência masculina. Então, escrevo aqui para dizer que a Lena pode ser ícone, sim, mas da gentalha, das bichinhas incapacitadas moralmente. De homens como eu e outros que defendem a causa nobre daquilo que verdadeiramente pregamos...NUNCA!  Lena pode ser ícone, assim como foi Carla Perez, assim como foi a feiticeira, a tiazinha, a mulher melancia. Mas jamais elas serão colocadas no pedestal das estrelas, das stalarts. São passageiras assim com as gozadas sem nome e sem batismo.                   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-8570566958821385543?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/8570566958821385543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=8570566958821385543' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/8570566958821385543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/8570566958821385543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2009/10/lena-oxa-icone-nunca.html' title='LENA OXA, ÍCONE? NUNCA!'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/Ss9KmzuVgVI/AAAAAAAAADg/wZe6I9MjjNU/s72-c/lena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-1814022691552822536</id><published>2009-08-18T07:03:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T09:08:48.460-07:00</updated><title type='text'>Não apague a luz, quero olhar-te todo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/SorQoRdoWgI/AAAAAAAAADY/bE9_Q1aHFZo/s1600-h/quarto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/SorQoRdoWgI/AAAAAAAAADY/bE9_Q1aHFZo/s320/quarto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371334895893764610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passo as mãos pelo meu rosto... Passo porque sei que preciso escrever... porque sei que eu quero escrever sobre  um rapaz que entra na minha vida de mansinho. mas o que dizer? o que falar ante o meu sorriso abobalhado, ante meu coração se abrindo? Esse rapaz que  tem cheiro de gato com manha, que tem uma musicalidade na fala que parece canção de ninar. Quem é ele? que me chega manso, que me pega com mãos de macho... e depois com brilho no olhar afaga minha face como pai e filho... Suas mãos se confundem entre a masculinidade e a infantilidade do ser.  Eu não sei  aonde iremos ou não. Mas a verdade é que eu quero como sempre quis o que vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou pronto para te amar, para sentir desejo, para sentir ciúmes, para te apertar, para contigo gozar.  Essa noite, que houvera entre nós, ela me diz tanta coisa, ela consegue levar sua essência inclassificável, mas de um conteúdo bom, no mais estranho espaço de mim mesmo.  Tudo não é como antes, isto aqui não tem fúria. Antes   havia fúria, havia expectativas... agora corre na mansidão de um rio que não tem pressa para desaguar. Será que eu envelheci? será que o que sinto agora é menos do que eu sentia antes? Não, não se trata disso, trata-se de um amadurecido explícito.  Amar é isso, é esse afago lento,  sem o fogo das paixões, mas com as brasas do sexo.  Por qanto tempo nos teremos nesse apego, nessa cordialidade de nos falarmos todos os dias? Esse rapaz me faz o reflexo do que estou agora, gozado e em paz. Há uma sensação que ele é meu porque eu me snto dele. E eu posso amá-lo porque o meu amor próprio me permite isso agora.  A minha tentativa é pintar, pintar teus olhos, teu sorriso, pintar o detalhe de teus lábios quando eles se manifestam para dizer alguma coisa sobre mim. Se um momento ou outro eu tentar com mãos imprecisas detalhar-te inteiro não vai estranhar, foi o jeito mais apropriado que eu encontrei para te perpetuar em mim.  Não apague a luz, quero olhar-te todo. Quero que meus olhos rastreiem tuas pernas, tua bunda, teus cabelos, teu tórax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vem cá, m abraça e deixa que nos sentimos inteiros à medida de tua voz a me chamar coelhinho."   &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Deixa murmurar, deixa a noite adormecer nós dois enluarados.  vem, minha delícia de macho. Eu te recebo em nome da ternura e do que será depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-1814022691552822536?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/1814022691552822536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=1814022691552822536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/1814022691552822536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/1814022691552822536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2009/08/nao-apague-luz-quero-olhar-te-todo.html' title='Não apague a luz, quero olhar-te todo'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/SorQoRdoWgI/AAAAAAAAADY/bE9_Q1aHFZo/s72-c/quarto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-5588260957382342391</id><published>2009-06-28T07:45:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T08:30:10.231-07:00</updated><title type='text'>X PARADA GAY FORTALEZA 2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Esse ano está  riquissima!" " A Preta Gil... tudo!"" Não perco por nada desse mundo." " Já me programei toda. " Orgulho já".  "Mooorta, são dez anos." " E temos conquistado muitas coisas". Ouvi essas coisas entre outras. E acabei me deprimindo. Sabe ou eu sou muito realista ou os outros saão muito iludidos. porque na realidade nao ganhamos nada, o baitolismo so piorou o preconceito. ano passado, em um programa local houve um concurso para saber qual era a bichinha que dava a melhor rabissaca. E nessas horas cadê o movimento, interrogar parece impossivel. aspiadas contra asbichinhas continuam, o preconceito é o mesmo. Só que agora ao invés de terem raiva e xingarem, as pessoas acham melhor rir, zombar, caçoar. Cada um usa o termo que melhor lhe for conveniente. Estar todo mundo só. É muito dificil o encontro de duas pessoas, os heteros estao mais juntos, estão cada vez mais construindo relaçoes. Os gays não tem essa meta socialmente. Essa vontade é apenas íntima. Dnetreo de cada um há esse sonho, mas exteriormente isso tem se complicado cada vez mais. E isso provem muito de uma falta de educação. Tenho percebido que ser gay está cada vez mais dificl, mais imoral. Estamos no século XXI, e há doze anos eudei uma entrevista para aapresentadora Ana Vila Real, e naquele dia eu disse que achava bobagem discutir o sexo dos anjos. Mas agora eu sei como eu estava errado.  A gente ao longo da história  de nossas vidas, podemos mudar, podemos ser transitórios, contraditorios, desde que isso tenha um saldo positivo. O que não dá é para passarmos pela vida na idiotice de nossas idéias. aqueles que ja tem 50 anos, 40 anos já sao renegados no quesito e padrão gay. Quais  valores são e foram construidos na falsa base. Tambem nao há interrogação porque isso nao é.  Com a cabeça no travesseiro é que devemos conversar e nos entendemos ou nos compreendemos se assim for mais fácil. Ser gay e defender-se não é olhar a bandeira do arco homo íris e achar tudo cor de rosa. a Concepção gay está mais para um cinza desbotado.  parada gay! Essa parada nao pode ser anual.... tem que existir todos os dias dentro de nós. E onde estará esse orgulho ninguem sabe. Ultimamente tenho evitado o assunto, pouco tenho aparecido em redutos. A coisa cansa, e não ha descanso.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-5588260957382342391?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/5588260957382342391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=5588260957382342391' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5588260957382342391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5588260957382342391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2009/06/x-parada-gay-fortaleza-2009.html' title='X PARADA GAY FORTALEZA 2009'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-2379068455089295522</id><published>2009-06-18T08:41:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T08:43:33.504-07:00</updated><title type='text'>Aguinaldo silva violentado. E quantos Aguinaldos hoje somos?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No texto, Aguinaldo volta a 1957, quando estudava no Colégio Americano Batista (C.A.B), em  Recife. Um dos meninos lançou a idéia de votar em Aguinaldo para rainha da primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na votação, os papéis que continham seu nome foram colocados de lado. "Até que, no final da apuração, pelo tamanho da pilha, fora eu o mais votado. Mas foi declarada vencedora a menina que teve mais votos depois de mim ".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguinaldo diz que  foi perseguido pelos colegas de escola. "Enquanto eu gritava de pavor, eles jogavam pedras, paus, sapatos, terra, cadernos, canetas, livros, a meia porta de um dos banheiros que acabou sendo arrancada... Tudo isso numa gritaria infernal", relembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em prantos, saí do colégio e fui sentar num banco da Praça, onde fiquei a soluçar, em estado de choque. Um homem se aproximou de mim e perguntou: 'Por que choras, linda criança?' Em vez de lhe responder eu chorei ainda mais alto", diz. "Então ele me tomou pela mão e me levou para o seu quarto, numa pensão ali mesmo, na praça. Mas o que ele me deu não foi propriamente consolo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor continua o relato dizendo como foi sua vida a partir daí. "Não chorava mais, porém estava ainda mais arrasado. Mas não tinha ninguém com quem pudesse conversar sobre o fato, e tinha que esconder tudo aquilo da minha família. Não podia chegar em casa e dizer: fui humilhado, espezinhado, quase linchado, violentado...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola, o caso foi abafado, afirma Aguinaldo. "Não houve qualquer comentário desairoso.&lt;br /&gt;Aos poucos eu soube: o caso provocara verdadeira convulsão na direção do colégio. Pensaram até em me expulsar como medida profilática. Afinal de contas, era eu o pobre, o feio, o esquisito e o efeminado, e por isso fora culpado de tudo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história voltou a mente dele após passear de cruzeiro pelo Recife. "Durante 52 anos guardei essa história comigo. Por isso nunca fiz análise,  pra não ter que deitar num sofá e contá-la a um estranho. Na verdade, a essa altura da minha vida eu até já a tinha esquecido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta que aproveitou que estava na cidade para revisitar alguns locais dessa época da adolescência. "A verdade é que de vez em quando ainda desmunheco. Mas acho que isso é destino!", encerra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-2379068455089295522?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/2379068455089295522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=2379068455089295522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2379068455089295522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2379068455089295522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2009/06/aguinaldo-silva-violentado-e-quantos.html' title='Aguinaldo silva violentado. E quantos Aguinaldos hoje somos?'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-7986002161158303188</id><published>2009-03-19T12:25:00.000-07:00</published><updated>2009-03-19T13:27:00.269-07:00</updated><title type='text'>Clodovil Hernandes por Antonio Marcelo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/ScKp9zQ8R3I/AAAAAAAAADQ/o4LOYC2fhaA/s1600-h/CLODOVIL.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314997389448988530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/ScKp9zQ8R3I/AAAAAAAAADQ/o4LOYC2fhaA/s320/CLODOVIL.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;strong&gt;O que dizer? Meus dedos repousam sobre o teclado, assim como as mãos de um pianista repousam sobre os acordes de alguma melodia. Meus dedos repousam antes de falar sobre Clodovil. E se eles repousam é porque tentam adquirir responsabilidade que é falar Sobre esse ser tão Exuberante, tão Alto de Tantas Coisas que podem escapar ante a tentativa de escrever. É lamentável Clodovil morrer, mas poeticamente ele vive, ele sobreviverá sempre que um artigo de luxo se fizer presente na vida de milhares de fãs que ele adquiriu com seu compromisso com o bom gosto respaldado ao longo de sua vida. Agradáveis dialogos ele nos presenteou, na tv ele deu sua parcela inegavel de classe, cultura e sabedoria. Impossivel sair ileso diante a tv ao vê-lo dando uma entrevista, ao vê-lo falando. Clodovil Hernandes teve uma vida apaixonante porque ele tambem era um apaixonado nascido pela conservaçao do coerentemente correto. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Clodovil, agora nao vou escrever.... sao poucas as palavras, e, de repente percebo que o melhor é te sentir em tuas fotografias, em tua leitura, em tua irreverência, em teu glamour essencialmente necessario, e nunca superfluo. Clodovil o Brasil perde o colaborador da elegãncia, que és tu, meu bem&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Mas a grandeza da vida pode fincar aqui: Clodovil nao viveu impunemente. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-7986002161158303188?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/7986002161158303188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=7986002161158303188' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7986002161158303188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7986002161158303188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2009/03/clodovil-hernandes-por-antonio-marcelo.html' title='Clodovil Hernandes por Antonio Marcelo'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_rMPVUk0UdOs/ScKp9zQ8R3I/AAAAAAAAADQ/o4LOYC2fhaA/s72-c/CLODOVIL.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-171829409602090301</id><published>2008-10-17T06:07:00.000-07:00</published><updated>2008-10-17T06:37:52.417-07:00</updated><title type='text'>Gay existe?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de um ano, retorno a cidade. Retorno a Fortaleza. E o que eu posso dizer sobre o interior? Sexualmente nada, no sentido de ter tido alguma experiência. O interior traz em sua vestes mal confeccionadas linhas da decadência gay de uma grande cidade. Isso ainda lembra quando me reportei em algum periodo aos veteranos de Martinópole. Os novos gays da cidade nao conduziram sua sexualidade para algo, digamos, diferenciado. Eles permanecem sendo escória, sendo esperma e nada mais. Um amigo havia me perguntado: &lt;em&gt;O que você vai fazer no interior? No interior, você nunca vai conseguir um relacionamento.&lt;/em&gt; Mas eu nao estava indo atras disso. Eu estava indo ao interior por outros motivos. E confesso, voltar na certeza que eu nunca atirei palavras que pudessem denegrir a imagem e a conduta aqui tantas vezes tratada. A realidade nua ou crua é o que aqui se antepoe e expoe aos fatos daquilo que nós jamais sabemos, e por nao sabermos tambem jamais negamos. Nós temos em nós e não nos outros a praticidade de coisas que vão sim nos levar a estrada da inexistência. Não tem o gay quietinho do interior, não tem o gay comportadinho da cidade grande. Todos têm em mãos o mesmo manual. Todos têm na nantureza corrupta a mesma capacidade incapacitada de uma auto- anulação jamais compreendida, mas de uma perfeita harmonia defeituosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;será que gay existe? Será que eu existo? Será que quando Pluft, perguntou pela primeira vez se gente existe, já havia essa acentuada e incestuosa degradação? Já. O mundo são residuos de uma camada ainda não assistida, mas filosoficamente apreensiva de culpa e perdão. culpa e perdão no singular porque alguma coisa ainda é sem sentido, mas é sentida. E quem promete o arco da libertação? Quem suportará o descabível rompimento consigo mesmo em nome de uma esperanaça ainda não anunciada? O mundo paga o seu preço. E eu não posso, e quem poderá dizer ainda o resto de esperanaça que parece se acalmar? Calma no sentido de não ter mais força, calma no sentido de não ter mais como lutar. Então partamos todos, partamos rumo aos amantes latinos sem saber se levamos o brilho ou a lágrima no olhar. avante, meros gaviões descrentes do apogeu do amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-171829409602090301?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/171829409602090301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=171829409602090301' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/171829409602090301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/171829409602090301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/10/gay-existe.html' title='Gay existe?'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-8698156514083033813</id><published>2008-05-13T11:27:00.000-07:00</published><updated>2008-05-13T12:14:53.027-07:00</updated><title type='text'>AMORES REPAGINÁVEIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em que fontes de amor idealizamos a pessoa amada? Já não temos mais nos tempos, hoje, grandes preocupações.  Porque elas e os valores se tornaram mutáveis. Sobre isso já escrevi, Mas me pego hoje acreditado na idealização do amor. Aquele que em um passado  não remoto amei, hoje está envolvido  com um outro rapaz.  Eu que de tanto amor quase não consigo me livrar de sua imagem perpetuada por gritantes mágoas, agora vejo que muita coisa é inutil. E o amor assim como outras coisas não passam dentro de nós. O mesmo amor que eu o dediquei aqgora é transferido para um rapaz que eu conheci. O amor sim é mutável, é transferivel.  Outro dia, encontrei meu ex namorado num terminal de ônibus. E ele se aproximou de mim. Havia motivo sim para isso. Ou ele, como não tem senso, queria me apresentar o rapaz que hoje ele tem como esposo. Ou queria dar motivo para eu me aproximar dele. Ele se posicionou estrategicamente para que minha visão o alcançasse. Sim, é verdade que meus olhos o alcançaram, mas o coração    estava tão longe dele que nada me motivou à sua direção . Nosso passado foi todo desbotado no rancor, na ausência indelicada de nós dois. E agora que estou amando de novo, eu vou cuidar desse amor para que sejamos menos exigente quando o nosso final se estabelecer. Vou cuidar de nossa relaçao para que a gente possa ser mais humano, mais civilizado.... Eu não quero mais olhar para alguem que foi deletado. Isto é  contra  a minha natureza. E por que não perdoá-lo? Perdoar sim,  mas deixar ele ciente disso nunca.  O perdão , esse sentimento implacavelmente  nascido  da bondade, do afeto maior.... tambem tem contribuido muito  para  a negligência  de todos nós.  Alguem faz isso, faz aquilo... e aquele que é bom e vai estar disposto a  esquecer termina colaborando  para  novos descasos. Não podemos negligenciar o amor. Por isso, eu estou ainda mesclando esse peso com duas medidas. Mas é sabido pela psicologia de cada um: Só oferecemos o que temos.    E temos para nós dois, eu e você, meu  ex amor: mágoa, ressentimento toda vez que nós encontramos. Tenho certeza que não amei esse homem que encontrei no terminal, esse homem que conversou comigo na pracinha da 13 de maio, e se mostrava um ser nojento, asqueroso. Mas que o tempo te dê a sabedoria. Para que tuas atitudes futuras sejam mais humanas e menos descaracterizada pela indecência, pela promiscuidade que domina tuas pernas.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-8698156514083033813?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/8698156514083033813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=8698156514083033813' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/8698156514083033813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/8698156514083033813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/05/amores-repaginveis.html' title='AMORES REPAGINÁVEIS'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-4533688764425054978</id><published>2008-05-08T18:58:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T19:52:42.622-07:00</updated><title type='text'>... E QUANDO CHEGA O AMOR, EU VOU</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;                                             &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;  Respiro outros ares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_rMPVUk0UdOs/SCOxF3ghDuI/AAAAAAAAACY/0fnbUI5G2hA/s1600-h/pedregulhos+no+mar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_rMPVUk0UdOs/SCOxF3ghDuI/AAAAAAAAACY/0fnbUI5G2hA/s320/pedregulhos+no+mar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198193109273480930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho respirado outros ares. Como me fez bem ter saido dessa cidade que não tem mais nenhuma contribuição a  me  dar. Estou no interior, levando uma vida pacata.  Numa cidadezinha que não é de todo um encanto, mas dá pra levar uma vida sossegada. Agora me pergunto se a cidade me expulsou ou se eu a expulsei dos meus planos, dos meus projetos de vida? As duas respostas estão corretas. Não há uma terceira alternativa. Volto para Vila das Flores (a cidade fictícia de Amores Marginais). E  os únicos becos que poderiam me assustar parece que não existem mais. Em uma dessas noites, em Vila das Flores,  estive sentado  numa mesa de bar com  alguém que eu muito amei, e isto valida a minha percepção em relação ao que sou, ao que projeto ante a magia do eu existir... Mas que agora está demolido esta ou mesmo outras velhas paixões..  Venho a Fortaleza exporadicamente e nada ate então,  me motivava a voltar. Eis que em uma noite ao voltar de um teatro onde ri muito de uma comédia que volta em cartaz.  Deparei-me com um assalto. Quatro elementos  assaltam um amigo que estava em minha companhia. Ainda  me armei com pedras e protegi um rapaz que estava próximo a mim.  Esse rapaz tinha e tem algo de encantador. Eu antes toquei sua mão e perguntei a idade. Ele respondeu com simpatia. Ele pareceu disposto a ser meu... assim como eu estava disposto a ser dele.  Parece destoante mais o assalto nos uniu. Eu nessas situações continuo com a mesma mania terrivel que é bancar o héroi,  que é solucionar a força bruta. Sim, eu sempre reajo, é como se isso fosse reflexo de um mundo respaldado diante tudo aquilo que permanece a margem. E nesses momentos surge perante a minha inquietude a certeza que é saber que não haverá espaço para dois sobreviventes. Alguem precisa vencer. E se é para perder a batalha entre mocinhos e bandidos que a conquista ou a derrota nao passe desperceptível. Eu sei que preciso lutar e luto. Eu não fujo à luta. Seja o bandido qual for. Nesse entremeio, estava o rapaz que me aquecia o mais intimo e sincero dos carinhos - a ternura.  A verdade é que depois disso a gente tem se falado com frequência ao telefone, pelo msn. E a saudade nos aproxima. Ele parece ser meu. E eu fico disposto a tê-lo, a conquistá-lo na mais completa das virtudes: a inocência. Ele tem me dito coisas interessantes, coisas que a gente gosta de ouvir. E mais uma vez, eu aposto no amor. E quando eu estiver no interior,  nas noites de frio que eu sentir falta de uma costela, vou saborear esse momento, e saber que a 304  kilomentros, está aquele que me dará motivos para voltar. Eu quero sentir a saudade dele, a vontade de beijá-lo e guardar esse beijo para nosso próximo encontro. Eu tenho o dobro da idade dele... mas isso nao tem impedido o afeto, a troca de olhar, a cúmplicidade que só é sentida quando há verdade. A minha sogra quer me conhecer, e a gente começa a fazer planos. Tenho constatado que quando chega o amor a palavra deferida negativamente contra momentos de dores e solidão perde a importância. E a gente se entrega para o amor assim como a redenção da brutalidade que parece nos seguir ou nos guiar as vezes.   Então, penso nesse rapaz, e conscientimente eu o chamo para perto de mim. Ouço seus passos que se direcionam a minha imagem. E esta imagem saida de mim, tem a grandeza de um salto dado na existência de algo que surge e eu nao ouso dizer mais nada. Mas espero o telefone tocar e as vezes ligo para ter certeza que esse ser que chega na minha vida vai vir... e ser carinhosamente chamado de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"meu moleque". &lt;/span&gt;    &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-4533688764425054978?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/4533688764425054978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=4533688764425054978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4533688764425054978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4533688764425054978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/05/e-quando-chega-o-amor-eu-vou.html' title='... E QUANDO CHEGA O AMOR, EU VOU'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_rMPVUk0UdOs/SCOxF3ghDuI/AAAAAAAAACY/0fnbUI5G2hA/s72-c/pedregulhos+no+mar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-5913083471759333105</id><published>2008-04-30T05:27:00.000-07:00</published><updated>2008-04-30T06:07:49.508-07:00</updated><title type='text'>JOGADOR RONALDO E OS TRAVESTI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_rMPVUk0UdOs/SBhrrM6cTVI/AAAAAAAAAB4/C3L5RxmFpOQ/s1600-h/travesti+e+documento.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_rMPVUk0UdOs/SBhrrM6cTVI/AAAAAAAAAB4/C3L5RxmFpOQ/s320/travesti+e+documento.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195020560116763986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrei cedo na internet. Necessitei adiar um compromisso por alguns instantes com um único objetivo falar sobre esse episódio do jogador Ronaldo com os travestis. Abrir a TV pela manhã, e estava lá no video, um travesti apresentando a carteira de motorista do rapaz como se fosse um troféu. É vergonhoso! Não vim aqui defender esse jogador(Não sou fã dele e de nenhum outro, mas defendo o ser humano). Sei que ele tem o direito de fazer o que quiser com o seu corpo assim como qualquer pessoa comum e anônima. Até quando esses travestis, as bichas porra louca vão permanecer nesse obscurantismo mental? Exibir publicamente o desejo do jogador envolta de uma chantagem barata. Parece que o rapaz não se rendeu as chantagens e fez ele muito bem. Será que esses travestis não conhecem a ética, a moral... o valor e o direito de cada um em não ter sua vida íntima exposta? Eles se apropriaram de bens alheios. Tenho constatado que os viadinhos e os travestis (Não estou aqui ofedendo os homossexuais), e sim questionando sobre esses gays que acham que publicar e propagar o desejo alheio é uma bem que lhes são adquiridos. Só o detalhe da exibição dos documentos do jogador já é um motivo de repúdio. A ética parece fato desnecessario no meu GLS. O vislumbramento gay é tolo, é vi... digo isso porque sou gay e tenho cada vez mais me distanciado dos gays, do aviltamento social que eles provocam..... indiscutivelmente. Ser honesto, decente dói porque a gwente paga um preço em tudo aquilo que se expoe e tenta da melhor forma possivel. Mas a marginalidade não dói externamente, porque para os marginais tudo é doce, tudo é inabalável, porque eles, os marginais, perderam o amor próprio. Tudo isso vem de encontro as palavras que eu já deferi conscientemente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_rMPVUk0UdOs/SBhr_s6cTWI/AAAAAAAAACA/VYB_FD-GE6E/s1600-h/carla+outro+travesti.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_rMPVUk0UdOs/SBhr_s6cTWI/AAAAAAAAACA/VYB_FD-GE6E/s320/carla+outro+travesti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195020912304082274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para entender o caso:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_rMPVUk0UdOs/SBhr_s6cTWI/AAAAAAAAACA/VYB_FD-GE6E/s1600-h/carla+outro+travesti.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O atacante Ronaldo, do Milan, se envolveu em polêmica na madrugada desta segunda-feira. Após ter ido a uma boate no Rio de Janeiro, o craque terminou a noitada na 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca), depois de uma confusão com o travesti André Luis Ribeiro Albertino, conhecido como Andréia Albertine.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O travesti acusou Ronaldo de envolvimento com drogas e publicou um vídeo no "youtube" para comprovar a identidade do jogador. No vídeo, é possível ver o atacante, vestindo a camisa do &lt;a href="http://globoesporte.com/flamengo"&gt;Flamengo&lt;/a&gt;, e ouvir a voz de André dizendo "para provar que é você".&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/foto/0,,14529669-EX,00.jpg" title="Zoom"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1025" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:56.25pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\krater\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://globoesporte.globo.com/Portal/globonoticias/home1024/img/ico_ampliar.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/krater/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1025" border="0" height="13" width="75" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;GLOBOESPORTE.COM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Travesti André Albertino exibe o documento do carro de Ronaldo que ficou com ele&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;!-- foto220 --&gt;Segundo informações da polícia, Ronaldo teria sido vítima de uma tentativa de extorsão. O delegado Carlos Augusto Nogueira afirmou que André "correu da delegacia" no meio do depoimento e disse acreditar na possibilidade de um golpe contra o jogador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em frente ao motel na Barra, André Albertino deu entrevista dizendo que outros dois travestis teriam participado da noitada. Ele apresentou ainda um documento de carro em nome de Ronaldo Luiz Nazário de Lima - que teria sido deixado com ele como garantia de pagamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ronaldo nega uso de drogas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/foto/0,,14529978-EX,00.jpg" title="Zoom"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1026" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:56.25pt;height:9.75pt'"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\krater\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://globoesporte.globo.com/Portal/globonoticias/home1024/img/ico_ampliar.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/krater/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1026" border="0" height="13" width="75" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;You Tube&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Travesti diz que homem com camisa do Fla, em vídeo na internet, é Ronaldo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;!-- foto220 --&gt;Em um comunicado oficial, divulgado por sua assessoria de imprensa, Ronaldo defendeu-se da acusação dos travestis de que teria usado drogas. O Fenômeno afirmou ainda que está sendo vítima de extorsão. Confira a nota enviada pelo craque:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"Diante dos últimos acontecimentos e com o objetivo de esclarecer, o atleta Ronaldo jamais foi usuário de drogas, não teve nenhuma queixa-crime registrada contra a sua pessoa e está sendo vítima de uma tentativa de extorsão. Ele agradece a decência da autoridade que preside o fato e, se necessário, tomará as atitudes cabíveis." Por meio de sua assessoria de imprensa, Ronaldo informou que nesta terça-feira divulgará novo boletim, e que não pretende dar entrevista sobre o incidente.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="marcador"&gt; &lt;/span&gt; 'Versão de Ronaldo é mais confiável'&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/foto/0,,14531544-EX,00.jpg" title="Zoom"&gt;&lt;span style="text-decoration: none; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1027" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:56.25pt;height:9.75pt'"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\krater\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://globoesporte.globo.com/Portal/globonoticias/home1024/img/ico_ampliar.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/krater/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1027" border="0" height="13" width="75" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;GLOBOESPORTE.COM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Documento do carro de Ronaldo nas mãos do travesti com quem foi ao motel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;!-- foto220 --&gt;Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, o delegado Carlos Augusto Nogueira, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), contou a versão que Ronaldo deu em seu depoimento, de manhã. Segundo a polícia, o Fenômeno diz ter sido vítima de tentativa de extorsão de R$ 50 mil do travesti André Albertino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Segundo o delegado, Ronaldo contratou o travesti pensando que era garota de programa e levou para um motel na Barra da Tijuca. Lá, teria pedido mais duas mulheres para o programa. Quando descobriu que eram travestis, e que um deles teria ido buscar drogas na favela Cidade de Deus, o atacante teria decidido não mais fazer o programa e deu R$ 1.000 para dois deles. O outro, que seria André Albertino, não quis e pediu R$ 50 mil para não contar a história para imprensa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ronaldo teria ficado revoltado com a tentativa de extorsão e, após um escândalo do travesti na porta do motel, a polícia foi chamada. De acordo com o delegado, o atacante foi sozinho à DP prestar depoimento de manhã. Carlos Augusto Nogueira diz acreditar mais na versão do jogador:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- A versão dele é mais confiável, pois o travesti (André) foi embora no meio do seu depoimento. De zero a 10, dou nove para o depoimento do Ronaldo. Ele estava muito emocionado, disse que saiu para se divertir e que não queria que a imprensa ficasse sabendo do caso. O Ronaldo me disse que está passando por problemas psicológicos, em função da recuperação - diz o delegado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/foto/0,,14530319-EX,00.jpg" title="Zoom"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1028" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:56.25pt;height:9.75pt'"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\krater\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://globoesporte.globo.com/Portal/globonoticias/home1024/img/ico_ampliar.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/krater/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1028" border="0" height="13" width="75" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;GLOBOESPORTE.COM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Motel na Barra da Tijuca foi o cenário da confusão entre Ronaldo e os travestis&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;!-- foto220 --&gt;Sobre a denúncia dos travestis de que existiria droga no quarto do motel, a polícia informou que não foi encontrado nenhum tipo de entorpecente. Segundo o delegado, Ronaldo garantiu que não se drogou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-  O Ronaldo me disse assim: "Se falarem que eu bebo, até bebo um pouquinho. Mas achar que eu vou pedir para alguém ir buscar drogas na Cidade de Deus é um absurdo" - conta Carlos Augusto Nogueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito do documento do carro de Ronaldo em poder de André, o delegado afirmou que um dos motivos da ida do craque à delegacia foi para recuperá-lo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/foto/0,,14530411-EX,00.jpg" title="Zoom"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1029" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:56.25pt;height:9.75pt'"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\krater\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://globoesporte.globo.com/Portal/globonoticias/home1024/img/ico_ampliar.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/krater/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1029" border="0" height="13" width="75" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;AGÊNCIA O GLOBO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Outro travesti, identificado como Carla, também prestou depoimento na DP&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;!-- foto220 --&gt;Na tarde desta segunda, outro travesti envolvido na polêmica, identificado apenas como Carla, foi chamado para depor e foi recebido pelo delegado. Carlos Augusto Nogueira afirmou que quer conversar ainda com o terceiro travesti, mas descartou a hipótese de ouvir de novo André Albertino. Ronaldo será chamado para depor novamente, em outra data.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O delegado abriu um registro de ocorrência baseado em ameaça de lesão corporal (pois Ronaldo teria ameaçado agredir os travestis, o que acabou não acontecendo) e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ameaça de extorsão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_rMPVUk0UdOs/SBhr_s6cTWI/AAAAAAAAACA/VYB_FD-GE6E/s1600-h/carla+outro+travesti.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-5913083471759333105?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/5913083471759333105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=5913083471759333105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5913083471759333105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5913083471759333105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/04/jogador-ronaldo-e-os-travesti.html' title='JOGADOR RONALDO E OS TRAVESTI'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_rMPVUk0UdOs/SBhrrM6cTVI/AAAAAAAAAB4/C3L5RxmFpOQ/s72-c/travesti+e+documento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-7390410204177926134</id><published>2008-04-29T20:46:00.000-07:00</published><updated>2008-04-29T21:05:26.726-07:00</updated><title type='text'>A PROPOSITO DE UMA LEMBRANÇA</title><content type='html'>Eu assisti um dos capítulos de QUERIDOS AMIGOS... aliás  assisti uma cena, e confesso a saudade que senti de você ........(seu nome ja não digo, beija flor). Um carinha que  nao deveria ter mais  nenhuma ligação a mim  mas, o fato  é que estou escrevendo. Sabe aquela vontade de  enorme de abracá-lo, de sentir o alívio do cansaço? Bem que eu poderia  procurá-lo, mas pra quê? Para dá a ele a certeza que ele levou  quando foi embora? A mesma certeza  de sua importãncia perante as minhas leis e emoções? É preciso refrear a emoção e dizer que há vaidade em mim, por não procurá-lo. Somos humano, e por que mais uma vez   eu deveria tutelá-lo com importância?  Verbera a certeza:  Somos humanos, e eu sairia perdedor se o procurasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele precisa do meu açoite, ainda que eu me açoite tambem. Somos todos Beijas do mesmo bejo, mas como eu o amei! Como hoje me reporto a detalhes tão nossos, tão simples e por isso devoradores de grandes acenais. Ele aprendeu comigo a me abençoar na forma judaica... e essa lembrança me dá soluço na garganta, me  remete  ao cheiro dele,  a tudo que vivemos. Mas a canalhice destrói o que não se vigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas confesso na saudade, que eu gostaria de vê-lo, de sentí-lo... de perceber seus olhos verdes avermelhando-se diante  suas próprias mentiras. Será que eu sofro por desprezá-lo? Será que a saudade ainda dói em mim?  Voce estragou tudo. Voce  estragou toda a poesia, a beleza que eu lhe dediquei. Canalha foi voce diante sua incapacidade agigantada.     Choro, sim, hoje, choro a lágrima que não chorei antes. E voce náo é jóia rara. Eu o desprezo com amor porque  o desprezo que sinto é mágoa, é água  esfriada no pote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje me sinto com saudade de mim"... Em que porto desembarcaram os que eu não amei? Esta dor quem sente?  A minha estrada se perdeu na lama de algum rio corrente. Pronto, acalmei-me o peito. O peito que é mim, porque sou e nunca sou-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-7390410204177926134?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/7390410204177926134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=7390410204177926134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7390410204177926134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7390410204177926134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/04/proposito-de-uma-lembrana.html' title='A PROPOSITO DE UMA LEMBRANÇA'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-8899682684808713299</id><published>2008-03-11T12:29:00.000-07:00</published><updated>2008-03-11T12:58:38.092-07:00</updated><title type='text'>A Causa e  o Costume Gay?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que será que terá agora força para eu escrever? A vontade? A necessidade em me expressar? Está tudo acabado.  Mas confesso, e não me arrependo: O mundo emblemático, emaranhado, cheio de fios e navalhas com seus cortes potentes e violentos são mesmos os caminhos percorridos por gays.... digo gays e não homossexuais. Quero apesar de não querer, resguardar esta palavra aos últimos seres decentes da América Católica. Das ruas de San Francisco, dos becos frios e úmidos das noitadas paulistas, dos corpos desnudos da noitada carioca, dos cinemas infectos do centro de Fortaleza, dos carnavais balançados no sexo da sensualidade baiana, dos portos calhados e caidos de Recife sem pena e piedade,  nenhum terá uma palavra que possa defini-los  na decência  nem mesmo na última esperança, porque ela parece morta. Gay é mesclado no desencontro, na punheta corrosível no efeito do arder que não é pimenta, do néctar do sexo que é mais que prostituivel. E eu lamento por todos nós, por mim tambem. Hoje encontro, meus ranços, meus pensamentos empatados na lembrança do não ter o que esperar. do não ter em que acreditar mais nessa causa....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A causa e o costume gay foram soterrados no discurso piega e enfadonho do querer ter direito. do querer respeito. Como exigir de uma sociedade respeito se nós achocalhamos a nossa única propriedade - nosso corpo? Como enfrentar uma sociedade se estamos realmente doentes.... e lembro ainda e aqui reforço que infelizmente o arcebispo tinha razão. Há sim, um desequilibrio, há sim, eu acentuo isso com muita ênfase: somos derrotados  pela vulgaridade que nos garante a ilusão do rir á toa, que nos garante o exercicio do sexo barato e não importante, ele já se perde na desvalorização. Houve uma maldição, assim, me parece, mas posso estare errado...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde estará aquele corpo limpo, sadio, cheio de vida e pureza para que se possa desfrutar a beleza do encontro?  Foi jogado no lixo, na exibição da vaidade que parecia inabalável, mas que foi castigada dentro da boate  no ritmo contraditório de I WILL SURVIVE. O nosso hino fala de sobrevivência, e nós será que sobreviveremos? Preciso me ausentar do micro para gargalhar à toa........ &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;voltei, eu não poderia sair do micro com a palavra quebrada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seremos os últimos madrugadores cansados no final da festa. Ou então no delírio antenuante e nunca atenuado que conduz a maioria a um leito decadente de um hospital constituido para dar cabo ou abrigo aqueles que andaram demais, que não tiveram tempo de olhar para trás.  A caminhada é longa, porem a vida gay muita curta. Estou sendo óbvio assim, me parece. Quantas madre tereza seremos para salvar a nossa vil humanidade ou conduta?                  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-8899682684808713299?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/8899682684808713299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=8899682684808713299' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/8899682684808713299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/8899682684808713299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/03/causa-e-o-costume-gay.html' title='A Causa e  o Costume Gay?'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-1606013320313492997</id><published>2008-03-08T15:02:00.001-08:00</published><updated>2008-03-08T15:04:49.261-08:00</updated><title type='text'>Quando o Encarei Frente a Frente</title><content type='html'>Verdades de damas&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ninguém transa por dinheiro. Pensar o contrário é contribuir com o machismo. Um homem deita com outro porque quer, porque deseja. E algumas vezes se esconde por trás do dinheiro. Como se isso de uma certa forma escondesse a homossexualidade. A mulher até pode fingir o tesão; o homem, não. E só temos tesão por pele, um toque, por alguma coisa viva. Transar por dinheiro é a desculpa mais ralé que pode existir. Não há dinheiro que faça um homem subir o pau, se ele não tiver atração. Antes do metal, vem o instinto. Já passa da hora de desmitificar o homem objeto, como também dos homossexuais tomarem vergonha na cara e não pagarem para ter alguém. Agora, um cara encontra alguém com vontade de gozar e com a carteira na mão, é claro que ele vai se fazer de difícil, vai botar banca para se valorizar e tirar vantagens em cima disso. &lt;br /&gt;                        &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                                                                         Quando o encarei frente a frente &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; Voltei a Vila das Flores. As luzes da cidade tinham o seu efeito dramático, assim como os refletores postos sobre a ribalta. O cenário uma boate. Luz neon. Ele finalmente surge diante de mim. Eu havia passado anos, mais de uma década  esperando esse momento. Eu não tinha mais seis anos de idade, e não estava entrando na escola pela primeira vez. Passaram-se quatorze , quase quinze anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Veio a sensação que a cidade grande havia sido uma ilusão. Quantas pessoas se matam torturadas na dor dos lençóis? E assim como Tiêta do Agreste; eu me perguntei: Será que valeu a pena ter ido embora?  Será que valeu a pena ter voltado? Ninguém escolhe o caminho mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   fim&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-1606013320313492997?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/1606013320313492997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=1606013320313492997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/1606013320313492997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/1606013320313492997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/03/quando-o-encarei-frente-frente.html' title='Quando o Encarei Frente a Frente'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-4290758798724821055</id><published>2008-03-07T05:50:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T05:57:26.238-08:00</updated><title type='text'>"A AIDS Não Atinge Seres Humanos"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                           &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;TERCEIRO ATO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Onde andará o meu amor?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Eu guardei meus lábios para o homem que eu amava. A carência não justifica a doença. Eu esperei o Téo, o príncipe de minhas fantasias, eu pensei que fôssemos imperar o mesmo castelo. E veio um homem comum, desconhecido, estranho e simples como um bêbado que vem do bar. Crueldade não é reescrever, agora pode ser quase indiferente, mas sentir, abrir a porta do quarto de motel, e não olhar para trás, nem desejar outra vez o mesmo corpo. Mas em outra versão, eu me sentí o rei da fortuna, gozado, saciado e capaz de renascer para o mesmo gôzo... e nessas vezes tive a certeza que antes do corpo vem a alma. Houve momentos que o abraço e a cama foram gratificantes porque todos os deuses pareciam unidos e calmos nessa batalha de corpos entrelaçados.&lt;span style=""&gt;                     &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Selva de pedra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;É sempre decadente. É muita coragem para seguir essa estrada e muito peito para voltar atrás. Duas coisas irmanamente iguais e contraditórias. A homossexualidade não se desfaz, mas podemos abandonar uma quantidade de práticas inúteis. O que elas nos trazem? O arraso. O fracasso. Corre-se risco, nunca se sabe quem é quem e do que são capazes. Cada gay mergulhado no submundo é mais louco que o outro. Um cinema dá o seu testemunho, nem precisa ser um cinema pornô. Em muitos cinemas convencionais, alguns homens entram com suas senhoras, namoradas, e depois de acomodá-las vão para o banheiro. São adeptos da masturbação coletiva. Enquanto isso, as mulheres os recepcionam com um beijo quando eles retornam, e nesse gesto acabam chupando pau por tabela. Não&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;foi á toa que um colunista social rabiscou em sua coluna, uma mostra paralela, durante o festival de cinema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Eu me tornei um homem impotente diante das pessoas. Aquele encanto perdera&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a magia. E para lutar contra isso, comecei a dormir com a cidade toda, sem me entregar a ela, ganhei o mundo, as praças como escola gay. Mas para onde eu deveria atirar, se não nesse lugares que embora decadentes, algumas noites a poesia não parecia tão amarga? Onde estavam os homossexuais decentes dessa cidade? Eu sei que em algum lugar tem.... As praças, os sinais, as esquinas e os bêcos são a cocaína dos homossexuais. Será que precisamos ser assim, clandestinos? Latin lovers sem origem? É isso que a gente tem que avaliar, rever, inverter. A carência me levou a conhece esse cabarets sem classe, sem glamour. Lugares onde o fino trato da decência disse adeus, e de costas. Mas a elite faz a mesma coisa, não é só a pobreza. Eu conhecí o submundo com os próprios pés, sentí a inhaca&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;do desagrado para me odiar e me detestar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Outras noites vieram e com elas o certificado da minha solidão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                 &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;A melhor coisa depois de uma cama é a sensação de bem estar, quando a gente percebe que não foi só uma cama. Muitas coisas boas foram breves e com hora marcada, assim como quem vai ao teatro e se delicia com uma peça e sabe que uma hora ou outra acaba. Que fracasso maior para um homem que não ter a pessoa que ama?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                 &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;“Na hora da raiva, eu lhe disse tudo, na hora da raiva eu rasguei o verbo. E falei de tudo aquilo que eu sentia, e o que eu não queria, eu falei também... não me reconhecia, estava quase louca... na hora da raiva, não pensei em nada, perdi a cabeça, e descontrolada... te disse umas tantas só pra te agredir.”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Roberto e Erasmo Carlos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Muitos anos depois, eu voltei para casa... e tive uma briga terrível com o meu irmão. Para ser sincero, é tão doloroso para mim, dizer meu irmão. Nós somos duas pessoas completamente diferentes, nós “nos odiamos com muito amor.” Nós não gostamos da presença um do outro. Somos detestáveis. Ele me chamou de gay, um dia na hora do jantar, eu gritei com ele e joguei o prato no chão.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Na mesma semana, ele insistiu nisso; e eu enlouqueci. Nessa hora, ele baixou o tom de voz e esqueceu a ignorância dele. Eu estava descontrolado e mandei ver. Essa música que a Wanderléia canta&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;no início lembra esse fato. Chamei-os de hipócritas, ordinários; a minha mãe estava presente. Eles me pediam calma, mas eu estava disposto a matar, e disse que eles sempre souberam que eu era gay, que eu sim, fui o último a saber, que eu não precisava deles, que eu tive todos os homens que eu quis ter, que eu havia começado a transar com cinco anos de idade... e não iria parar nunca! Que eu não trocava o meu pior amante por nenhum deles. A frase mais cruel deve ter sido esta: - &lt;i style=""&gt;se juntar todos os homens, de todas as&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;mulheres da minha raça, com certeza as qualidades deles não serão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;superiores a de um dos meus machos. E podem espalhar isso... eu sou gay! Baitola. Viado mesmo! Não é assim que vocês me chamam? Idiotas, canalhas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;                         &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Qual será o pecado de todo homossexual?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Um delegado, uma certa vez disse que a morte de um homossexual geralmente dava em nada. É a mesma coisa que morrer um cachorro. Nunca um jornal noticiou: morre heterossexual&lt;i style=""&gt;.&lt;/i&gt; agora basta um homossexual ser assassinado que as manchetes sensacionalistas ganham vida: homossexual é assassinado. Homossexual é espancado. Gay é preso, quando saia do motel. Travesti tem o corpo esfaqueado. Gay é preso vendendo cocaína. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Por que a preferência sexual precisa ser estampada nas capas dos jornais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;A história se repete. Depois veio a AIDS, antes o meio não era tão violento. As pessoas ainda transavam pelo prazer. A violência que se sofria não vinha dos parceiros, mas de uma camada mais distanciada. Existem grupos de extermínio. Assim como a Igreja Católica cegamente castigou os inocentes, acusandos-os de hereges; a AIDS sempre esteve associada a grupos socialmente marginalizados. Declarou uma Americana, em uma convenção do Partido Republicano dos EUA que: - “Felizmente a AIDS atinge apenas os homossexuais, os drogados, os negros... não atinge seres humano.” Nós não temos a obrigação de sermos bons, mas o dever de não praticarmos o mal. Não podemos ser maus com os outros nem conosco. Sobre essa questão AIDS, tenho observado que os guetos sentem-se vitoriosos sempre que sabem que aumenta o índice de contaminação em outros setores as sociedade. É como se isso de alguma forma fosse uma vingança pessoal e uma luta contra o mito da peste gay. Sabemos irmanamente porque isso fora jogado para nós, e aviltamos essa verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 19pt 6pt 7.1pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Quantos amigos, eu perdi por causa dessa doença maldita? Por causa desse freio moral sem moral algum... Quantas pessoas ainda jovens contaminadas, meu Deus! Vamos ser humanos e lamentar por todos. Assim é menos crucial essa batalha. Infelizmente não serão cessados os corações gelados. As igrejas que tanto condenam os homossexuais são compostas por quem? A maioria sempre ganha, isto é verdade. Embora que na pratica gay essa maioria perca. A religiosidade é uma das mais fortes fontes de hipocrisia: dentro dela uma maioria esmagadora se camufla, se enruste, sim senhores! E será que a hipocrisia é em defesa da boa moral e dos bons costumes? Eu vi pastores pregando o pecado, excomungando o homossexual, e um deles foi meu homem e minha mulher, aceitou pegar mão na cara. Eu gosto de bater na hora do sexo. Ah, meu desejável pastor, tire esse palitó, esqueça esse personagem, apague esse ar de seriedade e venha ser feliz, pelo menos na cama. Também, um padre lutou comigo na cama, nos preparamos para a batalha do sexo. São tantas histórias, a maioria delas, verdade. Isso não é coisa dos tempos modernos, a história antiga está cheia de exemplos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Os gays, os travestis, os marginais, as bichas e os michês; cada uma dessas vidas se resume &lt;st1:personname productid="em infelicidade. Todos" st="on"&gt;em infelicidade. Todos&lt;/st1:PersonName&gt; se oferecem, são mercadorias estragadas de um velho mercado agora falido. O mercado do sexo entrou em falência... e nunca se praticou tanto. &lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Somos todos neuza suely...na platéia, ou no palco onde somos representantes de amores marginais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-4290758798724821055?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/4290758798724821055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=4290758798724821055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4290758798724821055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4290758798724821055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/03/aids-no-atinge-seres-humanos_07.html' title='&quot;A AIDS Não Atinge Seres Humanos&quot;'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-4740528228560644831</id><published>2008-03-05T14:15:00.000-08:00</published><updated>2008-03-05T14:26:00.218-08:00</updated><title type='text'>O Meio Não Faz  O Homossexual, Apenas O Conduz</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 11.9pt 6pt 21.3pt; text-indent: -14.15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;    A minha vida era um circo, e a luta interna que eu enfrentei não passou de uma lona velha que romperia a qualquer instante. Era uma questão de tempo. Meses. Dias. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Quando adolescente, fui coroinha de igreja, nem isso me apagou o fogo, o tesão que eu acumulei como quem acumula dívidas e não encontra como pagar. Ok, também concordo com quem disse: &lt;/span&gt;- &lt;i style=""&gt;a minha vida é um pic nic.&lt;/i&gt; &lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Eu já tinha resistido a todas as investidas do Márcio. Se fosse para dar um título para esse rapaz, eu escolheria: a ninfa das capoeiras. Uma noite, ele chegou lá em casa, bêbado. Pediu dormida. A mamãe desconfiando ou prevendo alguma investida, trocou o lugar dela dormir com o meu. A noite, ouvi quando ela gritou. O Márcio foi para a cama dela, pensando que fosse eu quem dormia. Ele ficou tão envergonhado que foi imediatamente embora, antes tentou explicar, mas isso não se explica. É contundente. De onde eu dormia tive uma crise de riso. A situação era realmente engraçada. Esse homem não tinha compostura, era um ser que... transava um, dois, três, cinco parceiros de uma só vez. Ele sempre esteve disponível a pessoas desprovidas de qualquer decência. Seu nome sempre estava associado a decadência. E não era para ser assim, um homem que tinha destaque na cidade, tinha boas amizades, um professor.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Esse menino desandou de tal forma que... as pessoas se perdem em uma hora ou outra, mas em uma fração de segundos se encontram. Ele não, o caminho de volta estava desfeito e só restava a entrega, o corpo descartável. Quando era preciso pagava para ter o sexo de alguém. A sua vida se estava se resumindo a isso, ele se reduzia a esperma derramada em seu rabo.&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;O casamento foi uma catástrofe, a cidade aconselhou a noiva a não se casar, mas ela estava irredutível. À beira do açude ou nas capoeiras a infidelidade predominava. O Márcio não se importava com o homem, poderia ser limpo ou sujo. Só o sexo tinha valor. Depois que o filho nasceu foi que a esposa não suportou e veio a renunciar a relação, mas até esse dia chegar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;foram decorridos três anos.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 11.9pt 6pt 21.3pt; text-indent: -14.15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Na verdade, o mundo do sexo sempre me instigou a mergulhar nele. Quem é que pode explicar a emoção de uma prostituta? O viço de um homossexual desesperado? A tara de um hetero? A sexofobia de uma donzela? Isto é cultural. E deveria estar para a sociedade assim como está a experiência da droga... o vício da bebida.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 11.9pt 6pt 21.3pt; text-indent: -14.15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;, sim, enquanto o que vem de dentro faz parte de um processo humano. O meio não faz o homossexual, apenas o conduz. É claro que aquele que não tem a vivência de um cinema pornô, não sabe como ele funciona, mas nem por isso deixa de ser. Um cara que nasceu no meio do sertão e se afetara, isso se dá a quê? O processo humano ou a vivência? Dizer que ser homossexual é uma opção é simplesmente ridículo e imbecil. Não é mesmo! Concordo quando o homossexual diz que é homossexual, mas por opção resolveu viver ao lado de uma mulher maritalmente. Agora, qual é o hétero que diz que será homossexual por opção? Isso não existe. Ninguém escolhe o caminho mais difícil. Parece que só a barbárie interessa ao sistema. Esse contexto de progresso pertence a quem? Até quando nos submeteremos a essa desimportante civilização? Sempre. Uma geração é decendente de outra. E há de pagar pelo passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-4740528228560644831?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/4740528228560644831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=4740528228560644831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4740528228560644831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4740528228560644831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/03/o-meio-no-faz-o-homossexual-apenas-o.html' title='O Meio Não Faz  O Homossexual, Apenas O Conduz'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-1639098596652639365</id><published>2008-03-04T04:36:00.000-08:00</published><updated>2008-03-04T04:38:48.778-08:00</updated><title type='text'>Ninguém É Puro Anjo ou Demônio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                 “Ninguém é puro, anjo ou demônio.”&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Quantos homossexuais foram condenados a morte? Quantos povos acusaram seus filhos de reencarnação do diabo? O tempo passou, é hora de reavaliar não saó a sociedade , mas o nosso próprio comportamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nada disso é palavra soprada ao vento. Alguns pontos se cruzam para fortalecer o ponto de partida. Parece que faz muito tempo que as bruxas foram queimadas nas “fogueiras santas.” Tudo isso espelha o agora. Também por outro lado foi preciso o homossexual chocar para ser visto, foi preciso a loucura, a liberação do corpo para se abortar o direito de exercer a sexualidade; mas não precisamos mais  agir como se estivêssemos quarenta anos atrás. Não podemos permanecer tão irresponsáveis com nosssas vidas e acharmos que a felicidade vem nas espermas diversificadas que muitos devoram numa semana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos nascem puros e depois se corrompem, mas há quem diga que é feliz, embora para massagear o alter-ego. Em um momento de sobriedade, nenhum noctívago seria desaforado para bater no peito e dizer: - eu tenho orgulho gay! Pode parece cruel o que digo, mas as palavras não doem mais que a mesma verdade. A tendência é crescer o percentual da decadência; as estatísticas visuais apontam isso. O fracasso se instalou entre nós, e tudo poderia ser tão simples; a verdade que deleta. Um amigo sempre diz que o mundo gay é um drama, mas que só tem comédia para contar: - Viado... sofre, mas se diverte com a desgraça dos outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto alguém propagar o bêco, o pau grande, a melhor trepada estará condenado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                            , e tudo isso tem o peso da experiência adquirida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Falo de amores marginais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-1639098596652639365?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/1639098596652639365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=1639098596652639365' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/1639098596652639365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/1639098596652639365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/03/ningum-puro-anjo-ou-demnio.html' title='Ninguém É Puro Anjo ou Demônio'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-6195801600969934721</id><published>2008-03-03T05:33:00.000-08:00</published><updated>2008-03-03T05:39:16.612-08:00</updated><title type='text'>Derrotados no Ringue da Paixão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;,estava apaixonado pelo Téo. Finalmente esta verdade aflorou dentro de mim. Será que quando o povo fala é porque é ou está para ser? Fiquei em frente o espelho, fechei os olhos, depois abri e disse com os olhos bem abertos, em um efeito quase hipnótico: &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;                               Caio, você é.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas era esquisito intransitar o verbo ser. Eu era o quê? Gente, alma sensível. O que as pessoas ditavam? Não sei. Por que as pessoas gostavam de rotular as outras? Só o que faltava era alguém colocar um rótulo em mim, assim como se eu fosse uma garrafa de bebida, a marca de um carro. Fui levado para a cama, não em nome do amor, mas em nome do desejo. Sentei em uma rede que estava armada na sala vazia; o homem se aproximou, sentou na rede também, porém antes perguntou se poderia sentar, passou a mão em minhas pernas, barriga... e me beijou. O bigode me enlouqueceu! Ele era um homem atraente, muito atraente. O meu pênis já tinha saltado da cueca, praticamente perdi a voz, estava trêmulo. Foi uma emoção muito forte, estranha, o primeiro toque na fase terminal da adolescência, primeiro beijo. Só é ruim lembrar depois porque não se consegue mais sentir a mesma sensação. E até conseguimos, no dia que voltar esse desejo de juventude com uma intensidade ímpar. Com o tempo, o corpo parece perder a sensibilidade, mas não é isso; nós é que esquecemos de fazer todas as vezes como se fosse a primeira, a única talvez! Aquele cheiro forte de homem me hipnotizava, mas não me dominava. Se o cheiro dele era enigmático; a minha resistência e o tremor são indiscritíveis. Eu necessitava conhecer toda a língua, todos os adjetivos para não perder o fio condutor daquela hora, onde foder poderia dizer muito, mas não calava a minha estranha certeza de alguma coisa além do mistério que me fazia ceder e recuar. Agora é preciso transportar a linguagem do instinto e obedecer suas expressões. Ele estava de pau duro, eu também. O meu cacete agonizava e pedia clemência na impetuosidade daquele fogo a nos consumir. Impossível esquecer adjetivos pornográficos: o meu pau supapeava de tesão e o meu cú piscava como uma árvore de natal. Em mim, aconteceu um desejo animal, eu sentia um desejo vagabundo e prostituto. Eu não queria, naquela noite, o homem que fizesse sexo com respeito. O meu instinto estava sacana. Estúpido. Assassino e devorador. Eu desejei ver o sexo dos cavalos a comer as éguas nos campos, eu lembrei dos bodes fodendo as cabras, o galo correndo atrás das galinhas, pensei em Tiêta do Agreste perdendo o cabaço, eu vi mil pombas rodopeando em um imenso salão. Eu amava alguém e quando aparece outro para o sexo não tem o mesmo apelo. Não quero, pronto! Veio em mim, a imagem do Téo. Todos os momentos que passamos juntos em um demorado flash back, um filme que tela alguma já viu. Quase choro por não ter tomado a iniciativa. Aquela frase que era totalmente normal um homem ter um amante, mesmo sendo casado, veio como uma bomba que explode e fica em verberação. Ele quis me dizer alguma coisa e eu não me permiti ouvir. Já, naquele apartamento havia dois homens, e eu esperei por isso. um dia cheguei a pensar que era pecado. Eu tive medo do fogo do inferno. Foi isso o que me ensinaram, disseram que todas as prostitutas, os bêbados, os avarentos, os ladrões e os homossexuais tinham por herança o inferno. Agora, não tenho mais medo do fogo do inferno. Esse fogo não deve queimar mais que uma noite de solidão.            &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;         &lt;br /&gt;Ás vezes, fico pensando nas coisas do mundo, e questiono o homossexualismo: não foi aceito pelo sistema. Faz parte porque agora é maioria. A sociedade teve que conviver, porque não pôde mais ignorar. E só resta aceitar clandestinamente. É a mesma coisa com o negro, com a prostituta, com o deficiente. Enfim, se a humanidade tem uma cruz; os homossexuais e seus adjacentes têm cinco. Por ironia de uma conta bancária não existe puta nos jardins, a puta está na favela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O próprio homossexual não é porque quer, foi a condição humana que o estruturou assim. “Os prazeres são sempre efêmeros, as alegrias escondem apenas uma realidade que não se desvendou ainda.” – Sábato Magaldi. Mas é preciso ir adiante, ás vezes feito bicho com a alma a sangrar. Cada um à sua dor, cada dor o sonho rompido, cada romper a sangria desatada – a ruptura da couraça. Todos nós, a maioria, somos deuses que se auto fragelam no calvário do desamor, alguns são fênix, outros apenas águias cansadas, perdedoras no vôo do amor, sem destino. Somos romeiros, penitentes de noites eternas de solidão. Paga-se um preço muito alto, também é inegável. Vejo o mundo gay como um labirinto a presidiar carnes inflamadas, porque nós não tivemos estrutura para levar isso como uma coisa natural. Éramos felizes, antes que nos socassem o pecado cérebro adentro. A maioria trafega por ruas sombrias, por bares sorrateiros mendigando o que nem mesmo eles sabem o quê. Tudo na vida é efêmero, mas a vida de um gay é mais. Quase todos perdidos, naufragando noites vazias, insaciados, derrotados no ringue da paixão e machucados com a própria raça.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-6195801600969934721?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/6195801600969934721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=6195801600969934721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/6195801600969934721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/6195801600969934721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/03/derrotados-no-ringue-da-paixo.html' title='Derrotados no Ringue da Paixão'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-7166252763090605204</id><published>2008-02-24T05:56:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T05:59:25.027-08:00</updated><title type='text'>A Primeira Vez Foi Essa Talvez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                                                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexo sempre é praticado à margem. É na noite que os “doentes” se saciam. Mas eu não fui tão inocente assim. No íntimo havia alguma alguma interrogação. O rapaz me levou para o fundo de um quintal, e até aqui tudo ainda estava no terreno da perfeição. Eu pensava assim: - “Quando eu casar, vou comer a minha mulher com um modess envolta do pau para  o menino nascer gordo.” Agora havia um cacete duro, doido para entrar em mim. O cara estava decidido a me foder. Senti tesão, medo, febre, tudo ao mesmo tempo. Os pais  deveriam ensinar aos filhos desde cedo, o significado do sexo. Muitas coisas poderiam ser evitadas com uma simples ameaça da criança: - “Vou dizer para o meu pai.” Mas são as crianças quem mais temem dizer a verdade. Assuntos proibidos são recusados. Não só as meninas, os meninos também estão exposto ao sexo na rua, quando não, dentro do próprio lar. Quando acontecesse isso entre duas crianças da mesma idade é natural, mas entre um adulto e uma criança, não é. Quando é assim, entra a indução... A ignorância dos pais, o machismo permite a defesa do hímem da menina, depois da adolescente, isso perdura até o pai entregá-la para o futuro marido que continua a vigiá-la em uma disputa desigual. Já com os meninios não acontece a mesma coisa, geralmente os pais pensam que o único crime social que os filhos podem defrontar-se é com as drogas. O sexo fora de hora é um crime cruelmente pior. É bom saber que todas as crianças assediadas acabam cedendo de uma forma ou de outra. É preciso ainda saber onde estão so vigilantes da hora? Os meninos maiores que brincavam com a gente partiram em minha defesa. Para os meus valores só eu havia pecado. Não deixava de ser um ato vergonhoso! Eu jurei levar esse segredo para o túmulo e sepultá-lo. Mas a história se espalhou e não tive o menor controle sobre isso.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;.... , e foi assim. Eu perdi a minha inocência(?) em um fundo de quintal fedido, no meio do lixo como se eu fosse um porco ou outro bicho da espécie a perder a virgindade sem a menor estrutura. Tudo acontecendo na hora errada. Na clandestinidade. É assim a primeira vez de todo “viado.” Uma espécie que é vista como: marginal, doente, geni, verme, pulha, sub-raça. É assim que se é vista... não? Mas dentro de todos sse elementos existe uma criança corrompida, mal amada, porque assim é o resto da humanidade. A sordidez toca a vapor. A minha febre não deveria ter passado assim, e não passou, ficu interna como esse segredo que jurei levar para o túmulo. Não recordo muita coisa desse período, o tempo passava aparentemente normal. Eu não tinha amigos. A minha família fazia lembrar uma expressão que Nelson Rodriguês usou em – Bonitinha, mas ordinária: “Toda família tem um momento, um momento em que começa a apodrecer. Percebeu? Pode ser a família mais decente, mais digna do mundo. E lá um dia aparece um tio pederasta, uma irmã lésbica, um pai ladrão, um cunhado louco. Tudo ao mesmo tempo.” Eu não tinha completado ainda dez anos... sabe o que o meu pai disse? Disse que se eu não fosse baitola quando crescesse era muita sorte. Disse isso, disse que eu tinha todas as atitudes. Disse, na minha cara, me olhando como quem avalia um bicho antes da compra. É muito forte uma criança de nove anos ouvir isso do próprio pai. É um choque para qualquer pessoa. Sabe por que o meu pai não soube qual era a minha brincadeira preferida? Porque ele fora um péssimo pai. Não tem vigilância de mãe e nem proibição de pai que façam o menino fugir do que está dentro dele. Deve vigiar sim, mas para defendê-lo da violência, que eles nunca enxergam, o mais é perca de tempo. O homem quando nasce para gostar de homem, ele gosta. Pode comer duas mulheres por dia que nem isso o impede, porque chega uma hora que ele quer arriar as calças e dar a bunda, ou então, comer um macho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-7166252763090605204?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/7166252763090605204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=7166252763090605204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7166252763090605204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7166252763090605204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/primeira-vez-foi-essa-talvez.html' title='A Primeira Vez Foi Essa Talvez'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-7359543474793354403</id><published>2008-02-23T15:04:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T15:10:10.770-08:00</updated><title type='text'>Ninguém Me Fez Tanta Falta Quanto Esse Adolescente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu fui embora para Fortaleza, ele também. Pode parecer bobagem, mas a selva de pedra contribuiu para que eu o perdesse. Não sabia como encontrá-lo, e distante voltou toda a minha fragilidade. As coisas estavam se complicando e acabei voltando. Vila das Flores era o meu destino. A cidade estava apagada, horrível! Em pouco tempo a cidade se transformara em um rio de lembranças. Cadê o Téo? O encanto que eu atribuia a cidade estava nele. Eu começava a amargar o dissabor dessa coisa rompida. Repito: - Ninguém me fez tanta falta quando esse adolescente. Tenho consciência que apostei numa causa perdida. Agora vendo a distância, eu sei que foi uma grande bobagem porque eu me perdia, sem me dar conta disso. Terminou o ano e voltei à Fortaleza.    &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;         &lt;br /&gt;Confesso, eu quis vir de encontro, quis saber dele. Um dia, percebi que o amava, até aqui não sabia. Engraçado, eu não sabia que o amava na plenitude da idade: a juventude em minhas mãos. Assumi dentro de mim, que era amor. Não era comum lembrar de um amigo insistentemente. Meu Deus! Então, eu era homossexual.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, homossexual? Não foi só coisa de criança. E quem poderia me orientar? Só o tempo. Eu precisei mergulhar na podridão para conhecer a pureza da raça(!). não tinha mãe, tio, avó, avô, ninguém que pudesse me dizer o que era isso. Eu só via as pessoas atirando pedras, condenando quem já estava pelo sistema. E de censura, eu estava cheio. Passei parte da minha adolescência lendo livros de psicologia e conduta sexual. Se não tivesse sido isso, seria pior a minha situação. Os artigos, as matérias me levavam a fonte do homossexualismo e por mais que fosse claro, eu recusava e pensei que fosse apenas uma fase. Até porque quando veio o impulso de beijar o Téo, li que era normal uma atitude dessa nesse período de  descobertas. “O germe estava apenas despontando” – diria um amigo. As pessoas não precisariam saber. Aqui estava mais um dos erros. Isso é bobagem. Todos sabiam e fizeram aquele velho jogo de hipocrisia. Eram hipócritas eles que fingiam não  saber e eu que fingia acreditar nisso. E quando as pessoas chegam perguntando: - cadê a namorada? Ninguém pergunta isso inocentemente, então diga o que elas querem ouvir. Sim, eu o amava e precisava vê-lo para dizer. Escrevi para a minha mãe, pedi que conseguisse o endereço dele, mas ela não iria fazer isso e não fez. Ora, se não fosse com ele, seria com qualquer outro, naturalmente. Esse qualquer é terrível! Não sei como suportei essa distância, essa fadiga que me açoitava sempre todas as noites. Quando é um sentimento que pode ser exposto, a gente conversa com um primo, uma prima, sei lá. Mas esse? Restava as horas tolas e perdidas para eu sonhar.  Bom, todo sentimento pode ser exposto sim, mas não vale a pena expor o que há de bom em nós, quando o meio social, não merece que nos revelemos. Que horror! Eu estava condenado. Era isso o que se passava pela minha cabeça. Sem o menor efeito dramático, não sei como não me suicidei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-7359543474793354403?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/7359543474793354403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=7359543474793354403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7359543474793354403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7359543474793354403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/ningum-me-fez-tanta-falta-quanto-esse.html' title='Ninguém Me Fez Tanta Falta Quanto Esse Adolescente'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-329443140068604718</id><published>2008-02-17T07:15:00.000-08:00</published><updated>2008-02-17T07:23:22.969-08:00</updated><title type='text'>Rastejando o Tédio de Suas Carnes Inflamadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                                                                   &lt;span style="color:#ff0000;"&gt; Sobrevivi, posso contar.”&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pai dele tinha um depósito de algoodão, e nós estávamos lá. Nossos corpos lutavam, nossos olhos se devoravam. Ninguém disse uma palavra. A tarde era quente e logo nossos corpos suaram. Alguns momentos, ele cerrava os dentes tentando me vencer. Eu poderia definir aquela jogo de corpos como uma luta viçosa. Havia a possibilidade de estarmos agarrados por outro motivo. Sentir o peito daquela pessoa de quem se gosta é fato que não se narra para não empobrecer a magia. Isto foi a felicidade, houve uma poesia a contorcer-se em nós. A nossa luta ainda se dava e ninguém vencia ninguém, só o prazer de estarmos agarrados dominava a tarde. Quando as coisas não são vividas abertamente e de uma maneira completa, mais tarde nos deixam impotentes. Em seus olhos eu li o que estava escrito no convite. Aquele olhar de brilho encandescente me chamava... me chamava... me chamava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os dois estavam vencidos – caidos sobre as baganas, em um quarto sem ventilação. Naquela hora de alguma forma ele foi meu. Muitos desencontros foram causados por mim. Homens que amam demais estão sempre se culpando. Depois disso nada teve graça. Tudo foi desencontro assim como a infância. Esse velocímetro esteve em uma fase de sua vida ao meu lado. Foi isso o que mais tarde eu disse para quem perguntou o que acontecera entre nós. Não fomos capazes, ou melhor, eu não fui capaz. O Themístocles foi outro colega de todos nós nessa mesma época, ele me disse que fazia sexo com as bichas velhas da cidade, e que o Titico era um deles. Todos decadentes, homossexuais afogados na própria sexualidade, rastejando o tédio de suas carnes inflamadas. Eles provavelmente nunca deram um beijo na boca nem tiveram um contato mais humano (Deus livrai-me de tal sacrifício!). sim, uma tarde, Themístocles e eu fomos ao sítio do meio, um açude distante da cidade, e no caminho nos masturbamos frente a frente. Nos olhávamos, enquanto o gozo não chegava, a distância de quatro metros aproximadamente. Esse meu amigo era um dos maiores frequentadores da casa dos deserdados: Titico, Zé Galinha e companhia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse período, o Téo namorava a Priscila que teve dúvidas em relação a sexualidade dele, e veio saber de mim, essa verdade.&lt;br /&gt;                                   - Priscila, por que perguntar isso a mim?&lt;br /&gt;                                   - Vocês estão sempre juntos, são amigos.&lt;br /&gt;                                   - O  Teó está afastado. Quase não tenho conversado com ele.&lt;br /&gt;                                   - Caio, você sabe o que as pessoas comentam, não sabe?&lt;br /&gt;                                   - Priscila, sei.&lt;br /&gt;                                   - Então?&lt;br /&gt;                                  - Você gosta dele, ele é seu namorado. Não vejo porque                                     &lt;br /&gt;essa preocupação. E também eu não sei. A pessoa ideal para lhe responder é ele.&lt;br /&gt;                                   - Caio, me diga por favor.&lt;br /&gt;                                   -Eu não sei.&lt;br /&gt;O Téo nunca deu abertura para que conversâssemos essas coisas. Talvez tenha dado, eu que o respeitei demais. Uma vez, ele me disse que o filho do dono da padaria foi tomar banho em sua casa e se masturbou... nada mais. Essa história todos sabiam, mas a versão contada era outra. Eu que cheguei depois acreditei nele e fui escolhido para sua vingança não planejada. Fim de ano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-329443140068604718?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/329443140068604718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=329443140068604718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/329443140068604718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/329443140068604718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/rastejando-o-tdio-de-suas-carnes.html' title='Rastejando o Tédio de Suas Carnes Inflamadas'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-7129607455699182160</id><published>2008-02-15T06:39:00.000-08:00</published><updated>2008-02-15T06:42:09.299-08:00</updated><title type='text'>Sangrava o Apetite, E Sozinho Não Me Censurei....</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 11.9pt 6pt 14.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;Eu era criança, e quando o encarei pela primeira vez, vi em sua imagem alguma coisa confusa, indiscrítivel. Era como se colocasse uma carola frente a frente como o demônio., mas isto tudo fazem vinte e quatro anos. Eu olhava, embora não gostasse do desenho. A beata não tem força para fugir do pecado. Ele era branco, magro, estatura mediana, tinha os cabelos crespos pintados de louro, usava sempre camiseta. Lembro de seus tamancos combinando com sua sombra azul, e no pescoço uma bela bijouteria, as inesquecíveis gargatilhas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 11.9pt 6pt 14.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;, fui com minha mãe na casa dos pais dele, e o avistei no alto, entre os canteiros. É certo que havia a curiosidade – diziam que era uma criatura abandonada por Deus. Parecia diante de mim, um quadro onde o pintor inexperiente não mistura bem as tintas e a tonalidade das cores sai distorcida. A mamãe foi muito desagradável ao perguntar a mãe do rapaz se ela não tinha desgosto. A resposta foi imediata e tão cínica quanto a pergunta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 11.9pt 6pt 14.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Não sei o que as pessoas vêem de esquisito no Francisco... eu não vejo nada. Ele tem uma namorada em Fortaleza, e vão se casar. Não entendo porque as pessoas gostam tanto de falar da vida dele&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt; – finalizou. Essa conversa das duas foi exatamente em &lt;st1:metricconverter productid="1980. A" st="on"&gt;1980. A&lt;/st1:metricconverter&gt; história se repete: alguém sempre é indiscreto e um outro se faz surdo e cego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 11.9pt 6pt 14.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Lá em casa tinha muitos discos, e eu passava horas olhando o rosto dos cantores. Sentia desejo pela fotograsfia. O rosto. O olhar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A pele. Eu beijava essas fotografias e acreditava que o beijo era verdade. Sangrava o apetite e sozinho não me censurei. Isso foi bom, fazia bem, então, era só ninguém saber. Manter segredo e assim realizar a minha fantasia de menino baitola com freio – meu trauma Freudiano. Também na casa da minha avó&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;existia outra coisa que me atissava, uma caixinha com algumas bijouterias, e havia um par de brincos com pressão. Era a glória quando a vovó ia para o rio e me deixava sozinho. Eu imitava a minha mãe conversando com as amigas. Que coisa! Que pensamento atingia meus sete anos. São situações que escondi dos outros, não de mim. Coisas que os anais da minha infância consagraram. Hoje essa vontade passou, mas quando criança eu quis ser mulher. Sempre que brincava sozinho, imitava uma mulher: Gal Costa, Elba Ramalho, Gretechen. Ainda alcancei a era colorida do disco, e isso ficou em mim – a fantasia das plumas e paêtes. Oito anos de idade e o sexo aflorava dentro de mim, assim como um mississipe &lt;st1:personname productid="em chamas. Tive" st="on"&gt;em chamas. Tive&lt;/st1:PersonName&gt; desejos obscenos. Quando olhava um homem. Imaginava logo o pênis dele em minha direção, e fugia deixando tudo no mundo da imaginação. Eu temi ser parecido com o Titico, foi um trauma absoluto. Havia um pavor. É tanto que genuinamente fiquei feliz, quando vi em meu corpo alguma perspectiva de ter pêlos. Pensava eu que ter o peito cabeludo era coisa de macho. A minha irmã tinha umas bonecas, e eu as batizei.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Conversava isso abertamente com a minha mãe. Ela deve não lembrar ou não ter dado importância a esses diálogos tão valorosos, eram eles que formavam a minha conduta perante as pessoas. Quando criança fui um mini-gay assim como todos os outros que se assumem mais tarde. Dentro do sistema que vivi, eu fui transgressor da realidade. E agora me dá ânimo falar isso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-7129607455699182160?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/7129607455699182160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=7129607455699182160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7129607455699182160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7129607455699182160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/sangrava-o-apetite-e-sozinho-no-me_5181.html' title='Sangrava o Apetite, E Sozinho Não Me Censurei....'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-2743974851001161796</id><published>2008-02-14T13:33:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T13:37:26.368-08:00</updated><title type='text'>Eu Não Poderia Ser Gay</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Sopra o vento norte&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde a canção me leva...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Frase melhor é impossível! Eu estava voltando para Vila das Flores, um ano depois, para ficar. Por quanto tempo? Quando saimos de uma cidade poluida e partimos para o contato com a natureza, existe uma mudança brusca em nossa respiração, parece que as narinas e o pulmão se enlarguecem. Assim era essa volta. &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Como seria nosso reencontro? Muitas perguntas acabam nos deixando agitados. O encontro era indispensável, ia acontecer. O frio me consumia todo. Algo muito estranho soqueava a boca do meu estômago, mas esse regresso à cidade&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;natal foi marcante em minha história. Era ele, o tremor de minhas carnes. Seria o Téo, o elemento incitador do meu desejo? O filho da professora coloriu a minha adolescência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O sol e a lua na roda da fortuna&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Estávamos nos aproximando lentamente... ele era a minha atração e essa atração tinha o mérito da longevidade. A cidade deu &lt;st1:personname productid="em cima. Não" st="on"&gt;em cima. Não&lt;/st1:PersonName&gt; compreendíamos o que falavam, para todos éramos gays, amantes, namorados. Cheguei mesmo a pensar em pular essa fase, mas é inapagável. Agora estávamos conscientes sobre o que pensavam a nosso respeito. A minha mãe não queria que fossêmos tão próximos, disse que as pessoas eram maldosas e poderiam pensar mal de nós, mas ela ignorava a fera sedenta que vivia dentro de mim. Numa manhã, entrei em seu quarto, ele dormia, excitado, em uma rede. Emergiu o desejo de partir para o contato fisíco, mas aquilo veio como uma bomba. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Meu Deus! Não. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;Eu não poderia ser gay. &lt;i style=""&gt;Será que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a cidade tinha razão? Será que apenas eu não sabia? E por que que eu tinha tanto tesão em homem? &lt;/i&gt;Ele acordou e pediu que eu saisse do quarto enquanto trocava de roupa. &lt;i style=""&gt;Por que isso?&lt;/i&gt; O Téo sempre foi muito reservado. Vila das Flores era conhecida na região como a cidade gay – tanto homens quanto mulheres. É possível que nem fosse, o que acontecia era que as pessoas manifestavam suas vontades. Nos anos setenta já existia travesti. Um homem assumir praticamente em um povoado a própria homossexualidade é muito peito. As pessoas não tinham estrutura para conviver com essa realidade, mas o Titico dizia que na capital era conhecido como Terezinha, nas discotecas; mas que em Vila das Flores, as pessoas poderiam chamá-lo de Francineuda. Ele achava que arrebentava a boca do balão e estremecia a discoteca. Levando em conta a sua realidade, o Titico foi muito importante para a evolução gay de Vila das Flores, e deveria estar para nós (a região), assim como Leila Diniz está para a evolução do Movimento Feminista do Brasil. Depois dele, outros vieram mas ele foi pioneiro em assumir-se travesti. Seus antecessores não manifestaram a própria sexualidade, para os próprios isto foi assunto proibido. Agora nesta década surge o Titico para povoar em tantas mentes o que depois Sônia Braga relançou em Dancy days. Ele deveria ser reconhecido como patrimônio das diferenças sexuais do lugar onde nasceu. Digo isso como provocação porque sei que as pessoas o desprezam, o ignoram, o enxergam como sub-raça. Mas é certo que sua contribuição foi mais cidadã que a de qualquer político e qualquer religioso que cheiraram o mofo da hipocrisia ao decretar seus interesses sócio-cultural da cidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-2743974851001161796?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/2743974851001161796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=2743974851001161796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2743974851001161796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2743974851001161796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/eu-no-poderia-ser-gay.html' title='Eu Não Poderia Ser Gay'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-2943481634970865641</id><published>2008-02-13T08:53:00.000-08:00</published><updated>2008-02-13T08:59:41.877-08:00</updated><title type='text'>Um desabafo Que Se Traduz</title><content type='html'>Amores marginais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A intenção desse livro é que você se perca e se encontre, se deteste e se conheça, no sentido da figura de linguagem, sem precisar se expor aleatoriamente. Porque a vida não é aquilo, é isto; ou a vida não é isto, é aquilo. É a síndrome do que está próximo. Pode ser que seja a alguns olhos, cruel. Mas é o contexto real. Não caia na esparrela do glamour, é  falsa a maioria das intenções. SE POLICIE AQUI. Falo por experiência consumada. Alerto, contra os becos da desgraça do impróvavel já provado. Venere uma verdade, podemos intrasitar o verbo – Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está lá no Grupo de Irmandade A.A – escrito: “Não entre em controvérsia, evite o primeiro gole. E anotei em uma agenda velha, tão velha quanto o desejo: “O Grupo de Irmandade H.A alerta: - não entre em controvérsia, evite o primeiro banheiro, a primeira praça, a primeira avenida, a primeira traição e a primeira esquina. Evite o cinema, a promiscuidade, e não queira evitar a primeira paixão. Não cale na boca o primeiro amor. É tão digno dizer te amo a um homem quanto a uma mulher. Não é e nem pode ser vergonhoso. Não faça de sua sexualidade uma tortura, nem tão pouco deixe que a torre da destruição seja lançada sobre sua consciência. Não adianta o desespero, somos assim, estamos marcados. Agora é limpar a mente das pessoas para que elas possam enxergar o que somos: pessoas comuns, iguais com defeitos e qualidades.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugir da força de um desejo pode ser a construção do trampolim para a morte. Esse livro é de certa forma para principiantes(?), pais e qualquer um que tenha o mínimo de sensibilidade para a questão que ainda assusta os lares e as famílias. Assusta principalmente a consciência de muitos que não sabem separar o homossexualismo de uma bomba atômica. Será que o próprio homossexual sabe? Dizer que o homossexualismo é doença; é cretino e anti-racional. Nem era mais para existir essa classificação. Somos gente que expressamos a harmonia de nossa natureza. Se o mundo está em desarmonia ou se assim foi fabricado, não devemos nós entrar em conflito para ficarmos em igualdade. Vinte anos depois, não vou tentar encontrar uma resposta, mas pensarei como foi, como é e como poderia ter sido. Há uma preocupação em relação a conduta sexual, já que eu faço parte dessa mesma história. E não dá para voltar... isso não existe. Embora muitos se enganem, eu preciso da verdade ainda que doa mais. Parece que a minha conscientização se aproxima e é preciso olhar a realidade desencontrada. E mesmo sem buscar essa resposta, ela virá. O importante é não haver enganação para ninguém. Estamos todos no mesmo barco – manuseados à discriminação. É claro que existe o opressor, porque alguém está disposto a fazer o outro papel que é o  oprimido. É claro que um ou outro pode contestar a minha tese. Há quem prefira advogar em causa própria. Quando falo de um travesti, não falo de um indivíduo só, mas de todos que estão à corda bamba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu irmão era querido por todos, ativo, imediato. Eu tive o sentimento de rejeição. E como fuga comecei a me isolar das pessaos e das coisas. Claro que isso começava a se intensifcar: eles me deram o papel e eu comecei a cumprir uma função que me fazia mal. Eu era um patinho feio que parecia engraçadinho para os estranhos, mas um dia o patinho cresceu e virou um belo cisne. Sempre fui apegado a minha avó materna e gostava de ir para o sertão onde ela morava. Os finais das tardes eram nostálgicos mas exerciam um fascínio sobre mim. Eu adorava ver as cabras chegando para dormir, e eu correr atrás dos cabritos, brincar com eles. A noite, olhava a escuridão sem fim e tentava alcançar o mais distante barulho dos grilos, dos sapos, e do vento. - A noite tem mistérios – e pensava que quando crescesse, enfrentar o mundo seria como atravessar aquela escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-2943481634970865641?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/2943481634970865641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=2943481634970865641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2943481634970865641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2943481634970865641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/um-desabafo-que-se-traduz.html' title='Um desabafo Que Se Traduz'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-4445636109226692318</id><published>2008-02-12T14:02:00.000-08:00</published><updated>2008-02-12T14:06:38.762-08:00</updated><title type='text'>O Instinto Não Se Engana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E terminou assim! Arrancaram de minhas mãos alguma coisa que seria vital à minha infância. Era extremamente necessária a infantilidade para brincarmos e só. O tempo se encarregaria do resto, passionalmente. A separação dos meus pais veio atrapalhar o romance dos anjos. Paz.&lt;br /&gt;Apertamos nossas mãos – eu jurei não mais brigar com ele. Sim, eu necessitava de sua amizade. Quantas vezes, eu me percebi a observá-lo com fascínio. Instinto. Um dia, estive sozinho com ele e... quase. Havia um segredo. Não, eu tinha varios segredos, e um deles parecia estar à vista. Com o passar dos anos, aprendi que o bom sedutor nunca revela sua arte. Eu não fui tão bom assim, se fosse não teria deixado vazar a verdade, mas o meu primeiro encontro com o Téo ficou marcado por uma razão bem simples: O instinto não se engana.&lt;br /&gt;                            Parece que foi ontem!&lt;br /&gt;Eu não tinha a menor consciência do que um homossexual significava para a luxúria da sociedade. A única coisa que eu me conscientizava era que havia um prazer em ver o menino que fazia parte  - indiretamente – da minha infância e depois da minha adolescência (assim como William Shakespeare faz parte da dramaturgia inglesa), e que nesse intervalo de tempo não éramos mais colegas. Eu estive em outra cidade, e isso me fez falta. Esse reencontro aconteceu para que eu reouvesse essa interrupta passagem. As férias acabaram e eu já não era o mesmo. Havia me apegado à cidade e as pessoas. Enfim, voltei para encarar as minhas tentações. Caiu a tarde, o Téo vinha do colégio e fui ao seu encontro. Ele se distanciou dos colegas que vinham em sua companhia, e me sorriu. Eu precisava ir embora.  E pela primeira vez, ainda que negue, ele ficou com os olhos lacrimosos. Eu quis ficar junto dele – é preciso reforçar essa idéia.  Pedi a minha mãe para deixar que eu ficasse na cidade, mas não foi possível. Eu estava encantado. Nessa tarde, o Téo e eu... Sabe o que é o silêncio falador? Haviam pêsames  em nossas almas. Ele não disse nenhuma palavra nem eu, também não precisava. Precisava, porque é sempre bom ouvir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Téo, eu te amo. Eu deveria ter dito. Ele sabe que em silêncio eu disse muito mais que isso. Em nossa despedida não nos tocamos nem apertamos nossas mãos. “As flores do jardim da nossa casa morreram todas de saudades de você.” Esse dia foi poético. Tive o desejo de abraça-lo e me contive. Um abraço é um gesto tão natural. Sim, muito natural para quem não tem nada a esconder.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-4445636109226692318?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/4445636109226692318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=4445636109226692318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4445636109226692318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4445636109226692318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/o-instinto-no-se-engana.html' title='O Instinto Não Se Engana'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-7973073321378239472</id><published>2008-02-09T14:16:00.001-08:00</published><updated>2008-02-09T14:21:55.516-08:00</updated><title type='text'>Assim Tudo Começou - Inocência e Desejo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;             Caio aparece de perfil, em uma contra luz... está despido... depois mergulha no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui sentenciado a pagar o alto preço de amores marginais. Não me odeiem, por contar nossas verdades. É assim que você me quer, é assim que você me pinta. Antes eu queria apenas uma poesia, um poema, uma declaração de amor, mas veio o inevitável – desejo de confessar. E confessei o que eu mesmo não quis acreditar. Tudo veio como idéias, idéias invadidas pelo raciocínio. Chega um instante em que nós falamos ou morremos aos poucos. Por isso sinto uma parte de mim, morta, incapaz! E mergulho nisso para reencontrar o mínimo que ficou perdido. Sempre fica alguma coisa. Há dias terríveis de silêncio eterno em que não sabemos o que fazer e toda essa tortura é inútil. E chegou o tempo d´eu sair da toca.&lt;br /&gt;                                                                             Assim tudo começou – inocência e desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei para quê nasci, mas aqui estou. É muito brusco começar assim, mas tudo foi muito rápido. Precoce. Quando nascemos, os nossos pais fazem planos para nossas vidas. São nossos “donos” e esquecem que logo teremos vidas próprias. Quase sempre uma maioria tenta se realizar através dos filhos, construindo seus sonhos acima da formação individual de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu já nasci assim. Quanto mais puxo pela memória, mais vejo o desejo antigo. Na casa da minha avó materna, a minha tia passava baton na minha boca; eu gostava e morria de medo que o meu pai soubesse. Mas ele sabia. Todo mundo sabia, menos eu. Uma vez, um rapaz que trabalhava com ele viu. Era final de tarde, no sertão. Tive medo de voltar para casa. Eu tinha quatro anos, devo ter apanhado por isso.  São imagens remotas, distantes, e por isso incapazes de estarem nítidas. São acontecimentos que ninguém nunca ousou refrescar a minha memória, mas que eu guardei como sobras do que se foi. Quando criança calei, abafei o que gritava em mim, por medo do mundo, do pai, da mãe. E como é difícil chorar em silêncio! Que coisa terrível o ódio de um filho pelo pai. Só sei que o desejo é incógnito, nunca sabemos onde e nem quando aflora. Sim, eu preciso ir até o fim. Doa a quem doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                               ...e assim se passaram longos anos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            Àquela noite, meus pés á beira da praia, o vento também frio no meu rosto, eu louco de desejo. No coração, uma  sensação estranha: saber que um dia, tudo poderia acontecer e essa preciosidade, que tanto deixei escapar, voltaria para mim. Não seria isso, depois de tantos anos, uma canção perdida? Que importância tem isso para quem acredita na ilusão? Só um nome adoçava a minha alma – Téo. Esse nome era como sopro de mágica. Pra quê voltar ao passado? Talvez agora ele diga. Eu responderia que a nossa história é o passado. O presente é só meu porque estamos distantes. Eu confesso esse sentimento. E foi duro chegar a essa conclusão de amor e susto. Não foi só coisa de criança. Tudo veio despontar mais tarde.     Aqui, quando eu menos esperava. Em l987, fui passar as férias de julho em Vila das Flores. Voltei para amar o Téo, assim como não amei a mim mesmo, ou para reencontrar meus sentimentos encalhados à infância. Por uma razão ou outra, esse adolescente  foi o ápice do meu delírio gay! Éramos adolescentes, mas algo muito forte havia marcado o nosso primeiro encontro. Ainda não tinha completado sete anos de idade, e fui matriculado na escola estadual. No primeiro dia, logo no primeiro olhar, foram perturbadoras as sensações quando entrei na sala de aula, vi o Téo pela primeira vez. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu estava hipnotizado e não tinha consciência disso. Ele estava sentado com o pedro, que me chamou para sentar com eles. Fui e não olhei nos olhos do Téo. Tudo nele me chamava atenção e de uma certa forma, me deixava intimidado. Havia um fascínio absoluto! Sem vergonhice? Logo cedo, também menino, a imagem de um homem me fascinava. Dizem que crianças não têm apetite carnal. Eu tive. O máximo que eu consigo atingir são meus quatro anos de idade, e lá eu já admirava o masculino. Quanto mais maduro o homem, mais interessante parecia. Era fantasioso, isso me excitava, mesmo nunca tendo visto um nú. Dizem também  que até os sete anos todas as crianças são anjos, não têm pecados.Verdade?Não sei, mas eu sentia vergonha disso, e guardava só para mim, esse apetite ainda sem malícia. Quem sabe! Talvez, eu já despertava a minha sensibilidade para o que mais tarde fora evidente. Esse sentimento pelo Téo, sobreviveu parte da minha vida, foi íntimo de minha alma, assim como as noites solitárias que vieram com o passar dos anos. mas não me arrependo, se as circunstâncias fossem as mesmas, eu o amaria com um amor voraz. Só que de uma forma concreta. Na infância, fui afastado dele da maneira mais brusca possível, na hora do recreio, eu saí da sala de aula para brincar e não voltei. Uma semana depois fui levado para Santa Catarina. Não sei se foi a melhor coisa... e não foi. Tudo começou errado, talvez fosse importante ficar  na escola e seguir o curso natural das coisas. Deixar que acontecesse o mais provável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-7973073321378239472?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/7973073321378239472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=7973073321378239472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7973073321378239472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/7973073321378239472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/assim-tudo-comeou-inocncia-e-desejo.html' title='Assim Tudo Começou - Inocência e Desejo'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-6325478496216680087</id><published>2008-02-08T12:26:00.000-08:00</published><updated>2008-02-08T12:55:22.798-08:00</updated><title type='text'>Introdução a Amores Marginais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Amores Marginais! O que vem a ser amores marginais? amores silenciados em becos escuros, em vielas, em favelas, em mesas de bares ou mesmo em mansões? amores marginais é o que corre nas veias de todo ser que arrebenta os padrões, que surrupia a moral imposta. Amores Marginais é isto que eu culpo como revelação de mim mesmo, é isto que eu declaro sentença da sexualidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tanta coisa é imposta pelo sistema, pelo impostador da regra social. Mas dentro do transgressor isto se torna menor, quando a verdade vai de encontro a ela mesma. Ninguém completamente feliz mantendo vinculo com a falsidade ideológica da sociologia humana. Regras foram quebradas, as virtudes e os valores são mutavéis. Por isso ainda que a marginalidade do desejo se expresse dentro nós, segundo os moralistas de plantão, nós não devemos abrir mao dela. Somos assim, estamos assim por fatores reais que nos impulsionam e foram impulsionados pela natureza humana. Registrar aqui meus amores, meus temas marginais, é na verdade uma declaração de amor que faço a mim mesmo, na certeza de me auto conhecer, na versão oficializada por meus desejos consagrados e sagrados segundo meus principios. O maior principio vindo de mim, são a oficialização e outorgação nascidos de meus eus e de meus ais na pele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em um passado não muito distante, a crença em meus mitos cristãos, me fez sofrer, por pouco não me entreguei a fé e a crença falsas de valores com significados vazios, mas que até então eram valores impostos por meus ciclos sociais e humanos.  Precisou vir a dor, o medo de ser o que eu era, para eu entender, que só restava um caminho... e por mais que hoje o caminho não escolhido, mas seguido, tenha sido o mais dificil, eu posso sem nenhuma falsa aparência dizer: Ou eu sobrevivia carregado de culpa imposta ou eu romperia com labirintos na busca de minha propria alternativa. Nasci homossexual, não tive escolha, ninguem tem. Nascemos. E já que isto é redundante, eu afirmo, rompi com as crenças e lendarios focos do cristianismo, mas não rompi com a humanidade que carrego dentro de mim. E digo carrego, porque isto não é fardo que me levará a algum tipo de salvação. Carrego em mim, atos humanos porque esta é a minha essência....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me adiantaram regras condenavéis. Elas se espatifaram assim com uma vidraça já sem serventia. E no entanto, transcrevo minha alegria, que é me esvaziar de qulquer remorso em relação a isto: ser homossexual.  Amores Marginais me alivia, por ter sobrevivido e não esconder a minha versão sobre isto.  Isto é uma realidade  e nunca por nenhu moento deixarei que alguem por virtude ou por prepotencia arranque minha identidade.           &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-6325478496216680087?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/6325478496216680087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=6325478496216680087' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/6325478496216680087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/6325478496216680087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/introduo-amores-marginais.html' title='Introdução a Amores Marginais'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-5923575078059944679</id><published>2008-02-06T12:11:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T12:26:08.864-08:00</updated><title type='text'>"O Poeta Aponta a Lua, O Idiota Vê o Dedo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desculpe, meu amor, mais você precisava saber disto. Você me pediu para não cessar minha causa, naquela mesa de bar, você ainda parecia meu. Depois a curiosidade levou você para longe de mim. Não adianta aqui uma quebra de braço. Serei passivo diante esse fato. Assim eu sofrerei menos ou sofreria. E cada vez que você for nessa estrada fascinante, a iluminar os pedregulhos, que você falsamente acredita serem reais e cheios de brilho você está a sucumbir. Eu cesso a causa, eu cesso a luta. Eu perdi, o meu bem mais precioso: você. Mas não lhe condeno por causa alguma, e quando não compactuo com sua amizade é por que sei que não há motivo para amenizar os fatos. Espero que um dia qualquer, você caia na real, e possa perceber que a vida não é isto que hoje o leva, que o hoje  encanta. O valor dado as pessoas deve ser prioritário. Aprenda isso, hoje saio da cidade, para me reencontrar, para me salvar de labirintos que criei na idealização de encontros maus logrados. Amo você. Não esquece disso. E saiba que a importância que lhe dedico é fidedigna a visita que um dia o farei... talvez um dia, tenha certeza, eu o visitarei com um ramalhete de flores. Ou quem sabe com uma palavra amiga cheia de surpresas que lá fora não surgiram. Não o dedico mais o meu amor, e sei que o amo. Mas sua incapacitada é sua e não posso fazer nada para que ela desapareça. Guarde o meu ultimo abraço, assim como eu guardo as belas tardes, as noites que tivemos de inteira cumplicidade. Um dia quem sabe, talvez você aprenda a amar... e que nesse dia a mentira não esteja presente para que não fique nos ouvidos de seus futuros amantes a verberação que fica agora em mim: você é um grande mentiroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de dizer também que você não é culpado, e que é sabido pela história da civilização que cada um só pode dar aquilo que tem. E infelizmente você teve muito pouco para me dar sentimentalmente. Eu não estive errado por querer mais. Siga em paz!  Tudo isso começou naquela mesa de bar, você tentou me convencer a escrever. E eu escrevi. Agora  sinto a nostalgia dessa tarde em que escrevo. Mas percebo que aqui realmente mais um capitulo chega ao fim. E se haverá um vale a pena ver de novo não sei. Acredito que não. Mas uma história entre nós dois existiu... e só o tempo dirá se as cenas memoráveis serão definhadas por nossas memórias, talvez ingratas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um beijo. E espere que um dia eu lhe dedico um ramalhete de flores. Levarei flores ao seu tumulo. Isto lhe parece e é dramático, mas dentro dessa dramaticidade há todo um bem que só assim se explica. Não há nada mais poético do que levar flores ao tumulo do ex amante. Não veja isto como insulto, juro que não é. Nisto há ainda toda a ética, o cuidado que semeei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Juro que eu beijava o seu corpo, o seu cadáver para provar que eu fui digno de você. Mas enfim, a nobreza de um homem é inexistente quando falta  o motivo do outro. Será que escrevi a você o ultimo sopro com brilhantismo? Aqui eu faço e interpreto o meu ultimo monólogo.  Será que entre nós existe ódio? Ou mágoa? “O ódio é muito próximo do amor”.   Temos um dever impar que é nunca fazermos mal um ao outro. É com tristeza e peso que fecho isto. É um pedaço de mim, que desaparecerá agora na despedida. Sinta o meu beijo no seu olho esquerdo... sinta, sinta com o mesmo sabor que sentira outras vezes.  Ofensas foram inevitáveis. Eu envolvido no apego, senti a sua indelicadeza. Indelicadeza sua me pedir para corrigir uma carta que você direcionava ao seu novo rapaz, indelicadeza sua falar ao telefone  com seus ficantes e mesmo tentando disfarçar eu percebia. Mas é sabido ainda que isto é uma questão educacional.  Fomos no limite. E nesse limite a mágoa foi particularidade.  Todas as coisas que nos foram proporcionadas de uma forma negativa, é possível que um dia nem você nem eu gostaria de passar. Saiba que todo o universo é regido pela mesma lei. Pelos mesmos códigos filosóficos do sentimento. E sentimento sentido deveria ser sentimento respeitado. Em nome disso em lhe disse: fora! Você não tem mais nada que eu possa admirar.  Quando eu queimei o seu namoradinho foi proposital, o rapaz nem tinha culpa, mas eu quis naquele momento também, lhe ferir. E não tenha duvida naquele momento você já estava fora da minha vida. Na minha vida simples não há espaço para  canalhas, e gentinha mal educada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que o ser humano deve ser igual ao cedro que perfume o machado que o derruba. É bom que você aprenda isto. Eu sou todo um jardim, e você apenas uma papoula murcha que se perdeu no córrego poluído. Entre nós não há nenhuma possibilidade de uma amizade, de um afeto. Ainda estou preso entre a mágoa e o nojo, mas preciso ainda lembrar que falei em perdão. E preciso consertar isso dentro de mim. Para que não seja guardado nenhum arquivo preto. Fique junto dos porcos, e coma do mesmo farelo. Fique junto dos assassinos de alma,  junto dos chantangistas da honra alheia porque a sua moral é isto. Igual. Vocês são todos da mesma argamassa, feitos da mesmo argila. Escrevo isto para lhe punir, para aviltar todo a bem querer que ainda lhe dedico. Eu não posso querer bem a você, eu não posso esquecer que faltou respeito. Que você segundo a sua própria mãe é um ser egoísta, mentiroso e mesquinho. Ninguém é obrigado a amar ninguém, mas é essencialmente necessário o respeito.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só espero que um dia você se encontre e seja mais homem, mais gente, mais voltado  para a dignidade e valorização pessoal. Ei, o cara legal que você conheceu foi embora, você percebeu?  &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;em&gt; final do artigo francamente......&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-5923575078059944679?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/5923575078059944679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=5923575078059944679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5923575078059944679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5923575078059944679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/o-poeta-aponta-lua-o-idiota-v-o-dedo.html' title='&quot;O Poeta Aponta a Lua, O Idiota Vê o Dedo...'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-877512480745772909</id><published>2008-02-03T05:41:00.000-08:00</published><updated>2008-02-03T05:44:00.279-08:00</updated><title type='text'>Vale a Pena Ver de Novo</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;O título lembra novela da Rede Globo de televisão. Lembra aquela história de amor que se repete.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Em nossas vidas quantas vezes&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;paramos para pensar nisso, e ter a certeza que vale a pena ver de novo? Ver a pessoa amada, ver aquela criatura que mexeu com nosso instinto dando nos a certeza que é possível reinventar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;alguma coisa. É, estou falando de amor. É inenarrável a sensação de voltar aos braços da pessoa amada depois de um dia exaustivo. Ah, como isso é bom! Será que os amantes sentem isso ou apenas tentam cumprir o seu papel burguês? Pela manhã, um e o outro sai para o trabalho, pouco se falam, pouco se encontram. Essa frase não sai da minha cabeça: “vale a pena ver de novo”. Quem? Por que? Para que? Quando? Hoje, sempre, todos os dias. Todas as perguntas que se relacionam com as emoções devem ter respostas frívolas, energizadas,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;palavras polarizadas porque é só isso mesmo o que vale a pena: o amor. O respeito. Vale a pena, sim, ver de novo, abraçar de novo, beijar de novo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Nossas vidas têm o charme das novelas, os percursos vividos pelos personagens, e um tempo e outro, elas se mostram na tela para o anunciado vale a penas ver de novo. Nossas vidas não são diferentes. Na tela&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;realidade&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;colorida de imaginação.... mas a essência é a mesma. Quantas pessoas maravilhosas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;contracenaram com a gente neste palco acelerado&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na incerteza que é a vida? E onde elas estão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;agora? Será que não vale a pena revê-las? Procurar por elas? Vale a pena sim, nós mesmos não gostamos do “ver” porque somos ingratos, sem memória, muitas vezes nos falta a consciência... e ficamos nadando abobalhados em uma nova onda, em fatos que não são e nem terão porque serem históricos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;O passado não pode ser renegado. Sabemos disso melhor&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que qualquer outra pessoa. Pequenas falhas podem ser relevadas, grandes erros podem ser perdoados. Por que não? cada vez que a rede globo de televisão anunciar um romance que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;vale a pena ver de novo, eu quero&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;poder pensar na história protagonizada por mim. Quero voltar no tempo cheirando a presente e rever os amigos, renovar meu afeto por algum amante e não esquecer a ética, o cuidado, e principalmente a gratidão.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Só não vale a pena é ver a vida ser diluída no fracasso, na solidão, na punheta a um ou coletiva.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Vale a pena, sim, ver de novo, aquela pessoa linda, que nós escolhemos para amar, acordar ao nosso lado, é pensando no passado, em algum rosto que eu não esqueci, que faço essa reflexão: ah, como é bom&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;poder pensar isso: VALE A PENA VER DE NOVO.&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-877512480745772909?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/877512480745772909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=877512480745772909' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/877512480745772909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/877512480745772909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/vale-pena-ver-de-novo.html' title='Vale a Pena Ver de Novo'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-5901632596315616821</id><published>2008-02-02T12:03:00.000-08:00</published><updated>2008-02-02T12:06:26.310-08:00</updated><title type='text'>A Conscientização</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Eu ainda o amava, isto é quase inegável... E é quase porque eu sei que já tenho forças para negar ou disfarçar. E muitas vezes, eu havia resistido as propostas dele, as tentativas. É pena que eu aqui já conhecia esse homem e me percebia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ainda fortemente ligado. Mas como ele minimizou-se diante de mim, ele para ter meu respeito precisaria se agigantar. Acho difícil. Ou não acredito mais nisso. Eu na casa dele, o chamei para a minha cama, ele disse que estava com sono. Fui para a rede, e fiquei abraçado com ele. Ora era silêncio, ora pequenos diálogos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Por que nos desencontramos, eu me perguntava ou perguntava&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;qualquer coisa que pudesse vir como clara resposta. Mas quem pode responder?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Estávamos ali, ele parecendo mais meu, no ângulo do cuidado, eu abraçado com ele, assim como um pai acolhe um filho em seus braços. Quem de nós na ousadia do inevitável mandaria o outro ir embora? Ele me tirou da vida dele, ou melhor, rompeu qualquer compromisso. Porque a lei da oferta, o mercado visivelmente oferece coisa melhor dentro de uma concepção miseravelmente míope. Mas há latente alguma coisa entre nós mais que sexo, mais que carne. Nessa noite, eu queria que fosse realmente nossa despedida. Por isso não poderia haver nenhum desencontro para ela. Tudo tinha que acontecer na fluidez do incorpóreo. Espírito e apego, apego e verdades passadas por nós. Mas eu sei porque nos perdemos. O lugar lá fora tem poder, a sauna, o cinema, a boate. Eu o chamei de burro. Ele disse que eu era problemático. Será problematizar, prezar pela ética, pelo politicamente amoroso?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aqui eu poderia lembrar perfeitamente a mesma resposta que todos ouviram lá fora na hora de seus finais. Depois de nosso término essa era a terceira vez que íamos para a cama. Dentro de mim, há coisas que, por mais que ele me abra e me provoque, ele não as terá como respostas. O nosso convívio é silêncio. E dele, infelizmente eu espero qualquer coisa ruim, qualquer proposta desagradável. Apesar de eu saber que ele não é mal, que ele tem um coração gigante. Mas é um ser assim como o pai dele incapacitado. Meu ex namorado gosta de sexo grupal, a sauna ronda o seu universo. Infelizmente. A única coisa que para mim, foi surpresa, foi quando ele me escreveu uma carta bonita por sinal, poética e sentida. Mas sobre o comportamento dele, eu sei, nada pode ser surpresa. O mito já fora demolido. E eu digo isso com muita angústia, com muita tristeza, porque sei que é mais um que se perdeu... e fora vencido pelas regras do &lt;b style=""&gt;savoir vivre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Depois estivemos na cama novamente, ficamos abraçados, sentindo a respiração um do outro, tivemos um final de tarde agradabilíssimo, sentimos o cheiro um do outro. E ali eu disse não. &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Não posso mais me deitar com você.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Eu precisei ir para a cama com ele após nosso término, por dois motivos: um é que o meu corpo ainda o desejava, o outro é que eu queria testá-lo. Eu precisava saber se o nosso final se deu por uma questão sexual. Não foi isso, ele que não se contentava com um só corpo, infelizmente. E como eu lamentei isso. Mas eu não podia beijá-lo na incerteza de chupar um outro pau...&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Toda a tragédia humana, as grandes catástrofes acontecem por causa do homem. É, ele , o homem que propaga a miséria, que promove a destruição do que é belo. Isto é fato, desde o inicio da civilização(?) divulgado. Mas ninguém, nenhum homem quer enfrentar-se diante&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;da conscientização. É, ele, o homem que inflama o próprio homem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para a eterna concorrência, instiga o outro a se corromper, a perseguir-se incessantemente por&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nenhuma causa, e por tanto nenhuma utilidade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Aonde iremos parar? Porque chegar já parece impossível. Parar no sentido da coisa interrupta. O amor, já foi esfaqueado, estraçalhados todos os corações, arrasados os sentimentos. O sexo tão mágico, quente, intimista já não é mais. Hoje o sexo é coletivo, frio e mecânico. E já foi desvalorizado nos boxes dos shopping, nos boxes de banheiro das casas de forró. Não foi culpa minha. Eu estava no meu canto, ainda puro, quando o amor esvoaçava-se diante de caçadas, caçadores e espreitas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Lamentável é desejar um beijo na boca e saber que já não se pode beijar voluntariamente sem o medo do gosto do esperma desconhecido. Lamentável o abraço de nosso amante cheirando ao suor de um estranho perseguido&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;no cinema mais micha da cidade, impregnado de naftalina e desinfetante barato. Ele esquece o mito da qualidade que possui em casa. Lamentável&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;a ausência daqueles primeiros beijos longe desse &lt;b style=""&gt;“esgoto a céu aberto”&lt;/b&gt; onde&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;chegamos. Responde quem encontrar a frase mais dramática, eu já perdi a palavra mais&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;calculada e com o mesmo peso, a emoção sentida, já perdi na perdição dos amantes fúteis o sonho infantil. O sonho madrugador e primeiro. Por que esta privada&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;encharcada de gente bonita , bela e feia, e no entanto gente?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Saber que não perdi só, não é consolo, muito pelo contrário é monstruoso. É horrorosamente feia a batalha perdida. Onde está a solução para tantas buscas desenfreadas? Quem nevoou o amor gelando tantas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;camas, com algum corpo coberto por um lençol também frio? Eu sei que você sabe o que é isso. Eu sei que você já sentiu o frio dos lençóis. E sabe o quanto é impotente diante a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;situação. Algumas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;vezes ouvimos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dizer, alguém sempre&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;diz: - &lt;b style=""&gt;“Não, eu estou só, porque&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;não quero compromisso. É opção”.&lt;/b&gt; Mentira. Uma grande mentira. ninguém, nenhum de nós&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;quer estar só. Por que escolher o caminho mais difícil?&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Ninguém se anula gratuitamente. As pessoas gostam dessa coisa maquilada, e com um tom que soa falsamente. Nós&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;estamos só porque aquela pessoa que nós poderíamos esperar para o jantar, que poderíamos após&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o jantar conversar abobrinha, beijar o rosto antes de&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;adormecer, não veio, infelizmente. E de repente, veio e nós não&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nos demos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;conta disso. E ela foi embora para sempre!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-5901632596315616821?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/5901632596315616821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=5901632596315616821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5901632596315616821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5901632596315616821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/conscientizao.html' title='A Conscientização'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-60736224636943243</id><published>2008-02-01T03:40:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T03:42:46.853-08:00</updated><title type='text'>O Desejo Desafia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;br /&gt;O desejo pode e desafia qualquer intolerância. Uma vez, ele falou para Águida que gostava de mulheres e homens, e que se colocassem na balança, gostava mais de homens. Isto fora dito não em nome da verdade, não em nome do respeito, mas em nome da arrogância. É arrogante dizer certo tipo de coisa para quem nos ama. O sentimento é nobre quando fala de bondade.&lt;br /&gt;Seu Renato, hoje está com sua vida financeira comprometida, destruiu a carreira, a família, os amigos. Renatinho, quando esteve no interior, viu as anotações do pai em agendas, calendários, onde ele anotava o dia, a hora em que havia sido comido ou teria comido  alguém. Ele não anotou  um poema de amor, uma frase que tragasse a saudade. Seu Renato pensava em sexo, em quantidade, e esqueceu  não propositalmente,  mas circunstancialmente  o valor da coisa. Foi esquecida a leitura de si mesmo. E embora hoje, isto seja feito. Ele não terá mais tempo, o saldo agora será insuficiente. Foi  pedido ao Renatinho que o abraçasse, Renatinho o compreendeu mas não  o abraçou. Haviam  ao longos dos anos um acúmulo de silêncio e posteriores desafetos. Renatinho  não teve  amor de pai. Renatinho é gay e luta para não ser, aliás lutava, agora ele  circula em pointes. Inútil o verbo se consumindo como febre e fogo. Renatinho precisa aceitar e não correr os mesmos riscos do pai. E o pior é que corre. A  vulgaridade o ronda assim como o lobo ao luar... há dentro dele sangria, que desata. Renatinho abraça o legado do pai e o recebe com alegria indizível. Ele se acha experto. Mas uma hora ele vai saber onde dói a dor dos lençóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é garantindo pela constituição a todo cidadão, o direito de ir e vir. Tudo isto aqui falado, é falado por quem soube e sobreviveu. Por quem  testemunhou a conduta gay desvairada num esgoto a céu aberto... e hoje acredita que morre o último dos românticos. Último para esse instante porque ainda é maravilhoso saber que nesse mesmo instante um novo romântico nasce. Embora morra daqui a pouco  vencido. Mas ele é como a rosa tem o seu tempo de perfumar o mundo. Mas o tirano matará a poesia, o essencialmente necessário cada vez que a porta do submundo se abrir. Porque o idiota prefere ser aplaudido na chegada e vaiado na partida, saboreando suas lágrimas amargas.   Gays possuem as lágrimas amargas de Petra Von Can.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta olhar  um enfermo, que o grito de alerta se dá, se abre  em eco.&lt;br /&gt;Bobagem isso, vai, vai é um direito teu.&lt;br /&gt;Você tem toda liberdade de mascarar o rosto e desnudar o corpo. A alma  não é essencial para o vaidoso mortificado no fim. Mas mascarar esse desnudo é um processo  vagaroso, é  passo a passo, lento até  a velocidade se alterar. Ninguém pode citar regras, isto não. Não somos  modelo  para ninguém, e sim, hipócritas de alguém. Somos sexualmente pajés e não aceitamos  um papel coadjuvante na tribo. Queremos ser o maior, o mais desejado, o chefe, o líder sexual... e nisto foge toda a regra e todo o padrão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos que tomarem conhecimento disso, a isto não darão importância, porque eles sabem que não irão se salvar na cultura sexo-social... lamento por todos que vivem  a sexualidade  um esgoto a céu aberto. Quem de nós  conseguirá se salvar da vulgaridade promíscua ou da promíscua vulgaridade?&lt;br /&gt;É pena que a surdez seja  estúpida ou a cegueira uma canalhice humana praticada contra nós mesmos. Mas enfim! É sabido que em uma calçada  larga e   farta há um animalzinho abandonado, entregue ao medo e a fome, ao frio. E o que os homens de bem preferem fazer? Dá-lo de presente a carrocinha para que em algum posto  também frio, ele seja  forçado a desistir  da vida. Isto parece e é desencargo de consciência, quando o bom senso não diz acolher... Mas cada um é também livre para seguir seu próprio manifesto... É irônico ver  instituições de orientação sexual pregarem - Queremos  respeito! Instituições de orientação que não orientam nada. São pessoas que gritam no peito a promiscuidade e são imperceptíveis na junção do aviltamento com a falsa liberdade. Eles propagam a devassidão mascarada. Sejamos inteligentes para alcançar isto: “Fecho isto, todas as  cortinas, antes que a AIDS faça morada em mim, e se alastre em meu corpo assim como um estuprador se apossa de uma xoxota”. - Tamires Língua de Veludo, Travesti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo mais é o aviltamento já mencionado contra a inteligência pessoal, contra a ética do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje eu volto vencido para pedir para ficar aqui. Meu lugar é aqui, faz de conta que eu não sai.”&lt;/span&gt; &lt;br /&gt; &lt;em&gt;Cantada por Fáfá de Belém&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-60736224636943243?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/60736224636943243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=60736224636943243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/60736224636943243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/60736224636943243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/02/o-desejo-desafia.html' title='O Desejo Desafia'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-6478184939919597550</id><published>2008-01-31T07:02:00.001-08:00</published><updated>2008-01-31T07:02:37.214-08:00</updated><title type='text'>Dúvida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que devo escrever mesmo isto?  Hoje, eu volto vencido. E juro que talvez, reste uma esperança. Penso no que somos, no que fizemos e no que  viremos a fazer enquanto restam sombras. Porque tudo o que se faz é projetado assim. Mas é preciso adentrar a mata, olhar  nossas muralhas. Será que temos medo de nossas  sombras? Somos pessoas  cercadas de paradigmas? Seria melhor não sê-las. Mas somos. E isto é fato. Olhando para traz podemos compreender o agora. E talvez seja melhor algum silêncio do que a propaganda. Henrique namora Pedro, e Pedro propaga o flyer da boate, anota em seu telefone números de boates, bares gays. Será que Henrique ver isso como uma coisa natural? Será que isso é normal? Qual a verdade que aparece como pano de fundo  do ver? Pedro fala em possibilidade de um terceiro, e isto é dito com falta de seriedade. E no fundo não há meia verdade? Não há meia verdade porque a uma verdade inteira se derramando. Uma vez Pedro quis passar em frente a um cinema pornô. Henrique para  desafiá-lo fez mais. Levou-o, indiferente, a todos os cinemas e algumas saunas. Fazendo isso, Henrique estava determinado a terminar tudo, mas faltou coragem. Há muito sentimento na história dele e não deles. Pedro estava doente, esta é a verdade maior. E quem  de bom senso permaneceria ou iria embora? Será que para Pedro o desconhecido, segundo ele, o fascina? Por isso digo que volto vencido. Vencido ao lembrar que muitos Pedros iguais ou piores serão herdeiros da mesma curiosidade, da mesma tendência a promiscuidade, ao baixo meretrício,  herdeiros legitimados no desejo. Aplausos para os gays e lésbicas que não tem a curiosidade ampliada.&lt;br /&gt;Eu volto vencido! Isto tem força e o poder de dor. Poder de fracasso. Outro dia, ao conversar sobre religião com Pedro, Henrique sentiu uma acentuada falta de ar. Eles têm pontos de vista diferentes. Pedro acha que  a religião está certa. Para se mostrar decente, ele, Pedro, usa uma capa de puritanismo que muitas vezes os mitos apresentam.  Henrique acha que Deus deve ser amável e compreensível, no livre arbítrio é o certo. Henrique sentira uma sensação que tudo isso lhe fazia mal, o não conseguir enxergar do outro. Edson tinha 17 anos, começou a namorar Vitor que tinha 30 anos. Edson era puro, virgem. Nunca havia colocado os pés numa boate. E   quando se apaixonou por Vitor, o apresentou a família e disse que  era homossexual. Logo Vitor quis jogá-lo no mundo do falso glamour..   Edson se recusava a ir , não queria, nada disso parecia ter importância. Mas Vitor dizia que iria, e Edson começou a acompanhar o namorado. Em boates, todo mundo se tornava vulgar. Intragável. E  Edson continuava a acompanhar o namorado, e uma  vez numa boate do centro de Fortaleza, Edson sentiu falta do namorado, e ficou aguardando-o no mesmo lugar que se desencontrara, mas precisando ir ao banheiro, encontrou o namorado chupando dois paus. Vitor estava agachado, tirava as bolas de um da boca e colocava o pau do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o panorama, e é bem verdade que se pode aqui haver uma prepotência arraigada ao afirmar isto, mas esta cena que Edson presenciara é fotografada e serve como cartão  postal gay. Aqui ainda se fala de uma maioria, e a maioria é assim. Uma maioria com diferencial assombroso. O namorado ir  a uma boate acompanhado é flagrado assim, imagine indo sozinho. Não dá para ser bobinho, achar que o namorado tem curiosidade em ver. A promiscuidade não se satisfaz em ver, ela é sentida e resgata a função dela mesma que é o ataque. Os meninos que freqüentam a boate mais chique da cidade terminam a  madrugada chupando pau no Love House Nigth (um dos cinemas mais desprezíveis do centro de Fortaleza)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inútil... escrever. Todo mundo vai continuar se comendo, tudo isso falado é abobrinha até que o hospital São José ateste a grandeza da imprudência. No São José tem mais    criaturas agentes da promiscuidade do que vitimas da fatalidade.  Luiz pegara AIDS. Que fatalidade! Pensa alguém. Não foi fatalidade foi conseqüência. Fatalidade é a esposa vitima da sacanagem do marido portador. Já que  a batalha parece perdida é inútil a qualidade  lutar contra a força da quantidade. A quantidade vencera, absoluta!&lt;br /&gt; A decadência chega. E quando ela chega é muito difícil embalsamar o cadáver que já cheira mal. A senhora Águida disse na presença dos dois filhos, em frente a Igreja onde havia se casado há mais de 30 anos:  “Sabe, eu estava louca quando casei. Eu deveria ter saído correndo por esta praça gritando. Ah, se arrependimento matasse .”  Não deu mais  detalhe sobre isto. Mas é sabido o motivo. Seu ex marido é homossexual após o casamento foram morar no interior do estado do Ceará. E lá, seu Renato deu seqüência a sua vida de mentiras, tramas circunstanciais. Depois  tudo veio a tona. Uma noite chuvosa, faltara energia, e um relâmpago trouxe nitidamente a imagem de seu Renato e um de seus empregados se beijando na cozinha da casa. Dona Águida já parecia saber das verdades... Certa vez, ela ouvira uma ligação dele com um cara que morava em São Paulo. E seu Renato cantara ao telefone uma música que falava  que têm amores que são inesquecíveis. É dito seu Renato porque era um homem de destaque na cidade, ele possuía destaque político social. E ele em nome do sexo e da enganação parecia ser o único a esquecer  isto. Aos dez anos de idade Renatinho, seu único filho, viu o pai na cama com um adolescente.  A esposa não estava na cidade. Enfim, seu Renato teve sua trajetória embasada na promiscuidade, na não preservação da família. Sexo e adolescente eram a unificação perfeita para o deleite dele. A esposa, embora separada, silenciou tudo. Nunca a família dele soube porque a separação. Águida foi nobre, e voltou para Fortaleza com seu casal de filhos. Se passaram muitos anos, e a promiscuidade tinha dominado as pernas de seu criador... Houve um problema onde ele estava envolvido com menores e drogas, utilizando carros exclusivos da prefeitura local. A questão foi solucionada, mas seu Renato não se deu por satisfeito, ou seja, a promiscuidade não parecia clara para ele. E três meses após esse ocorrido fora preso  pelo mesmo motivo. O filho dele, o mesmo que o vira na cama, viajou para tentar solucionar o problema e se deparou com uma promotoria pública toda armada em prova, relatório de menores, familiares. A casa de seu Renato não pertencia a ele, era o lar de todo mundo, quem chegava  mandava, a chave pertencia aos seus amantes e servos.&lt;br /&gt;Sim, seus amantes eram vários. Amantes e servos. Geralmente eram pessoas carentes e subordinadas a ele economicamente. O filho dele confessou que na casa,  um entrava, pegava um pato, outro pegava o carro, outro pegava roupa, televisão. A vida de seu Renato tinha essa trajetória, foi lembrado após esse escândalo que no dia do casamento dele , um moço chorava muito na igreja, e depois na recepção ofertada aos convidados. Esse moço chorava abraçado a ele. Eles foram namorados, e como o moço resolveu casar-se, seu Renato usou o mesmo recurso. Casou-se para imitá-lo. O casamento já tinha essa base falsa. A história de Renato e Águida já nascia em.... era uma vez uma mentira... o marido não se casou apaixonado, e sabia que não seriam felizes para sempre. Os amantes de seu Renato não eram rivais.... eles sabiam que todos gozavam e se beneficiavam materialmente. Uma das irmãs dele fora para o interior e ficara chocada, diante o lar invadido por estranhos, por gente aproveitadora. Mas fora ele, seu Renato que fez esta escolha. Infelizmente a escolha errada, mas foi a escolha dele. Seu Renato teve mais dinheiro para gastar com os amantes, do que com os filhos e a ex esposa. Agora, ele está vencido, velho e vencido.  A coroa já perde as pedras e o peso parece incomodá-lo. Seus amigos se afastaram. Ele, ao longo da vida, rejeitou o amor dos filhos, rejeitou a visita dos irmãos, dos familiares. Estes por perto, representariam a censura, o olhar atento. E ao longo dos anos, seu Renato, segundo a família, vivia muito bem e tinha poder, prestigio. Mas a promiscuidade que o fez ir foi a mesma que o fez cair.  Ele fora derrotado. Águida ao ouvir a voz dele tremida, no telefone, percebera o cansaço, a voz   tremida irmanada na derrota. Se ele não tiver mais como pagar seus homens estará condenado a não ter mais  nada. Mais ninguém. Na verdade, teve todos e nunca teve ninguém. Seu Renato  não percebera o caminho da decadência. Porque o seu vicio sexual não era  vicio. Não há vicio quando não há  percepção. Ele, estragou  a  vida dele, estragou a vida de uma moça, e em conseqüência disso o trauma dos filhos.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-6478184939919597550?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/6478184939919597550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=6478184939919597550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/6478184939919597550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/6478184939919597550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/01/dvida.html' title='Dúvida'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-2189380529756630118</id><published>2008-01-30T03:30:00.000-08:00</published><updated>2008-01-30T03:32:36.410-08:00</updated><title type='text'>Impasse</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Este livro não deve mais ser escrito, tudo isso faz mal. Tudo isso é direcionado a destruição do falso glamour. A esparrela do glamour é destruída, e para o mercado, isto, essa destruição não é bem vinda. Talvez o conhecimento de causa esteja ainda se abrindo em conteúdo para ramificar toda a pornografia exalada no gueto. Alguma coisa de fato e erro está danificada quando leva um carinha a descer as calças em uma sala escura de cinema ou boate e esperar que dez ou mais de quinze abufelem seu sexo, seu ânus que passa culturalmente a ser serviço prestado ao macho. O ânus recebe e culturalmente ele fica em desvantagem. O nome do cara não se sabe, isto não importa, assim como não importa saber o nome de tantos outros. Ele desceu as calças, ficou em posição de asa delta, e deu e foi usado e foi possuído por vários homens ao mesmo tempo. A resistência, e não o ato dele, foi digna de aplauso. Aplauso por suportar rola de toda cor, todo tamanho e todo tipo de movimento que variava de acordo com o prazer sentido pelo macho. Terminada a sessão, o corpo do ser não identificado estava banhado de esperma. Ele não pode abrir os olhos antes que a gala fosse retirada de suas pálpebras, de seus cílios. Por uns cinco minutos, ele bambeou as pernas e escorou-se na parede para não cair; outros o olhavam extasiado. Quem olhava traduzia no olhar um misto de admiração e susto, de inveja e medo, de desafio e inibição. O ânus dele estava a sangrar. O mal cheiro de merda exalou, mas nem isso afastou os ainda ávidos por bombar. Aquele buraco passava a ser alvo de disputa e rejeição. A boca dele derramava baba como resultado em conseqüência da sugação de cacetes diversos. Recuperada a caça subiu as calças, disse a todos um muito obrigado e se mandou. Foi embora sem olhar para trás. Era possível que nenhum de seus parceiros nunca mais o vissem. O veriam sim, bastava continuarem em seus redutos. Os mais despudorados... Aliás, não tinha o mais nem menos, apenas uma disputa silenciada e ainda a unificação do quanto mais melhor! Vitoriosos iam embora aqueles que tinham um, dois, três, dez parceiros. E infelizes o que conseguiam só um fica no rastrear da masturbação. Todos ficam assim, é apenas uma questão de tempo, basta ir. Há um provérbio bem popular e já desqualificado por causa do achocalhamento que diz: “quem se junta aos porcos, porco é... e há de comer do mesmo farelo.” Estevão, uma vez, em um cinema, resolveu desafiar todo mundo, toda a força e todo o desejo. Olhou os que estavam presente, e disse em voz alta e em bom tom, que naquela manhã, tarde e noite estava disposto a bate recorde. Ao chegar no cinema as dez da manhã, foi o primeiro a chegar, lá para as onze já havia oito pessoas. Estevão disse que gostaria de engolir rola, queria saber quem estava disposto a comer cu. Dos oito presente, cinco eram passivos, apenas três estavam disponíveis a esse jogo. Mas Estevão estava espevitado, e sabia que os outros cinco não iriam ter nada dos três homens. Estevão teve sua bunda usada, sua boca escovada e lavada a esperma e mijo. Estevão no final da tarde já havia dado para 35 homens, mas ele queria mais, não se dava por satisfeito. Sua busca não se resumia a essa quantidade que parecia ser mínima. Estevão acreditava em poder, em sua sexualidade ativada e no cio. Ele Estava no cio, e diferente de uma cadela não conseguia dar só para um. Dava para todos! Estevão viu a merda descer em sua perna esquerda, e ele sabia que estava arrombado. Foi até a pia, neste cinema havia uma torneira com água, pegou um sabonete que trazia no bolso, e quase sentado na pia, lavou sua bunda em brasa. Depois escovou os dentes, lavou o rosto, e pagou três reais para tomar banho na pousada ao lado que pertencia ao cinema. De volta, ele demonstrava-se insatisfeito. Tudo aquilo havia sido pouco ou não realizador, e pela noite, ele pegou os homens que saiam do trabalho no centro da cidade e que davam suas escapulidas. Estevão pedia mão na cara, pediu violência sexual, pedia brutalidade e excitação. A pornografia verbal parecia excitá-lo: “porra, caralho, filho da puta, me lasca, vai, arregaça, pilantra”. Estevão confessara que antes de ir ao cinema, um ato de sexo com respeito o deixava realizado, mas que o cinema havia corroído seu freio, seu senso. O que houve com Estevão pode haver com qualquer um. O desejo pode! Isto é preciso lembrar. Estevão já estava de quatro dentro do banheiro, a cara quase que enterrada no vaso sanitário... alguém soltava gases mal cheirosas, e ao perceber isto, Estevão olhou a todos e perguntou quem foi. “Não é por nada, mas podem cagar na minha boca. Eu deixo.” O coroa de cabelos grisalhos achou impossível o desafio, e topou. Quem quis ver viu, quem não quis retirou-se. A curiosidade deixou vários homens de olhos arregalados ao verem Estevão de boca escancarada a comer merda. E de boca cagada Estevão foi deixado no chão do banheiro, solitariamente. Sua única companhia era uma lágrima no olhar. Aqueles homens diante de tal cena sentiram-se ameaçados, era como se não encontrassem sentido naquilo. O nojo trouxera a culpa. E alguns juraram não mais voltar.&lt;br /&gt;Isto acontece com os outros! O ser humano nunca admite isto em si mesmo, mas se tratando de sexo sem regra ou regras quebradas, tudo é possível de acontecer. E aqui que tanto se fala em impossibilidades, aqui há uma possibilidade primitiva, acentuada e pairada no “juro que talvez”. Isto é desumano, mas há também aqueles que acreditam que são livres para serem elas mesmas. Mas esta “liberdade” mas uma vez precisa ser grifada assim como a atenção dos semáforos.&lt;br /&gt;Victória Capuleto, personagem da peça homônima, dizia que a gente compra um sanduíche para saciar a fome das tripas, um cobertor para livrar-se do frio. E por que não um corpo que nos acalente a solidão? E conversando isto com Thiago, um trocador de ônibus, que vez e outra pego em serviço. Ele remeteu a tudo isso uma desumanidade da personagem praticada contra si mesma. Thiago é alheio a tudo isso, e falou ainda sobre motivação, necessidade, mas que toda e qualquer justificativa não minimizava o ato desumano, a violência de Victória para com ela mesa. Victória era um homem cheio de conflito, uma mulher não solucionada, um travesti criado na rua, sendo cria da própria crueldade. Vitória era ainda um menino assustado diante a violência praticada pelo tio. Cada pessoa pode apresentar proposta e contra proposta e tentar convencer o outro que ela não está passiva a degradação, ninguém é capaz de vencer a promiscuidade quando ela faz chegada e não é perceptível. O quadro por si se agrava e agravado o quadro é manchado em nome da impureza sexual. Ainda a maldita curiosidade. Falar em diversão gay, fala-se em sexo. Igual ao tóxico depois de provado é associado a grandeza que foi referenciada pelo alucinógeno. A palavra de Thiago é determinante. O termo é desumano e como não sofrer pelo outro? Como não se compadecer com a miséria humana? Com a violação que Estevão provoca em si mesmo? Todo mundo está passivo e sujeito ativo. É necessário enxergar o desmoronamento da idéia. Não era para isto acontecer, mas acontece. Há muitos enganos, na mutação da vida. A ilusão da óptica e a carência adquirida também são irmanadas na vilania, e inimigas impares da coragem. A carência, ela renuncia o ultimo ato da coragem. A carência se alia a atitude suicida de um herói clássico. A carência não foge nem deixa fugir, ela faz permanecer mesmo quando não deve.&lt;br /&gt;Ninguém pode ter tudo. O desequilíbrio discorda disso, mas o desequilíbrio é para ser trabalhado. A natureza deu ao ser a inteligência para definir, para distinguir a atitude e o gesto. Um se enche de detalhe enquanto o outro precisa unicamente do movimento preciso, da palavra falada em nervos de aço. Naquela mesa de bar, a quebra de braço poderia ter se dado com a mesma valentia dos corpos bitolados no sexo. Só que a não discutir, eu gostaria de não ter provocado um debate de idéias contraditórias ao convencimento do que eu ouvia. É possível ir e não se contaminar? Acho pouco provável. Duvido. É praticamente impossível. É possível estar e não ser ou ainda ser e não estar? Acredito, hoje, muito mais no suicídio do homem. Porque esse suicídio é provocado em nome da vida, em nome da liberdade, em nome da diversão. Não quero mais duelar com o meu namorado. Temos pontos de vista diferentes. E de minha concepção que é exibida não abro mão. Não estudei, não pesquisei até aqui para ser convencido pelo primeiro dos últimos curiosos. E como não quero mais dizer nada para ele, “o tempo se abre e mostrará o seu chavão.”&lt;br /&gt;O que é motivo? Necessidade? Conduta? Caráter? renúncia? O que vem a ser a curiosidade? Um antídoto a vida? A morte? Quem ousará resposta? O tempo? O ser humano é minúsculo diante o poder do desejo. Quando o desejo manda o homem chupar o sujo, o sujo nesta hora será chupado. Quando o desejo diz é este, é porque este já foi escolhido. Há uma energia que é esgotada porque não gostaria a razão de ser projetada na verdade que é esta. Embora seja uma verdade de interesse não coletivo. Palavras ditas nasaladas parecem provocar a tortura, o inflingimento da voz, o doer dos ouvidos ao receber em eco: babado, estou bege, dona santa, diague, escândalo, abalou, oi, bonita! Ah, ta, meu bem, e ai? a ta. Divine, ta boa? Passada, a gay. A que problema verbal e mental está sujeito o individuo.?&lt;br /&gt;Uma receita simples deveria ser passada que é o não morrer na solidão, é o ser politicamente correto, ainda que pareça ser difícil. O cara zoado tem quantos corpos ele quiser, mas o vazio vai grita dentro dele. Ao conhecer , eu já fiz a minha escolha, optei por não querer essa vulgaridade toda, me parece nojento. A inteligência não é amigável a essa noitada de corpos libertinos. Direito deles isto é sabido, mas não perde o seu efeito desumano. Stênio e Alfredo pareciam os namorados perfeitos, eram apaixonados por música, teatro. Na verdade um era apaixonado pelas coisas que o outro gostava. O relacionamento deles tinha durabilidade porque nem um nem o outro sentia atrativo pela boate, pelo cinema. Eles sabiam se divertir em lugares comuns, em lugares de todo mundo. Stênio sempre teve sua postura ética sexual, e admirava isto em Alfredo. Amigos gays, eles não tinham, não havia neles interesse nisso. Barracas de praia, para eles também eram lugares que não deveriam ser explorados. Ambos acreditavam que ir a este tipo de lugar era se excluir, era promover o aparthaid sexual. Tudo era muito próximo do povim, da pequenez. Eles achavam bonito a parada pela diversidade quando ela surgiu no Brasil, em São Paulo, tendo Martha Suplicy, Leão Lobo e mais uns quinhentos militantes, depois disso, ela virou um carnaval mal direcionado. Um grito não de direito, mas de aviltamento. Muitos casais mantém seus relacionamentos sem o mofo do homossexualismo porque é sabido que: Há um cansaço gigante sobre a questão. Alguns lutam pela diversidade sim, mas isto é pouco quando a maioria esmagadora está vivendo um esgoto a céu aberto... e propaga isso em nome da liberdade. E nisto parece que ninguém consegue pagar seus tributos, na transparência do justo que seria dar a César o que é de César.&lt;br /&gt;Há muita sanidade em centenas de relacionamentos. E são estes que precisam propagar o relacionamento sim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-2189380529756630118?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/2189380529756630118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=2189380529756630118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2189380529756630118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2189380529756630118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/01/impasse.html' title='Impasse'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-2858575115997215129</id><published>2008-01-29T06:42:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T06:45:52.220-08:00</updated><title type='text'>O Amigo do Meu Namorado Faz Tudo Para nos Afastar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isto virou bordão na comunidade. Paulo é namorado de Eduardo; e Eduardo é amigo de  Gustavo. Desde o primeiro instante Paulo percebeu a simpatia amarga de  Gustavo.  Gustavo quer sair com Eduardo  porque sabe que o outro não se permite a certas coisas. Gustavo sofre de uma incapacidade gigante. Ele não tem capacidade para atrair ninguém. Paulo já percebeu que seu gostar pelo outro o incomoda. E Paulo até tenta ser agradável em não deixar o outro perceber que ele percebe. O próprio Eduardo já percebeu também, e com o namorado chega a comentar. No reduto isso é muito comum, quase que preciso. Infelizmente pessoas como Gustavo não admitem o acerto do outro, não aceita o outro estar bem, porque ele não está. E começa a construir uma cadeia de situações para afastar o outro. Uma vez Gustavo disse para Paulo que ele se acostumasse com o modo de vida de Eduardo, porque este não costumava dá ponto sem nó, e chegou mesmo a insinuar que a noite o namorado  do outro iria aprontar. Na via dos fatos, é muito cruel ouvir isso sobre o próprio namorado, ainda mais quando a afirmação do gênero vem de um amigo próximo. Paulo tem apelado para o bom senso, tem tentando evitar  a companhia maléfica, e deixa Eduardo a vontade para fazer sua escolha natural. Paulo acredita  que cada um tem o amigo que escolhe, e isto é muito contundente. Gustavo não se tornou amigo de Eduardo sozinho. Os dois construíram essa amizade (uma proeza na vida de Gustavo). Gustavo é infeliz, mas Paulo nem Eduardo poderão resolver  este problema que é dele. Alias Paulo não quer nem tem nada com a vida desse rapaz. Mas sabe que a abertura oferecida pelo seu namorado ao amigo é destruidora. Gustavo tem ranço na alma, e pessoas assim desconhecem o essencialmente necessário, são incapacitadas pela própria natureza em manter uma amizade, em construí-la e também reconstruí-la. Gustavo como já foi dito é infeliz, mas Paulo não deve ser remetido a essa história  que é do outro.&lt;br /&gt;Outro dia Paulo e Eduardo  planejavam dormir juntos, na casa da mãe do segundo, e Gustavo dificultava. Então Paulo se perguntava o que esse rapaz queria?  Por que  ele agia assim?  Você tem vivência no mundo gay? Então você sabe a resposta. Cabe a Eduardo podar as asas e as garras do amigo. Paulo deve manter-se neutro, mas ele sabe que cada vez que Gustavo aparece, é como se a serpente rondasse o paraíso. E segundo Paulo, até outro dia, Eduardo  parecia Adão, mas já não parece mais. Adão parece ter perdido a inocência. Adão não fora seduzido como mostra a história; esse Adão aqui, se deixou  levar pela sedução. E Gustavo felicita-o por isto. Porque sabe que aquele que caminha com ele não terá mais um diferencial, será igual a ele no desencontro. Isto no amigo infeliz propaga ainda a mancha do não ter se relacionado, do não ter tido capacidade, do não ter conseguido, da incompatibilidade dele com ele mesmo. Isto é muito forte. Será que há crueldade em falar isto a respeito desse rapaz? Cruel ou não, é a realidade. Há uma pequenez diversificada no exercício da baitolagem. E Paulo deveria prolongar isto com o namorado? Claro que não. Isto iria gerar dor de cabeça. A incapacidade se agiganta, e poucas e raríssimas vezes ela é sucumbida por ela mesma. O olho de Paulo se abre e se intriga com todos os sentidos sensoriais. Resta a Eduardo o perceber-se, o compreender-se. E também fazer sua escolha. Gustavo não tem nada a perder porque nunca ganhou nada, nunca teve, nunca fez por merecer. Então precisa ver o outro fracassar para não achar-se fora do ninho. Gustavo é representante com muita lealdade do não recuperado, do que nunca veio nem virá. Ele sabe ainda que o seu gozo nunca foi concebido no prazer, e sim porque soube pagar e mesmo pagando não houve o encontrar-se, o olho no olho. Até seu sonho romântico foi medido na prata, mas o fato é que cada um escolhe em que lado vai estar. Na ausência do pensar, o caminho mais fácil parece ser o imediatismo, mas como tudo na vida, cada coisa traz a  resposta, o preço e o apreço. Uma vez, Paulo e Eduardo estavam na cama. O banheiro do quarto de Eduardo  tem duas entradas. E Gustavo permaneceu no banheiro enquanto os dois estavam no quarto. Gustavo pode ate disfarçar, mas sua intenção foi projetada. Paulo se criou na rua e sabe como age cada tipo de gente. Será que era interesse de Gustavo participar? Provavelmente sim, porque o tempo permanecido no banheiro foi o tempo concebido de uma masturbação. Mas Paulo não tem interesse nisso, nem quer. E Eduardo? Ele sabia que o amigo estava no banheiro, e agiu naturalmente.(Aqui todos os caminhos parecem e se tornam intrigantes.)&lt;br /&gt;Difícil aquele amigo que diz: -“Você está casado, respeite o seu namorado.” Está todo mundo incentivando a infidelidade e compactuando com Gustavo. Achando mesmo que o amigo tem que aproveitar a oportunidade, não pode perder tempo só porque está namorando. Enfim, namorar tem sido um malabarismo sem apoio na base.  Namorar tem sido o risco maior de erros do que acertos. Todo namoro é perfeito até que alguém apareça e interfira nessa perfeição. Mas lembrando-se que cada interferência não é forçada, é autorizada. Há aqueles também que já aderiram o método do fica coletivo. Sai uma turma de amigos (ficantes), e eles beijam entre si, todas as bocas presentes. Ninguém fica de fora. Nisto  comprovadamente não há prazer nenhum, apenas a sensação  da ilusão. O beijo coletivo não é prazeroso. A substancia que é subtraída no beijo não pode  ser climatizada na rapidez em que há a troca de boca. Comprovadamente essa pratica não é atrativo do desejo, pode ser isto em nome da irreverência, do modernismo,  mas não em nome do desejo. Sem esquecer que o beijo é mais intimo que uma relação sexual.&lt;br /&gt;Não se pode ser homossexual(!) sem optar pela inteligência. O requisito maior do ser gay é aderir a inteligência.  Aquele que não adere a inteligência nunca fecha a carteira, porque esta fechada significa  mesa vazia. Gustavo  desperta em Paulo ao mesmo tempo desprezo e piedade. E por conseqüência dessa piedade é que Gustavo se torna tolerável.  Paulo  tem pavio curto, mas por  amor sabe agigantar o pavio. E nisso há sapiência, ciência, referência para quando o outro chegar e provocar sepsia.    Tudo isso é muito próprio da canalhice, do mau caratismo. Ele não sabe construir e precisa recorrer ao baixo nivelamento da existência que é a destruição das coisas. E isto para as suas ações são normais, são próprias de um amigo. Definitivamente o primeiro mundo tem razão em desqualificar o lixo do terceiro, um lixo que por si não será reciclado, reciclável.  Não será reutilizado porque precisa ser expurgado. Esses são os verdadeiros demônios, são os agentes do mal. Isto não está ligado a condição homossexual, o germe é do ser. É possível porque aqui há muitas possibilidades. Elas estão sendo nutridas. A condição ferida de Paulo nessa interferência vista é acatada na passividade. Não se pode ter nada contra o cinema pornô. Ele esta lá com toda sua objetividade. E para ele vai quem imbecilmente quer, bate  no peito e diz que pode ir sem nenhum problema. O problema na está somente na boate,  é um conjunto.  O problema está quando se ver encanto, fascínio que pode ser extraído dele mesmo. O homem é sujo, ele se deixa veicular em redutos dentro de uma miscigenação de urina, suor, mofo, insosso de esperma e merda. Para algumas pessoas o sexo quanto mais sujo melhor. &lt;br /&gt;No cinema, todos se exibem com suas carências intermináveis, mas o último expediente é o “carão”. O homem carão  que faz pose, que se mostra como alheio a tudo isso. Fazer pose de hétero tem despertado nas bichinhas  o complexo da conquista. O Carão diz que nunca aconteceu antes, que é casado, que tem namorada. Que é só por curiosidade, e começa a mexer com a libido dos outros. Todos são da mesma espécie, donos e alimentadores da mesma vaidade. Fortaleza especificamente existem dois cinemas pornô; os outros que se  denominam cinema são casas de putaria, precárias, sem estrutura. Não se sabe que papel exerce a vigilância sanitária.  Os puteiros estão  invadidos por policiais michês e bombeiros fardados que fazem programa no fetiche da farda. Há quem goste, há quem pague. Quem bebe dessa fonte, sempre a ela retorna. É lamentável  na boca a saliva, o sebo. É lamentável e não descartável. Os cinemas apresentam   homens com seus “sex appeal”  em vitrines facilmente  masturbável, mas sem o menor atrativo. A verdade é que o universo moralmente sexual não tem mais o que dá. E isso parece ser defendido por quem perdeu a visão de si mesmo. Na caçada noite adentro, sempre haverá dois na gangorra. Os corpos são lambuzados e relambuzados, a espécie não se  sacia - quanto mais melhor!  O corpo já não consegue gozar, mas não está saciado, quer mais, precisa de mais. O precisar é interminável, e o órgão sexual dos ativos já não obedecem e mesmo não se excitando, eles permanecem  lá, na companhia dos passivos que serviram de deposito. Mas um detalhe vale salientar: na companhia apenas visual. Porque raríssimas vezes se cumprimentam, raríssimas vezes são gentis em alguma resposta ou pergunta intimamente sexual.&lt;br /&gt;Bernardo acredita  que já não dá para confiar em mais ninguém. A idéia de pensar que seu namorado freqüenta o reduto o deixa impotente. Estevão consegue descrever com  precisão o que vem a ser tudo isso. Ele acredita que a ociosidade é prostituível ao ser humano: mente vazia e não trabalhada para o consideravelmente sadio, leva o ser a depreciação de si mesmo. Na tela do cinema,  disse Estevão: -“ Eu nunca  vi um filme, mas sou um cinéfilo  incorrigível. As vezes juro não mais voltar, mas volto na primeira oportunidade.  Não vir, deixa em mim, uma sensação que algo de bom poderá acontecer. E se eu não estiver presente vou perder”. Estevão  reconhece que lá dentro não tem ninguém irresistível, e que se todas as pessoas fossem observadas, elas seriam rejeitadas.  Ninguém é irresistível, todo mundo é fácil e se dar. Os cinemas são improvisados, alguns nem água tem. O perfume vencido se alastra nas divisórias junto com o fedor de merda, mas Clever acha isso comum. Aquele  mal cheiro já se tornou familiar. Clever confessa procurar um amor e que  pelo menos uma vez na vida gostaria de ir para a cama por amor. Willian, um tipo interessante, a textura da própria  pele  já dá pista de sua vida financeira bem sucedida. Ele passa, e seu corpo com músculos exatos  parece dividir-se em cada gingado. A bunda tem movimentos precisos, os braços são donos de uma atitude quase impar, seu olhar é matreiro e o sorriso aberto assim como o sol. Muitas vezes, ele fora confundido com um michê, mas Willian transa somente pelo prazer. No inicio, ele causava furor, todos o procuravam para o possuírem ou por ele serem possuídos. Dizem que Willian tem o beijo amaciado, mas hoje ninguém quer mais beijá-lo, fazer sexo com ele perdeu a graça. Então, Willian está sempre  mudando de reduto. Uma atitude sem sucesso porque em todos os lugares estão sempre os mesmos. Os viciados no sexo se dividem entre os cinemas e as casas de putaria que chegam a uma somatória  de vinte aproximadamente. Nos finais de semana, essas mesmas criaturas encaram suas intenções ao religiosamente assinarem ponto nas boates espalhadas pela cidade. Onde o dark room espera e faz sua próxima vitima. É bobagem dizer que  boate A é derrubada e que  boate B é chique.&lt;br /&gt; Dentro delas, todos são da mesma argamassa. E antes mesmo do álcool ser responsabilizado, o desejo sexual já estava instalado. A sociedade não tem mais para onde apelar nem fugir; não tem mais como responsabilizar o outro; é ela que se junta a somatória do bocejo individual. Ainda no cinema. Bocas sedentas disputam o mesmo pau, numa referência aos bichos famintos a disputarem o mesmo grão de milho. O carinho se perdeu, e nesse jogo carnal onde reencontrá-lo e redirecioná-lo a patologia do ser? Cinema não é lucro sexual e nem luxo mínimo do conhecimento. É  fracasso na integra. O que leva alguém a um cinema? A vontade parece e é a resposta menos inteligente. E mais uma vez quem ousaria responder? Onde estão os homossexuais decentes da cidade? Eles já nascem corrompidos porque assim os pais os conceberam ao escolherem a cor do quarto do bebê.&lt;br /&gt;Outro dia, eu sai com Fernando. Ainda não o conhecia pessoalmente. Tudo o que eu sabia sobre ele, era através dos amigos. E Fernando se tornara querido assim, através da propaganda que chegava, e todas essa referência era amorosa. E o conheci, e ele de encantador é encantatório. E diante aquele vai e vem, ele me confessava que não precisava ter nenhuma daquelas pessoas. Elas poderiam olhar para ele, cabia a ele não dar cabimento nem respostas favoráveis aos cortejos, porque sabia que tinha um amor. O namorado dele estava viajando mas o respeito é intransferível. Isto foi deduzido. E será que Fernando perde    em não corresponder o olhar? Em não aproveitar a ausência do outro? Fernando não perde, Fernando ganha porque ele tinha a qualidade e a referência  dentro de casa. Fernando sabia de onde vinha o homem que ele amava. Pessoas como Fernando são sementes do bem, e não podem ser descartáveis. Fernando era loteria, e o namorado dele precisa compreender isto. Fernando não é bijuteria, é jóia rara, é fina estampa. Homens como ele são capazes de reescrever a história tendo por base a aprovação de Deus e de toda virtude moralmente social. Mas como de todo condenar o cinema pornô, se nele há uma mistura do bom e do mal? Acabei de receber uma ligação, onde ouvi que não se deve ser taxativo com o cinema porque ele já foi palco de grandes paixões. Sim, foram também palcos de grandes paixões, e estas paixões não tiveram os mitos por base. O cinema está lá testemunhando o esmigalhar da existência filosoficamente comprovada. Nenhum cinema do mundo será advogado, e sim, juiz.       &lt;br /&gt;Silvio é outra figurinha facilmente encontrada nas tardes de segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo nas casas de putaria da cidade. Silvio perdeu o interesse por ele mesmo, sabe que não tem coragem de dizer “não” a tudo isso. Dizer: “não” - significa  o vazio da ausência. E dizer “sim” – significa a ausência no vazio. Então, Silvio se deixa guiar, se deixa cegar. Porque para ele, se tornaram terríveis as duas coisas: o vazio e a ausência. Elas se dilaceram e se apresentam como vilãs da própria vilania, que é a perca da coragem em renunciar. Não é fácil ser gente. Ser detrator de si é a coisa mais acessível que o ser humano tem ao seu alcance. Na detratação o ser perde todas as referências sociais, humanas, familiares e amorosas.  E nisto  o encarar o outro começa a ser anulado em nome do cinismo que não é maldade, mas a perca de valores. Precisamos de valores? Se precisarmos de humanidade, precisamos de valores. Eles caminham juntos em uma referência branca a ser completa no encontrar-se feliz e total. Mas a totalidade é frutificada na ausência que justifica a busca. O ser humano busca a totalidade dele matematicamente, e isso não é de todo inteligente. O preenchimento da totalidade deveria ser filosófico. Em um espaço aberto: um, dois, cinco, dez corpos... A quantidade varia de acordo com o dia da semana. Mãos, bocas e pintos, sussurros e carnes inflamadas se ensaiam em percepção do gozo. Cada um goza e abandona o campo de batalha até restar o último que passa categoricamente a ser o primeiro. E chega mais outro e mais outro, e o quadro se completa. Novo gozo se concebe e novos (para o momento) pintos são engolidos, novas gargantas são fonte de gonorréia junto de bundas que se abrem. E há confusão de fonte e receptor. Ninguém sabe mais qual é a fonte de AIDS e nem o receptor do HIV, HPV, herpes, hepatite e etc. Eu estava lembrando de um rapaz que sempre que ele se dirigia a esses lugares, propositalmente feria a gengiva e a garganta. Isto era uma tentativa dele de contaminar quem pudesse. Ele era portador. Edgar era portador também. João era receptor. O cinema junto de outros redutos passa a ser concepção de AIDS, sífilis e gonorréia. O dark room  é uma extensão do cinema, é o novo atrativo da boate. Na boate a decoração não é tão  chamativa quanto a escuridão necessária(?) o dark room passa a ser o centro , a última  moda inventada pelo gênio da promiscuidade. Meu Deus!  Como lá dentro encontrar alguém interessante? Isto é desnecessário. Lá dentro qualquer um é encontrado e encantador. Sente-se apenas o cheiro, a beleza é imperceptível. O atrativo maior é o mastro em posição de ataque ou a bunda  ao alcance das mãos, e não exibível ao olhos porque a escuridão não permite. E haja garganta profunda a ser invadida por movimentos bruscos de um quadril sem forma, de um cara sem rosto,  nem corpo, apenas tato e um avanço promiscuo.  O promiscuo em nome da própria promiscuidade paga o seu gesto com a própria inquietação mental com reflexo na sexualidade. Detalhe! Em dark room é sabido entrar sem celular, sem carteira porque lá dentro não há espaço para nenhum tipo de honestidade. É injusto lá dentro ser honesto consigo mesmo. Lá no chamado inferninho deve entrar aquele que perdeu a ultima esperança de estar limpo, sadio. O homem, segundo um escritor gay, é o ser mais fascinante que ele já viu. O homem de peito nu ao vento, sadio.&lt;br /&gt;Foi revoltosa a declaração de um arcebispo quando este falou em desequilíbrio humano o fator da homossexualidade. O homossexual reclama, contesta afirmações desse tipo e outras tantas, mas é ele quem incita a sociedade a pensar assim. O homossexual perdera a causa porque se tem praticado isto. Não se sabe mais o que é preconceito nesta estância porque a pratica tem transformado em conceito.  E quem tem razão nessa planilha embasada no bater e rebater?  O bom senso, ele  vai apelar sempre pela coerência. E sendo demasiadamente realista. Ninguém vai a um redutor inocentemente. Vai ao reduto quem quer algo, quem quer deparar-se com o que é nutrido dentro de si. As saunas apresentam em seus Flyers os atrativos da semana.&lt;br /&gt; Segunda feira: nudismo e stripper com os melhores da cidade.&lt;br /&gt;Terça: dia da toalhinha com direito a uma dose de whysky e o melhor da música brasileira. Cine erótico , sauna seca e a vapor, sala de leitura, (apenas revistas  de sexo estão disponíveis e  panfletos explicando como se evitar HIV)) dark room e etc e tal. Tudo isso acompanhada por go go boys (denominação dada aos michês da atualidade)  que oferecem seus fantasiosos e propagados vinte centímetros.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-2858575115997215129?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/2858575115997215129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=2858575115997215129' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2858575115997215129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2858575115997215129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/01/o-amigo-do-meu-namorado-faz-tudo-para.html' title='O Amigo do Meu Namorado Faz Tudo Para nos Afastar'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-2168025451408545200</id><published>2008-01-28T07:02:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T06:51:18.186-08:00</updated><title type='text'>RELACIONAMENTO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Os amores são tão mal cuidados”, os relacionamentos cada vez mais escassos. Ninguém é de ninguém. Toda mundo aplaude esta frase de Zíbia Gasparetto. Mesmo sabendo do que se trata, eu não aplaudo, o ideal seria que alguém fosse de alguém, e soubesse cuidar da melhor forma possível, cuidar da forma mais tênue até. Bom, hoje, ninguém assume ou aceita o relacionamento. Esta opção de vida compartilhada está cada vez mais ignorada. Zombada. O compromisso parece ser o último dos ideais pensados: - “Pra que querer está preso a alguém? Se em uma boate se pode ter um, dois, dez sem nenhum envolvimento maior? A minha vida é muito corrida, não tem espaço para ninguém”. Na boate o desejo é carnal, é o divertimento disfarçado no apetite sexual. E quando se tenta assumir um compromisso, ele é esquecido na presença do novo que tem circunstancialmente um corpo mais interessante, e as vezes nem isso. Nesse desfreio é observado que as qualidades de alguém e a ética estão cada vez menos absorvidas. Vivemos o mundo do prazer, da cama sem lençol. Ser bom, legal, leal não tem mais nenhum aperitivo para a afetividade. Que pena! Quem perde com isso? Eu? O outro? Todo mundo. O corpo descartável é cada vez mais prático assim como o copo, a garrafa, etc. Se o ato sexual for bom, pergunta-se o nome de quem deitou com a gente, se não for, não precisa dar-se ao trabalho da pergunta. E o parceiro, sabe disso e obedece a regra sem questionar. Meu Deus, como a composição de Roberto e Erasmo Carlos cairia bem aqui: "Eu pensei que pudesse esquecer certos velhos costumes. Eu pensei que já não me lembrasse de coisas passadas. Eu pensei que pudesse enganar a mim mesmo dizendo, que essas coisas da vida em comum não ficavam marcadas. Não pensei que me fizessem falta umas poucas palavras. Dessas coisas simples que dizemos antes de dormir. De manhã o bom-dia na cama, a conversa informal, o beijo, depois o café, o cigarro e o jornal. Os costumes me falam de coisas, de fatos antigos. Não me esqueço das tardes alegres com nossos amigos. Um final de programa, fim de madrugada, o aconchego da cama, a luz apagada. Essas coisas só mesmo com o tempo se pode esquecer. Então eu me vejo sozinho como estou agora, e respiro toda a liberdade que alguém pode ter. De repente ser livre até me assusta. Me aceitar sem você certas vezes me custa. Como posso esquecer dos costumes, se nem mesmo esqueci de você."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se pergunta a alguém como foi o seu ultimo encontro, esse alguém vai dá uma resposta. Sim, uma resposta com artigo indefinido. E se perguntarmos a essa mesma pessoa como foi o seu penúltimo encontro, ela irá dar a mesma resposta. Talvez mude apenas o cenário e o personagem. Mas o que o personagem personifica é o mesmo ideal do anterior. Mas o essencial aqui é vago. Agora compreendo uma frase que um namorado que tive colocou no MSN. A frase é do livro o pequeno príncipe: -“ o essencial é invisível aos olhos.” Algumas pessoas se direcionam para as diversas boates da cidade em que moram, beijam dezenas de bocas, mas um relacionamento não aconteceu. Apenas o gozo como primeiro e ultimo representante do ultimo final de semana. Um rapaz, uma vez disse que dentro de uma boate ficava louco, não sabia com quem ficar. Só tinha a certeza que queria todos. Nisto se perde a solidez, nada é edificado, e a alma escala a corrupção sexual. Esse rapaz tinha namorado, nem pensar em levar o namorado consigo para a boate. Queria estar livre lá dentro. O impulso sexual é absoluto. Como? Está sozinho porque quer? Isto é mentira para enganar a você mesmo. Não aos outros. Porque os outros possuem a sua substancia e sabem a dor dos lençóis. Galinhar também é uma incompetência do não saber.&lt;br /&gt;Outro dia eu acordei pela madrugada, e meu amor estava dormindo, e me pus a observar a sonolência. Cuidadosamente estendi o lençol sobre seu corpo, e o beijei na face. Isto é relacionamento. Dor de cabeça? Cobranças? Estar preso? Isto é melhor que a liberdade passiva de prisão. Relacionar-se é antes de tudo o aconchego de um abraço dado com afeto e com referência. Quem terá alma e sentimento para cantar “Noite do meu bem” de Dolores Duran? Somente quem tem relacionamento ou a força de uma saudade. Somente quem conhece o gosto doce com pequenas camadas de algo azedo, as vezes, mas isto é relacionamento. Na era da praticidade se tornou insuportável dividir a cama, é inaceitável o dividir do shampoo, da escova. E quando alguém se predispõe a isto, ele espanta qualquer pretendente. Então parece que as relações precisam ser moldadas, tudo muito roborizado. Ninguém perde sozinho. Essa perca é coletiva. Relacionar-se é pré-disposição para entrar no outro, e para que esse outro entre no nosso mundo. Na nossa intimidade que começa a ser invadida a todo instante. Quando um relacionamento não se propõe a essa abertura, algo está errado. E não se pode também esquecer de levar muitas coisas para a balança, na sapiência que um caminhar juntos não é construído impunemente. Antes de tudo ter alguém é doar-se, é cuidar, é planejar uma festa juntos, uma viagem. E em nome da galinhagem não se tem dado importância a isso, que mais tarde a vida vem a cobrar. Ter do que sentir saudade é fabuloso e não saudosismo como pregam os destemidos e conseqüentemente arruinados. Sentir saudade é divino e humano. E quem mais tarde haverá de sentir saudade de um cinema? De uma boate? De uma sauna? De uma trepada no escurinho do cinema? Sentir saudade é ainda querer ir de encontro a uma referência que é só sua. Mas para que haja compreensão do isto, é necessária a sensibilidade que é outra coisa escassa no aplaudir do concreto. E nisto é conscientizado que a escolha é de cada um. Pessoas inteligentes optam pela dor de cabeça, pessoas inteligentes não fazem do sexo o centro, elas aprendem a gostar e a valorizar o outro. E dão a cada uma das pessoas a importância que elas tem em um dado tempo. É preferível anoitecer e pensar no boa noite, é gratificante amanhecer e dizer e ouvir um bom dia, amor. Estar no meio da tarde, telefonar e saber como está sendo o dia do outro é viver. Não é visto muito sentido, se não houver amor. Amar causa sofrimento, o desejo causa sofrimento. O maior sofrimento que o ser humano pode atingir é o vazio que é a ausência de tudo, ausência do não ter tido, do não ter buscado. Shopenhauer fala sobre isso, fala sobre essa dor na busca do desejo.&lt;br /&gt;As pessoas constroem suas coisas e causas que são esmiuçadas, e nesse esmiuçar cada um se mostra inteiro. Ninguém engana uma vida inteira, aqui posso com todo o peso da derrota dizer que meu namorado, aquele cara que no começo eu chamo de meu amor não tem diferença nenhuma dos que galinham e gozam no obscuro. Escrever esse livro para ele, pode ter sido um manual do encontro e do desencanto. Isto é com ele e não comigo. Por isso que deve ser portada muita responsabilidade em tudo. E tem gente que tem um relacionamento estável, um companheiro; e a todo o momento parece esquecer, está a desvalorizar o ético, o politicamente correto. Mas isto, não é pertencente aos dois: o domínio precisa ser individual. É na saúde, na doença, na alegria, na tristeza que devemos estar próximo. É fazer um chá quando necessário, cobrar um exame médico, é sorrir e abraçar na hora que um problema parece trazer confusão mental e cansaço. Há muito prazer numa relação a dois. Ir a uma padaria comprar pão, enquanto o outro prepara um café é magnífico e doce. Uma vez fui à praia com o meu namorado, e quando eu já estava chegando em casa, o telefone tocou. Era ele, me chamando para almoçar: “Venha, enquanto você chega eu preparo.” Esses gestos pequenos são os que constroem os grandes. Isto é o esmiuçar do amor. É a situação se dando e se transcendendo em detalhes significativos. Por que não se pode estar atento a essas coisas? São essenciais no ramificar. Como é bom escolher o caminho do laço, do compromisso, isto é sadio. Não importa se o parceiro é pobre, rico. O importante é a importância em dar importância. Não vai ser o carro do outro, o apartamento que poderá dar tempero ao amor, e sim, a atitude precisa, e quando necessário o olhar de reprovação sem palavras a mais. Uma atriz de teatro, uma vez disse no camarim, enquanto o elenco se preparava para entrar em cena: - “Eu tentei ser senhora, mas nasci para ser puta”. Naquele momento a frase parecia engraçada e provocou risos. E ao lembrar disso agora, eu gostaria de refazê-la pelo menos dentro de mim: - “Eu nasci para ser puto, mas optei por ser um senhor”. Será que ninguém lembra que vai envelhecer? O tempo de construir relações é agora. Depois é o quadro sofrer grandes agravantes.&lt;br /&gt;Vamos ser realistas? Eu olho para traz e vejo um afeto de alguém que amei, uma lembrança legal de outro alguém, sinto o cheiro de um perfume e sou remetido a outro alguém. Isto são detalhes que ficaram em mim, ou seja, em nós. Portanto é evasivo o discurso falho porque ele não é aceito, não tem uma validade. A caça sem mero propósito é abominável. Os homossexuais precisam acabar com esse vislumbramento tolo, que é essa mordaça sem lei. Uma nova comunidade é convidada a se erguer, a ser construída no politicamente correto, no politicamente favorável às circunstâncias que hão de ser melhores. Quem tem medo do escuro? Quem tem medo do amor? Tem gente que quer se punir e descarta qualquer possibilidade de ser amado e de amar. Isto é a incapacidade do permitir-se relacionado. Fugir do amor? Nunca. Para a reconstrução de uma sociedade seria necessário rever a “Guerra dos meninos” de Roberto Carlos. Aqui pode se ramificar respostas desinteressantes e justificativas vencidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi pedido a um rapaz para ler isto. E em seguida ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema é que todo mundo machucado não consegue mais se dar.&lt;br /&gt;- Machucado? Por que?&lt;br /&gt;- Por causa dos relacionamentos anteriores, onde a base foi mentirosa. Então depois de quebrar a cara fica difícil.&lt;br /&gt;Isto pareceu coerente. Só que é uma resposta intragável perante o apontamento de uma nova estatística. Meninos de dezesseis anos estão nesse mesmo panorama. Acham a mesma coisa. Será que o fracasso já nasceu com a pré-disposição dele mesmo? É falho achar isso. E o que vem a estar por trás dessa busca do encontro? O romantismo? Deveria. Mas nem isso é mais necessário. O necessário agora é dignidade. O homossexual se tornou um vulcão sexual. Chega desse rebatimento açucarado que os héteros também fazem a mesma coisa. Sabe-se disto, aqui não há ocultação dos fatos, mas não estamos a rebuscar mais justificativas para o assim deve ser. E até porque os héteros são resguardados pela hipocrisia social, enquanto os homossexuais são agredidos pela hipocrisia sexual. Há nisso dois paralelos que na vergadura irão se cruzar. Você alguma vez tentou se relacionar? E como foi isto? Em que deu? Quem se mostrou bonito? Feio? Quem foi desonesto? Lembre-se que as pessoas só dão o que elas podem dar. Elas também são incapacitadas. Já vivemos a era das senhoras, agora vivemos a era das cachorras. A luta das mulheres onde será silenciada? Na comédia dos bichos. Isto vai do grito das cachorras até o sacolejar da eguinha pocotó. Estamos abrigados nos escombros da ironia. Enquanto no passado tivemos heroínas, hoje temos grandes vilãs que são vitimadas no sexo. É preciso uma orientação visível sobre aquilo que é o bem e o que é o mal. As grandes campanhas dos governos contra a dependência química não tem sido absorvida. Não por causa do governo, e sim por causa de uma população preguiçosa mentalmente. E a sexual nem falar então. É preguiça de pensar quando se escolhe o caminho mais difícil. Já foi vivida uma sociedade religiosa, e ela falhou. Já vivemos uma sociedade civil, e ela também falhou. O casamento se tornou para a sociedade uma instituição e fracassou. E agora vivemos uma sociedade prostituída. Ou será que sempre foi? Tudo isso é fruto do mal relacionar-se.&lt;br /&gt;Ainda sobre relacionamentos. Conheci dois médicos que são namorados e dividem o mesmo teto. Eles começaram a descuidar da relação e deles mesmos. O que eles fazem hoje, após dez anos de convivência? Eles fazem agenda, cada um programa sua diversão. Um vai ao cinema pornô; e o outro vai também a outro cinema pornô. Eles tem todo o cuidado para não irem ao mesmo lugar. O que é isso? Em nome de que? Será que a filosofia explica? A sociologia? Normal? O sexo é absoluto! E ele depois de dominador castra o único inventivo do respeito. Sem moralismo, mas isto não é coerente. Eles podem ter todos os homens do mundo, e segundo eles, dizerem para o outro é uma forma de fidelidade, ou melhor, lealdade. Entre eles só não é permitido a troca de telefone, nem a repetição de corpos. E como é que se joga os dados nesse quesito? Será que eles já não conseguem misturar sexo e amor? Tem muita gente que diz que não consegue misturar as duas coisas? Tem gente que acha que a um se deve amar, e a outro deve ser dedicado a predominância sexual. Em que instância da liberdade esses dois médicos recorrem? São dois homens agradáveis, gentis, e pra que essa deficiência adquirida? Sim, adquirida porque ninguém nasce traindo ou mesmo mentindo. Isto é uma deficiência de conduta. E nos relacionamentos existem também aqueles que são traidores e sacanas, porque além de trair o outro, ainda ameaça o relacionamento com troca de telefone e contatos posteriores. Dói saber, mas o mesmo cara que eu chamei de meu amor, fez isso. E tentou encontrar em mim alguma desculpa para que nos separássemos. Em um sábado de carnaval à noite, ele inventou uma briga qualquer, me provocou a isso. Pela madrugada, me pediu desculpas porque eu o joguei na cama. Pela manhã na praia, eu o vi enviando mensagens para alguém no celular. Depois, me chamou para uma conversa, tentando me convencer que nossa relação não estava boa. Foi quando eu joguei isso na cara dele... na noite, sexta, anterior, ele havia me traído. Depois, ele tentou me convencer que não. Mas nessa hora eu lembro que tenho histórico para discernir uma verdade de uma mentira. Eu o desculpei, mas não o perdoei. O que é mesmo que cada um estar querendo? Quem de bom coração resiste ao olhar não tentador, mas oferecido do outro? Nessa hora é preciso recorrer a Sigmund Freud, Nietzsche, ao Albert Einstein, Alan Kardec. Ainda não foi explicado porque o fascínio da quantidade, da diversidade se torna a todo instante o último recurso entrelaçado no primeiro. Somos mutantes, mutáveis assim como as virtudes. E chega um momento em que o outro deixa de ser vidro, e passa a ser por nós mesmos, o qualquer e tanto faz.&lt;br /&gt;Estar todo mundo a reclamar que ninguém quer nada com ninguém. E nisso não há o compasso da reflexão, mas há pressa em alcançar essa mesma visão, na aptidão própria em querer ver a fila andar. Como é que queremos uma afloração saudável na reconstrução de nossa sexualidade, de nossos vícios, se não somos capazes de fugir de redutos e estigmas? A boate tem sido a coisa mais encantadora, mais falada, mais poderosa para o gay. Ele não vive sem ela. Ele é perfeitamente capaz de renunciar um compromisso com o cara mais decente do mundo, mas a sua união com a boate é solidificada. As boates são destruidoras até na essência. Elas funcionam como elementos incitadores. A boate é estranha e, portanto hostil. Mas há quem goste porque ela deixa todo mundo desejando e sendo desejado. O desafio da conquista é forte, e o apelo maior é o dark room onde todos podem gozar na desatenção do aviso. Lá dentro é fonte de AIDS, sífilis e gonorréia, mas isso não é tão preocupante quanto a perca do carinha que pode cair em outros braços. Mas se ele cair em outros braços, não importa, porque uma hora ou outra, ele vai estar sozinho e o mocinho pode recuperar o seu objeto de cobiça. Após a balada alguns casais pegam seus carros e saem caçando pela cidade afora alguma presa facilmente atacável. Um gosta de ver um estranho possuir o namorado, ou vice versa. A boate agora após os anos noventa encontrou uma grande concorrente: as casas de forró estão invadidas pelos homens águias. Foi numa dessas casas de forró em Itapebussu que meu namorado também se virou como pode, segundo o seu ficante Wanderson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eudes, ainda não havia se rendido a nada disso. A boate era o único lugar do mundo que ele não gostaria de ir. Mas o seu namorado ia escondido e as vezes orgulhosamente dizia que ia. Até que um dia um rapaz chamado Saulo se interpôs entre eles. E que impasse foi criado? Eudes resolveu aceitar a verdade de todo mundo: -“Ninguém é fiel, todo mundo se trai mesmo.” E desistiu de ser o último dos românticos, aliás, não desistiu, foi obrigado a desistir. Dentro dele houvera estardalhaço de verdades. Os mitos caem por terra. E Eudes viu seu sonho a mergulhar em um buraco escuro, onde mais difícil era ser realista com ele mesmo. Mas nenhuma mudança está livre do horror! A consciência é agredida em nome da semente do mal. Eudes começou a exercer a mesma função que o namorado, e isso na cabeça dele se bifurcava entre a vitória amarga e o sonho falido. Eudes não se corrompeu. Eudes foi corrompido. Nas boates Eudes observava os olhos de seu namorado, inquietos, a procurar, a arquitetar na inconsciência. No outro dia, Eudes saia sozinho para exercer sua vingança boba... E ninguém pode culpá-lo por isso. Ele vivenciava uma armadilha que tinha como função aprisionar todos os homens. Boate não é o paraíso, é purgatório. Só pessoas desprovidas de inteligência, impuras, estão lá aprendendo como se deve apodrecer, estão lá perdendo seus valores porque perdem mesmo. A ausência da inteligência joga o homossexual no reduto para que ele perca o encanto e seja degenerado. Isto não é falsa profecia, as histórias foram escritas assim... e assim é porque assim também será.&lt;br /&gt;Eudes começou a sorrir e ao sorrir aprendeu a zombar dos homens. Eudes também se desencontrava. Ele soube através de amigos que seu namorado realmente ficara com Saulo. E ele jurou a si mesmo que haveria de despir Saulo, e conseguiu. Eudes ao despir Saulo concretizava sua estúpida vingança, e pensava: - “Ele teve você. Eu também tenho.” Que palavra para amenizar a ferida ele haveria de achar? Nenhuma. Eudes estava ferido, e não acreditava nem mais nele mesmo. Ele só tinha a certeza que não necessitava ser um sedutor para possuir alguém. Todo mundo se oferece para uma única vez. As pessoas se oferecem em bandejas categoricamente expostas. O perfume vencido do outro funciona quase como atrativo. Isto é o universo gay. Seria legal se isto fosse contestado dentro de uma tese real e não fantasiosa. O triângulo para Eudes se completara: o namorado, Saulo e Eudes. A vingança foi exercida na plenitude. Será que as pessoas querem mesmo dividir a boca de seus namorados? O corpo? O sexo? Em nome de que? Em nome da modernidade, em nome do progresso progressado e processado em estado de miséria. O topo gay é um lixo, um mijo, um misto de esperma e água sanitária. Ninguém é obrigado a perdoar isto, mas isto precisava ser dito e necessariamente ouvido.&lt;br /&gt;Um amor não deve ser enganado nem mesmo em nome do amor. Para que procurar um outro, quando se tem o mérito e a qualidade? Estou a defender sim o relacionamento, estou a defender a qualquer homem apaixonado e honesto com ele mesmo. Estou ainda a afirmar categoricamente que a boate e o reduto são os períneos de todos os gays. Também ninguém é obrigado a concordar. Mas dentro de uma boate é possível saber quantos saem sem gozar? O desejo é potente. Gay é potente por excelência, tão potente que consegue destruir a si mesmo. Todos ficaram estrábicos em nome da potência. Mas isto é imperceptível porque cai a noite, e a luminosidade apresenta “noite de orgia.” Apresenta no pior estilo, mas é o melhor, o pisar firme, o olhar direcionado e nunca seguro, a caça e a presa. Tudo era para ser escrito sem perturbação, mas a perturbação chega porque a verdade deve apelar para a emoção. O assunto preferido da “ala” é horrendo, mas passa a ser também a sétima maravilha. É preciso salientar que isto não tem ligação nenhuma com o caráter, fala se aqui da conseqüência do desejo mal projetado. Serão isto ainda ruídos e ruínas na ausência do relacionamento? Há mentira até aqui? (Risos). A causa é própria e isto é isto em resposta ao que foi pensado por você. Porque no fundo há vazão para o imaginário. Estamos castrados não pela força e ira do visivelmente consumível, mas pela interinidade da consciência prostituída e corrompida ou corruptível. Sabe-se que lá é assim, mas a insistência para que se vá, para que se conheça e se divirta é interminável. Quem entre nós, humanos, admitirá o próprio vicio enquanto ele nos alucina?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-2168025451408545200?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/2168025451408545200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=2168025451408545200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2168025451408545200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/2168025451408545200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/01/relacionamento.html' title='RELACIONAMENTO'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-5906895195824467021</id><published>2008-01-27T05:57:00.000-08:00</published><updated>2008-01-27T06:00:09.577-08:00</updated><title type='text'>POUCOS PUDERAM RESISTIR  HEROICAMENTE.  O DESEJO PODE</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;                            &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;  O desejo pode!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Seria mais prático, menos rugoso se todas as pessoas pudessem esquecer o medo, e pudessem principalmente estar atentas a realidade. Como seria menos agressivo a uma criança se ela soubesse que existem meninos que gostam de meninos e meninas que gostam de meninas, dentro do próprio lar.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Quando ela se percebesse, e se criasse nesse universo de possibilidade, ela iria ter o direito de perguntar aos próprios pais: - &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;pai, eu posso gostar de menino(a)?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; E os pais iriam, se preparados fossem, saber que nada poderão fazer para evitar. Mas ao ouvir isto, o pai quer encaminhar o filho ao psicólogo, aos corredores das Igrejas para que a criança se perturbe e se conforme. Cadê o direito de exercer? De ser? Em ser aquilo que ela é? Algum pai daria essa liberdade ao filho? Graças a Deus que sim. Nem todo pai e nem toda mãe são hipócritas e egoístas ao extremo para esconderem de si mesmos o fato. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Tive uma professora, que tinha três filhos. O mais novo deles adorava brincar de bonecas. Ele era uma criança super afetada, e uma noite na missa dominical, este menino, vou chama-lo de Adrian, estava no primeiro banco da Igreja com uma boneca nos braços. Adrian acalentava a boneca como se ela fosse uma criança. Ou como se Adrian fosse uma menina a fazer de conta que aquela boneca era sua própria filha. Uma senhora, que sempre estava na missa, viu&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aquilo, se aproximou do menino e disse: - &lt;b style=""&gt;“O que é isso, Adrian? Você é um menino, é para brincar com bola, me dê essa boneca”.&lt;/b&gt; Adrian&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a enfrentou, disse que não iria dar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Vou dizer agora mesmo para sua mãe&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; – Insistia a senhora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Pode ir&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; – desafiava Adrian.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Esta senhora passou a missa toda inquieta. Achava aquilo um absurdo. Terminada a missa, passou na casa de Adrian, queria falar com a mãe do menino. E ficou chocada ao saber que a boneca havia sido um presente de mãe para filho. A mãe de Adrian disse que não iria frustrar o filho, sabendo da possibilidade. E que faria o possível para que o filho fosse feliz. Qualquer coisa a mãe de Adrian aceitava, menos ser hipócrita com ela mesma. A senhora reclamante ficou chocada, achou que a mãe da criança estava louca. Adrian precisava de castigo. Adrian&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;precisava apanhar para deixar de sem vergonhice. Pois, segundo, os valores daquela senhora, este menino estava sendo muito mal criado. Inconformada essa senhora fez investidas para as tias da criança, e nenhuma vez foi sucedida. Infelizmente nem todo filho é Adrian.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Para ele o processo não seria doloroso. Os irmãos o compreendiam, o pai o aceitava. Adrian cresceu, e se é homossexual ninguém sabe. É um rapaz de aparência masculinizada, não fala sobre sexualidade, nem tem amigos gays, nem freqüenta redutos. Ele é aparentemente um rapaz bem resolvido com ele mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O que se sabe sobre sexo? Sobre desejo? Sobre sexualidade propriamente executada?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O que são princípios e como eles caem sobre nós? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;É estranho, muito estranho a ausência do conhecimento de si mesmo, e por isso é que não podemos resolver o outro. Temos, se possível resolvermos apenas nós mesmos. Nós aprendemos e fomos muito mal acostumados a querer dá sentença para o outro, quando dentro de nós mesmos vive apenas o irreal.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Outro dia, fiquei chocado, quando o namorado de um amigo meu, foi ter com um padre. Segundo esse rapaz, ele precisava se confessar, e disse que namorava homens. O padre o aconselhou a terminar o relacionamento. Isso&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;parece e é de fato primitivo ou seja uma prepotência acentuada. É lamentável, é revoltante essa arrogância treinada. Ninguém tem o mérito. Possuímos sim, degraus maiores e menores em nossa inteligência.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Como os representantes do bem são tão mal escolhidos! (Na ironia tem punhal e afta para provocar) Os representantes do mal são maus em sua essência deliberadamente. E por isso eficientes em suas funções. Não se pode ajustar o divino na enciclopédia do diabólico. E em nossa essência, sabemos o que realmente nos agrada e nos desagrada. E o que nos desagrada secretamente é o que estamos a todo o momento a praticar. Anulamos na incapacidade o nosso valor real. Nesse canavial de pecado e culpa o que simboliza&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;liberdade, se há o estelionato da confiança? No patamar social, houve antes uma esmagadura, onde poucos puderam resistir heroicamente. É começável a bater o velho para saber que o novo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em nada mudou. E isto traz aos ouvidos, Elis cantando: - &lt;b style=""&gt;“ Você é que é mal passado, e não ver que o novo sempre vem... Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Hoje eu não sei de quem me deu a idéia de alguma coisa nova. Sei que há tradição de suma importância para o historiador, para o pesquisador, e só.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-5906895195824467021?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/5906895195824467021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=5906895195824467021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5906895195824467021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/5906895195824467021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/01/poucos-puderam-resistir-heroicamente-o.html' title='POUCOS PUDERAM RESISTIR  HEROICAMENTE.  O DESEJO PODE'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-3929771365091039585</id><published>2008-01-26T05:44:00.001-08:00</published><updated>2008-01-26T05:44:49.495-08:00</updated><title type='text'>DESEJO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O que é mesmo o desejo? Chega de buscar respostas em dicionários, como também da impetrabilidade dos conceitos científico-filosoficos. Isto é falado porque dentro de nós há o mais importante psicólogo, o mais eventual dos filósofos e o mais preciso dos cientistas. E inegavelmente o mais forte dos mitos religiosos – a consciência. Como é que detectamos os desejos? Nós temos força suficiente para mergulharmos nele? O caminho é sadio? O desejo é para ser explorado. Como isto é feito é outra coisa. Tenho observado jovens com seus desejos vencidos em nome da incompetência. O desejo na hora da realização não pode separar-se da satisfação. Desejo não é culpa, é necessário este entendimento. Quem melhor conhece o seu corpo, se não você mesmo?  Quem é que vai ditar regras para a sua maneira de ver e encarar o auto espelho? Será que em nome da razão houvera a destituição da vontade? Desejo é razão, e razão é vontade, e a vontade é a verdade de cada um. Então levando isto para a problemática da sexualidade do igual: quando dois homens se olham e se desejam, neles parece que já vem interligado a falta de ternura. Eles já partem para o sexo. Isto é um pouco ou um muito selvagem. Entende-se o sexo como selvagem. O.k. Só que aos humanos fora dada a faculdade  do raciocínio. Tem se compreendido que o sexo na imediação dos segundos não traz culpa. Ironicamente a culpa parece estar na relação que se cria com o outro. Enfim, mil justificativas foram criadas  para permanecer apenas no sexo: -“Não quero compromisso.   Não apareceu ninguém capaz de me ganhar. Os que apareceram não foram perfeitos. Terminei meu relacionamento, agora quero me divertir, o meu parceiro era muito ciumento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia dos namorados... Esse dia tem uma comemoração toda especial. É um instante quase que de posse. Há também uma lembrança, vaga, e não aceita que é preferível o ficar dos ficantes, e estes anulam uma parte da história que passa e não tem capítulos memoráveis. Os capítulos memoráveis estarão escritos nos grandes, nos bons romances. Se você fizer parte daqueles que sabem construir, me manda um recado dizendo assim. “Sim, defendo o amor. Digo sim ao relacionamento”. E neste dia cuide mais, goste mais, ame mais”. Já não queremos mais cuidar,  não temos mais disponibilidade para gostar. As justificativas para se evitar a culpa são tremendas, elas se emendam na numerosidade da mentira. A verdade que se tem constatado é que os homens são ariscos por natureza. As mulheres quando se olham, elas são ternas e se transfiguram na ternura. O homem está sempre na estaca zero sentimentalmente. E tratanto-se   de dois homens, eles estão sempre a esperar o príncipe  que insiste em não chegar. Houve um boicote e isso não se deu naturalmente.  Enquanto isso em nome do desejo, ele é levado a visitar todos os redutos, saunas, boates, cinemas e dark room. Onde quer que haja um roteiro GLS, ali uma procissão segue cegamente com uma miopia duplamente qualificada. E todos os dias é batido o mesmo cartão em pontos estratégicos, embora diferentes. Isto não é inteligente:  Ninguém quer ninguém. Para quê? “ Alguém traz dor de cabeça. Ter alguém se tornou um saco, é insuportável qualquer relacionamento.”  Isto se tem ouvido com muita freqüência. Mas a dor de cabeça deveria ser apreciada, o saco insuportável enchido pelo outro também. Isso é mais inteligente do que ler a primeira das cartilhas de uma substância composta que é o desencontro, a intolerância que não cede ao apego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Risos) os rapazes de plantão em qualquer sauna não aprenderam que mais interessante do que despir dez ou vinte e tantos corpos que se exibem de toalhas, é jogar a toalha para o seu parceiro no banheiro de casa. Pobres moços! A crise é enfrentada, ou melhor, vivida. Ninguém enfrenta nada, em nome do desejo se em barca em aventuras na predominância da fenomenologia do fracasso humano da conquista. Enquanto isso parece ser necessário para todos conquistarem cinco ou mais homens em uma sauna sem se importar que essas conquistas durem apenas trinta minutos, menos de uma hora. Cada um tem seu momento de glória, e não é conseguido ou concebido enxergar um troféu arruinado: os corpos desnudos ou apenas desejo. Esse mesmo desejo tem vitimado uma grande parcela da sociedade. Será que quando Vanusa cantou mudanças e falou da incoerência, essa citação não poderia nos ser clara, assim parece: -“Com todas as incoerências que fazem de nós forte, sexo fraco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardinho tinha sete anos de idade, e era uma fotografia visivelmente afeminada. Ele, negro, passava fome, bem raquítico, tinha um sorriso cheio de tristeza e terror. Um dia, o senhor Adalberto e sua família foram morar próximo ao casebre onde Ricardinho vivia com sua família. Ricardinho ficou feliz, encheu os olhos ao ver diante de si uma televisão colorida pela primeira vez. Ricardinho passou na calçada do senhor Adalberto, se aproximou, deu boa noite e pediu para que deixassem a janela aberta para ele assistir o ultimo capitulo da novela “a gata comeu” colorido. Ricardinho queria saber que cor era a roupa da Jô Penteado. Muitas vezes Ricardinho ia assistir a novela com fome, mas se dava a esse prazer: ver a Jô de Cristiane Torloni  enganava a sua fome, Jô o alimentava, Jô o esperançava. O senhor Adalberto ao ver o garotinho de pele escura e afetado, o olhou e em seguida observou seu próprio filho, Junior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu queres o que?&lt;br /&gt;- Ver o ultimo capitulo da a gata correu (ele dizia correu, ao invés de comeu). Quero ver que cor é a roupa da Jô.&lt;br /&gt;- Sai da minha janela negrinho baitola. Viadinho passa fome.&lt;br /&gt;Ricardinho temeroso engoliu o choro, mas não pôde proibir as lágrimas. Se  sentira ofendido, principalmente ao ouvir os nomes baitola e viadinho. Porque isso dentro dele eram seus monstros. Adalberto fez questão em aumentar o volume da TV para causar inveja ao moleque que para ele era sem valor e sem prestigio humano. Ricardinho antes de dobrar a esquina ouviu o grito da Jô: - “Lembrei, lembrei, lembrei”. Nessa noite Ricardinho não quis jantar, esqueceu a fome. Ele havia passado uma semana se enchendo de coragem para pedir isto ao novo vizinho. Ao Junior, foi passada uma ordem. No dia em que ele dirigisse a palavra aquele negrinho, ele iria levar uma surra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardinho esperou quatro anos para saber que a roupa da Jô era vermelha. Em 1989, ele pode rever a gata comeu em um especial de tarde. E naquele ultimo capitulo, dentro dele, parecia chegar a bofetada verbal recebida por causa de sua condição. Mas Ricardinho, um dia conheceu uma senhora que quis levá-lo para São Paulo, ele foi. Lá ganhou a vida, ajudou seus pais e irmãos. Foi doméstico, diarista, prostituto e advogado. Ricardinho se formou em advocacia. Será que dentro dele, ele quer defender seu próprio direito? Que profissão escolhemos?&lt;br /&gt;Já adulto, Ricardinho comprou vários DVDS. Ele tem a novela inteira. E passados anos, Ricardinho retorna a sua cidade natal. Quando o ônibus parou... ele causou furor. Descia do ônibus uma negra de peito, bunda, toda no vermelho e no tamanco. Ricardinho disse que voltou de vermelho em homenagem a cena que ele fora proibido de ver. De vermelho também porque assim Tiêta chegou em Santana do Agreste. Mas estava faltando mais alguma coisa: Ricardinho chegou com seus olhos azuis, em homenagem a Ana Jacinta de São José (a Dona Beija). Ele ao voltar trazia saudade de uma infância que embora amarga lhe pertencia. Ele sabia que não deu para ser melhor antes.  Ricardinho sabia que não podia viver sem essa lembrança, esqueçer a infância seria esquecer dele mesmo. Agora ali diante dos fofoqueiros de plantão, estava aquela negra com o atrevimento da negra Xica da Silva. Em cada personagem da literatura que ele gostava, ele buscava inspiração. Ele foi bem recebido, esta era a primeira vez que voltava. Suas bolsas com presentes logo foram abertas. Ricardinho tinha perdido o seu sorriso. Agora sorrir era olhar e desafiar qualquer um e outro. Foi em São Paulo nos cinemas da república que ele aprendeu a desafiar, a olhar, a conquistar e calar. Na rua Aurora, Ricardinho aprendeu a não temer. Para cada irmão, ele trouxe aparelho de som, DVD de última geração. TV a cores já havia mandado. Seus sobrinhos pareciam não compreender a formatação global do tio. Aqui mais uma vez faz o jogo da hipocrisia. Ninguém diz nada, todos pensam em segredo. E novas crianças se vêem ilhadas em perguntas rápidas e respostas vagarosas.&lt;br /&gt;Quantos Ricardinhos somos ao todos? E é importante salientar que vez e outra é preciso ensinar pai nosso a vigário para que o exercer do oficio não se perca na rotina. Será que começo isto sendo taxativo? Ninguém tem nenhuma verdade dentro de si para o outro. Dentro de cada um há apenas a própria verdade dele, que não necessariamente vem a ser verdade de quem escuta. Não dá mais para se aprender certas coisas com o quebrar de cara. Nem sempre este quebrar está prontificado ao conserto.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-3929771365091039585?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/3929771365091039585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=3929771365091039585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/3929771365091039585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/3929771365091039585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/01/desejo_26.html' title='DESEJO'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-6759765166179444626</id><published>2008-01-25T03:45:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T03:49:35.688-08:00</updated><title type='text'>Ninguém Ousará Apontar o Pecado, Apenas o Pecador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                   Primeira parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delírio anestesiado toma conta de bocas, línguas e corpos, e nada de desejo.  A oferta mata o desejo e em conseqüência disso o encanto. Aqui farei dois papeis: o papel de advogado do diabo e também de advogado de Deus, ou melhor, de semi deuses pervertidos ou não. Vou falar de sexo com toda a abertura que ele traz sem máscara, sem remoção dos bacilos e vírus que irmanam nele e por ele. Como funcionam a coisa e a causa no primeiro mundo, onde as pessoas parecem mais civilizadas?  E no terceiro mundo onde há uma desvalorização adquirida?  Onde são o ocidente e o oriente do desorientar-se na maculação do gozo? Sim, nisto há a fenomenologia do homem. Será que o homem nasceu assim? Ou será que tornou-se ou tornaram-no assim? Ninguém ousará apontar o pecado, apenas o pecador. Percebo que a ciência e a religião não podem mais andar separadas ao falarem de sexualidade. Na igreja ainda há o que ser desvendado. As seitas não podem mais orientar-se sem o avançar da ciência e da sociologia da homossexualidade. Dentro de cada lar é preciso emergência como também o estancar do preconceito. Cem palavras não são mais capazes de alertar, mas uma apenas deixa o natural perder seu curso – “não”. E esta palavra assim como toda e qualquer escolha é dúbia. Mas há clareza iminente para o sábio de sensibilidade.  A justificativa de escrever é retrocesso, é processo iniciado em uma nova iniciativa que ainda não sei digerir, é inchaço e cansaço do tudo mal e tudo certo.&lt;br /&gt;Ano passado apresentei um monologo que foi fruto e resultado de pesquisas e auto critica ao mundo GLS. Esse monólogo intitulado “Amores Marginais” foi aplaudido na idealização do expositor, do achar-se perante o ser. E um seleto grupo na platéia concorda, confirma, acredita que algo precisa mudar. Amores Marginais tinha fel nas palavras e aftas em cada amor perdido. E o que se é em força e fome daquilo que se acredita? Neste punhado de informações deve haver muita espiritualidade, luz, filosofia, logosofia, ciência e humanidade. Uma delas ou todas poderão ser perdidas em nome da indiferença. A profecia deve cair por terra em cada ser capaz de chorar no vazio da busca inútil ou ainda da batalha perdida. Queres amor? Ou queres sexo? Busque tempo, mais tempo ainda para se pensar não no imediatismo, mas naquilo que ele pode representar negativamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedico este livro ao meu amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças parecem brincar. E elas brincam inocentemente pelas calçadas, pelas ruas, pelos pátios da escola. E entre elas, um menino ou uma menina sabe que pulsa em suas veias o terror! Sabe que pulsa, mas tudo isso está longe da consciência. Elas sabem que elas não podem ser elas mesmas, elas sabem que quando a hostilidade de um adulto ou mesmo de um coleguinha de escola, é lançada sobre si, só resta a bandeira branca: baixar os olhos, tirar a vista. É assim em todo lugar do mundo. Engraçado que com o enxoval do bebê, os pais já ensaiam o preconceito. Quarto rosa para a menina, com enfeites delicados e, segundo eles, próprio para a menina. Para o menino, amarelo ou azul bebê. E se o menino pudesse optar pelo rosa e a menina pelo azul? Ainda é cedo para isto. Lá maiorzinho, o menino quer tocar, pegar, sentir uma boneca. E vem a família inteira com uma repreensão uníssona: - “Não pode. Isto é para menina”. Eles parecem  estar certos.  E quem os disse isto? A tradição. A menina quer descobrir a bola: - “Não pode”. Há uma reprise do dizer de novo. E quem os disse isso? A velha tradição que nunca foi ouvida na codificação do ensaio, mas que por excelência se traduziu.&lt;br /&gt;Concordo, e os pais estão certos quando querem repetir a tradição. Assim, eles foram criados, mas eles precisam redescobrir os próprios valores. Não é porque foi assim que assim será eternamente. Estamos em tempo de escolha múltipla ou mútua.  Vivemos um mundo cada vez mais castigador, sangrento. Um mundo de entorpecentes, sexo e vírus. E tudo isso é agregado à falta de escolha. Hoje só temos democracia, e a utilizamos da pior forma possível. A forma de utilização é zero. Está todo mundo esquecendo o mediador da vida que é o tempo. A escolha. A tentativa. O outro. O amor. O ser. Temos tarefas inumeráveis a favor de nós mesmos, e elas parecem cada vez mais minimizadas em nome do imperceptível.  Estamos diante da vida, cegos, vaidosamente míopes. Enquanto os motivos de nós mesmos são expulsos de nossos ciclos de uma maneira cretina e feroz. Pensamos que estamos renunciando o fator negativo da sociedade com nossa liberdade aberta, mas na verdade estamos renunciando o nosso próprio umbigo. Quando se trata do homossexual tudo parece ser mais difícil. E aqui mais uma vez não haverá espaço para o falso glamour. Estou falando de vida, no anseio maior que é retardar a morte. Mas parece que todo mundo resolveu morrer, mas não aceita o veneno fabricado por ele mesmo. E isso passa a ser contraditório. Quem representa o que  nesse teatrinho mal representado que é o solo gay? A bala não dispara mais, hoje, ela foi substituída pela fonte de sífilis, AIDS e gonorréia. Quem ousará romper com a certeza do berro na hora do ferro? Por uma postura social e humana já.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Só a felicidade individual pode reciclar a sociedade. A solidificação do hoje é espelho da felicidade, do pouco peso sobre as costas. Os pais precisam entender que não é a cor do quarto, o brinquedo certo que irá definir a sexualidade desse pequeno que vem ao mundo, muito menos o triturar do desejo quando chegar a adolescência, mas sobre isto falaremos mais tarde. As próprias instituições educacionais assim como os pais precisam reinventar um novo cordão umbilical e não amar o próprio umbigo.  Ensinar valores não é ensinar a reza, a crença. E sim a importância de cada coisa. Há coisas que não foram e nem serão aprendidas numa sala de aula. Não há universidade que desqualifique isto.  Há grandes falhas a serem corrigidas e isto parece fundamental. Nas escolas falta sim, a disciplina sexual, o saber do mestre sobre o isto onde o preconceito possa vir a ceder para a realidade e o valor sexual a ser integrador junto do valor humano. Vale ainda destacar as tarefas de casa onde muitas vezes os pais junto com os filhos precisam fazer algum tipo de pesquisa. Pega-se como exemplo uma colagem no caderno da criança. E os pais procurando figuras junto com os filhos dizem: - “Não, essa é feia”. Mas uma vez o preconceito se instala e é implantado na criança. É preciso estudar valores, rever conceitos para que o bem desnecessário seja interditado.  Um preconceito é irmanado em todo preconceito. Quando acima é citado  as instituições educacionais é porque é visto nas secretarias, nos intervalos, educadores a se perfumarem de seus mesquinhos ponto de vista e de interesse. Um educador pode ensinar português, matemática, seja o que for, mas o seu papel seria educar, é fazer com que o maior numero de alunos pudessem se transformar em mensageiros de uma nova civilização.&lt;br /&gt;Estamos aqui para falar da criança e defendê-la de qualquer violência psicológica e sexual também. Para que ela não se torne o adulto que hoje se reinventa no manifesto da promiscuidade. O que são dessas criaturas dentro de um lar hostil, onde a força e a voz alta imperam em nome do medo?  A criança vai se reprimir. E toda repressão tem um momento em que vem a tona e explode em nome da revolta. Medo causa revolta, e o purgatório pode ser paraíso. Lá fora não há culpa explicita.  São necessários sob a visão da problemática poetizando a metáfora: o nascer, o pinto, a casca do ovo, a fragilidade, e principalmente a galinha a não ver o sexo do pintinho. Ela sabe e compreende que precisa proteger. Sexualidade não se cria, apenas se educa ou se reeduca, ou seja, se pratica. E não tem como mudar o curso natural das coisas. O menino(a)  não foge da sua condição. E os pais esbravejam em nome da vaidade e da vergonha que é transitável na satisfação a ser dada socialmente.  O filho e a filha podem ser homossexuais? Não podem ser. São. Quando há dúvida e preocupação é porque eles, os pais, sabem. Não há dúvida impunemente. Os pais, pobres coitados, preferem passar a régua na cabeça do vizinho falador do que água o fruto deles que vai apodrecer no pomar. E isto acontece sempre quando o pomar é estragado.&lt;br /&gt;É razoavelmente verdadeiro que os pais estragam os filhos por amor demais ou por uma hostilidade demasiada. Mas esta criança vai pecar ao ser homossexual? Ela peca para a sociedade ou para Deus? Para Deus – respondem os hipócritas(!)  A resposta se torna realidade e sentença, a voz que responde é de todos e é uníssona. Deus disse isso? Disse? Deus é carrasco? Repressor? É violento? Ninguém sabe. Penso em Deus como um ser absoluto.  Se ele não for absoluto, alguma coisa está errada. E quem nos ensinou o amor?  O respeito? Quem pediu para amarmos uns aos outros? Será que em Deus existem duas máscaras? Uma que a todos atende e uma outra que a todos pune? Vamos ver Deus como um ser absoluto, supremo. E o superior não dá ouvidos a calúnias alheias. O superior não se aborrece. Esta é a afirmação mais bonita, quem sabe, sobre Deus.  Deus não é gentinha e só gente pobre de espírito e de matéria é que tem preconceito, e nem poderia ter porque por si essa gente já sofre todo tipo de preconceito. As crianças tem urgência por respeito, por compreensão. O velho testamento precisamente que é mais repressor precisa ser esquecido na hora de educar. É hora de se buscar um mundo melhor, de paz, de dignidade, de caridade humana e social. Para que Deus possa sorrir ao olhar suas criaturas. Se Deus sofre porque o filho teve a sua conduta sexual fora dos padrões estabelecidos, sofrerá também diante a prepotência daqueles que se julgam “senhores do mérito e da verdade”. Nenhuma verdade é absoluta e toda verdade é. E isto é a pequena receita de casa diante do que virá depois, o social. Somos religiosamente apegados aos mitos. Nenhuma criatura humana é desprovida de suas crenças. Até mesmo os animais considerados irracionais, acreditam em suas verdades, acreditam no timbre vocal de seus donos. A faculdade do raciocínio animal é abstrata. A sociedade está toda doente, infectada por vírus passados de geração a geração isto é: hipocrisia. É dentro de casa que se deve começar a cura dos males sociais, sexuais e mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde houver felicidade sem o mal estar do outro, há a maior aprovação divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um fator psicológico que a humanidade não costuma estar atenta: o vazio da crise existencial. Essa crise, ela começa a se impor no homem, na mulher, na criança, não só quando o sujeito exerce um papel passivo no meio de sua existência. Ela aparece quando o sujeito vem a praticar um papel ativo também. Ao atiçar, ao alvoroçar o lado machista, preconceituoso e desumano o vazio da crise começa a se formar.  Por que falar isto aqui?  Fala-se isto aqui para que os consultórios de psiquiatria possam esvaziar um pouco futuramente. Quando as pessoas começam a cuidar uma das outras, sistematicamente elas começam a ser cuidas. Tenho observado que as pessoas estão todas necessitadas, carentes porque ninguém se cuida mais. E aqui é o alicerce de relevante importância para o direcionamento do ser humano. Situações provocadas e acarretadas tragicamente nesse período perseguirá o adulto também de uma forma sistemática. A probabilidade da incapacidade se instala estupidamente, boicotando o ritual do brilho, a força da capacidade.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-6759765166179444626?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/6759765166179444626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=6759765166179444626' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/6759765166179444626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/6759765166179444626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/01/ningum-ousar-apontar-o-pecado-apenas-o.html' title='Ninguém Ousará Apontar o Pecado, Apenas o Pecador'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-8581488514420640055</id><published>2008-01-24T08:45:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T08:49:17.498-08:00</updated><title type='text'>FRANCAMENTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                             &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;POR  Velazquez Alacoque&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                  “O essencial é invisível aos olhos”. – Pequeno Príncipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma noite é tão minha quanto esta. A noite que eu me reencontro diante o espelho. E sou o que sou ou o que pude ser. Mas na certeza que a valentia poderia ter sido maior. E será. Algo que        eu ainda não sei o que é me pede para brindar sozinho e comigo mesmo a redundância do afirmado. Sim, digo-me isto e ofereço aos meus guardiões a oitava palavra que é a maior. Ofereço assim como em um ritual festivo o meu rosto para a luz que há de ser sempre própria na ousadia do ir bem fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha resposta a tua promiscuidade virá com o passar dos anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era noite, meio da semana, em uma mesa de bar, fui motivado a escrever sobre essa temática que parece não ter mais nada a ser dito, mas tem. Meu amor disse-me que eu não deveria desistir, que eu não poderia me neutralizar diante essa missão.  E eu sei que não tenho obrigação de nada, ou pelo menos não queria  mais ter.  Então, eu disse que isto não me interessava mais. E em réplica ouvi que desistir era fracassar. Era aniquilar a minha função, que eu precisaria escrever algo que dissesse a que veio.  Ficou martelando a idéia do fracasso. Eu estava consciente disso, eu fracassei. E nisso o meu amor tinha razão. Eu estava de saco cheio de tanta coisa, de mim, também.  E ao dizer que não tinha mais interesse em escrever, eu parecia mais cansado do que mesmo imparcial. Bom, eis que peguei um ônibus e não consegui sentir raiva.  Consegui pensar e me remeti a uma situação ocorrida com Aguinaldo Silva, o autor de novelas. Ele disse que um amigo certa vez o encorajou a escrever de novo, quando ele se dava por vencido. Isto me pareceu interessante, mas entrar novamente nesse mercado, buscar informações necessárias e muitas vezes desnecessárias, não me motivava nem um pouco. Mas eu tinha histórico, boletins de ocorrências, eu tinha PHD para retomar a isto, sem me expor. E por onde começar?  Devo folhear e rever meus arquivos mortos e vivos, ativos e inativos. Será que a ciência da sexualidade deve acentuar-se em um livro, quando o cartaz propaga o próximo ponto de encontro?  Aqui há um impasse. Em cada esquina o panfleto já traz explicito o fetiche, a indolência do sexo. E me vejo rodeado de anotações, e me perco em labirintos sem saber por onde começar. Então começo pela irrevogabilidade da vontade diante o principio e o verdadeiramente imoral. O que eu venho a dizer terá agora alguma contribuição a dar?  Talvez não. Como já disse: a foto dos go go boys, o chamariz e o néon da mais nova boate retratam o apogeu  da “liberdade”. Sim, liberdade acentuada em negrito na inverossimilhança da palavra. A estréia do filme de arte é silenciada, a temporada de uma peça de teatro onde a abordagem, social e cultural, se irmana na desenvoltura do intelecto, é vitima do pacto do silêncio, o seminário sobre filosofia e cultura não desperta interesse, toda a intrínseca espiritualidade de Clarice Lispector já não é alcançada pela juventude e geração atual, mas a inauguração da nova boate é o evento da década, mas esta boate ficará em evidência até uma outra ser aberta. Quando inaugurar a nova, ela perderá a importância. Falo de um povo sem histórico, sem tradição cultural ou mesmo tradição amorosa. Mas vou escrever e começo a me apaixonar por esse ideal. Vou romper aqui comigo mesmo, a última receita porque a minha pode não ser a correta. (E me vejo também emaranhado entre macegas, nessa luta desigual que é a simplicidade da qualidade lutar contra o fascínio da quantidade)  E digo isso porque sei que “todas as pessoas são livres, livres para serem elas mesmas.” E o corpo é a única propriedade que elas possuem. E cada um sabe como melhor cuidar de si. Cada um sabe melhor cuidar do que é seu.  Apesar de eu acreditar que não.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;    Confesso o cansaço, a luta inútil,  penso eu, mas o meu amor diz que a luta, a minha, não é inútil (tenho duvidas!).  É hora, ou melhor, tempo de se agregar valores sociais, psicológicos e humanos. Mas do que nunca os empresários do sex fashion, os movimentos e o próprio individuo  precisam tragar o cigarro de pano.  Ontem mesmo eu disse que as bandeiras não seriam mais hasteadas, as bandeiras da decência, do politicamente, do pudicamente correto. E isto foi dito porque eu sabia que não havia   mais ânimo para lutar pela conscientização, eu não acredito mais na boa intenção gay. Toda essa campanha embora individual do censo e da compatibilidade está falida por falta de adeptos.  E aqui não estou a fazer isto.  Não estou a defender a dignidade, não estou a projetar o cuidado, é melhor que seja assim, todo mundo por si. Estou ainda tentando na singularidade do humano não levantar a bandeira, e sim, estender a mão a um suicida. Suicida aqui representa o nivelamento zero da promiscuidade que é nada mais que um abismo. O nível zero da promiscuidade já é um perigo. O sex fashion é uma sala cheia de balões coloridos pelo chão, e quando se pisa para a eletronicação do corpo, cai-se em um abismo. Este abismo aqui é representado por todos os meus arquivos que são labirintos. O que as pessoas querem?  O que cada um vem a querer nessa babilônia sexual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro deve chamar-se:  Francamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-8581488514420640055?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/8581488514420640055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=8581488514420640055' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/8581488514420640055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/8581488514420640055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/01/francamente_24.html' title='FRANCAMENTE'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7480339023196158768.post-4343799031742455586</id><published>2008-01-23T18:23:00.000-08:00</published><updated>2008-01-30T15:38:30.102-08:00</updated><title type='text'>homossexualidade em cheque</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Toda a palavra já deferida aos homossexuais vai de encontro a prática desenfreada no próprio gueto. A minha última pesquisa sobre nosso comportamento apresenta um desencanto que vai além da realidade. Parece que o homossexual tem esquecido que ao longo da história, ele foi visto como vilão de muitas familias e relevantes episódios, embora não seja. Mas quando se trata de nossa prática em lugares detidos como nossos... Temos apresentado um descuido impressionante com aquilo que vem a ser a nossa única propriedade: nosso corpo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece que foi ontem que eu ouvi que os amores eram tão mal cuidados. E hoje, me parece que a nossa única preocupação é o gozo, e não importa de onde ele possa vir, só o orgasmo em desespero é chegado e aceito como a coisa mais natural do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com isso temos esquecido de muitas coisas, principalmente que um dia fomos motivo do riso de chacota, fomos um dia perseguidos por aqueles que vorazmente insistiam em nos classificar como inferiores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o decorrer de tantos anos, quem vai ainda ter razão nessa babilônia sexual? Lembro que alguns anos atrás, muitos homossexuais se sentiram ofendidos com a declaração de um arcebispo que comparava o homossexual a um ser dotado de um desequilibrio qualquer. E Nós que quisemos a qualquer preço desmitificar o preconceito, acabar com as declarações difamatórias e pejorativas, temos hoje nos deparados com que? Será que as boates e os dark room não alimentam o que sobre nós já foram vomitados?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem de bom coração e inocência seria capaz de dizer a si mesmo: &lt;strong&gt;EU FUI SENTENCIADO A PAGAR O ALTO PREÇO DE AMORES MARGINAIS. &lt;/strong&gt;Este blog funcionará como objeto de discussão sobre nossas verdades e mentiras, sobre nossas desculpas e medos, nossas entregas e devaneios em nome do amor e do sexo, ou mesmo da culpa rebatida tantas vezes. Aqui haverá sempre um ponto de encontro entre nós e os outros, entre a sombra e o espelho. A sexualidade está em cheque. A corrida pelo condicionamento tem sido apenas resposta e questões acirradas no esgotamento humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7480339023196158768-4343799031742455586?l=amoresmarginais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/feeds/4343799031742455586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7480339023196158768&amp;postID=4343799031742455586' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4343799031742455586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7480339023196158768/posts/default/4343799031742455586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amoresmarginais.blogspot.com/2008/01/homossexualidade-em-cheque.html' title='homossexualidade em cheque'/><author><name>velazquez alacoque e a sexualidade em cheque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11664248543997833684</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
